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"Lisbon Town Museum", "Campo Grande", Lisbon, Portugal

 

Material:

Collection:

Inv.:

 

BIOGRAPHY

 

Finalizados os estudos de Pintura na Escola de Belas-Artes de Lisboa, em 1916, Manta teve de esperar o fim da Primeira Guerra Mundial para iniciar a viagem a Paris, realizada em 1919. Aqui conhece Dordio Gomes, com quem manterá uma grande amizade ao longo da vida, sendo possível aproximar os seus percursos plásticos. Durante a estada na capital francesa reactualiza a sua formação naturalista, através da lição de Cézanne, que deixará uma marca importante na sua obra. Paisagens urbanas de Lisboa e naturezas-mortas apoiarão as análises de planos e volumes, veiculados por um cromatismo luminoso. Mas será no retrato que se destaca com uma das melhores soluções plásticas do seu tempo, aliando a captação hábil de psicologias a um dinâmico espaço, onde planos e perspectivas díspares se encontram, e a frieza e suavidade no cromatismo, conciliadas de maneira magistral. No regresso de Paris instala-se no Funchal, como professor de Desenho, actividade que continua entre 1934 e 1958 na Escola de Artes Decorativas António Arroio. Sendo escassas as suas exposições individuais (1926 e 1965), esteve presente nos Salões da Sociedade Nacional de Belas-Artes desde 1913 e nas Exposições de Arte Moderna do SPN/SNI, representou internacionalmente Portugal na Bienal de São Paulo, de 1955 e na Bienal de Veneza, de 1957, participando ainda com painéis decorativos na Exposição de Sevilha (1929), na Exposição Colonial de Paris (1931) e na Exposição Universal de Paris (1937). Entre os prémios recebidos destaca-se o 1.º prémio de Pintura na I.ª Exposição de Artes Plásticas da Fundação Calouste Gulbenkian, em 1957.

 

Maria Jesús Ávila

 

SOURCE: MNAC

 

www.museuartecontemporanea.gov.pt/pt/artistas/ver/54/artists

Museu Nacional de Arte Contemporânea, MNAC, Museu do Chiado, Lisbon, Portugal

 

Material: Oil on canvas

Collection: MNAC

Inv.: 2608

 

ABOUT THE WORK

 

HISTORIAL

 

Adquirido pelo Estado a Ruy Bravo, em 2005.

 

EXPOSIÇÕES

 

Lisboa, 2005; Lisboa, 2006.

 

Este auto-retrato, provavelmente efectuado durante a sua estada em Paris (1919–26), reflecte uma clara influência cézanniana pela criação de um dinâmico fundo, organizado através de planos e que destaca o rosto facetado, em manchas planificadas.

 

Uma pintura em mancha e de pinceladas facetadas preenchem o rosto e revelam esta intencional ambiguidade entre uma ordenação geométrica de referências cubistas e uma expressividade comum aos seus inúmeros retratos e auto-retratos.

 

Tal como outras obras desta fase, que revelam o seu entendimento da pintura do Pós-Impressionismo e do Fauvismo, também nesta peça é óbvia a simplificação das formas, e, apesar de unificarem o espaço, ligam-se a uma projecção sensível de interpretação do artista que se revê num momento de introspecção.

 

Estas características são perceptíveis no Auto-retrato de 1930, sob um fundo negro e numa afirmativa pose, com um rosto manchado de planos ou no Retrato do violinista René Bouhet, do mesmo ano, compositor de muitos filmes portugueses desta década e que se destaca de um discreto fundo marcado por planos sucessivos em torno da figura.

 

Neste Auto-retrato, pouco divulgado e recentemente integrado na colecção do MNAC – Museu do Chiado, o autor salienta a influência de Cézanne, visível ainda em importantes pinturas posteriores, Jogo de damas, pela importância que atribui à cor e à representação da forma planificada, numa preferência assimilada em Paris e discutida pelo grupo de artistas portugueses aí residente, Dordio Gomes, Francisco Franco, H. Cremez.

 

No entanto, afasta-se da visão simultânea da forma em movimento, proposta por Picasso e pelo Cubismo, contrapondo esta sensação, analisada sob a perspectiva de um ponto único, a uma intencional dinâmica fundo/figura, num jogo introspectivo e de expressiva modernidade.

 

Maria Aires Silveira

 

SOURCE: www.museuartecontemporanea.gov.pt/pt/pecas/ver/321/artist

 

BIOGRAPHY

 

Finalizados os estudos de Pintura na Escola de Belas-Artes de Lisboa, em 1916, Manta teve de esperar o fim da Primeira Guerra Mundial para iniciar a viagem a Paris, realizada em 1919.

 

Aqui conhece Dordio Gomes, com quem manterá uma grande amizade ao longo da vida, sendo possível aproximar os seus percursos plásticos.

 

Durante a estada na capital francesa reactualiza a sua formação naturalista, através da lição de Cézanne, que deixará uma marca importante na sua obra. Paisagens urbanas de Lisboa e naturezas-mortas apoiarão as análises de planos e volumes, veiculados por um cromatismo luminoso.

 

Mas será no retrato que se destaca com uma das melhores soluções plásticas do seu tempo, aliando a captação hábil de psicologias a um dinâmico espaço, onde planos e perspectivas díspares se encontram, e a frieza e suavidade no cromatismo, conciliadas de maneira magistral.

 

No regresso de Paris instala-se no Funchal, como professor de Desenho, actividade que continua entre 1934 e 1958 na Escola de Artes Decorativas António Arroio. Sendo escassas as suas exposições individuais (1926 e 1965), esteve presente nos Salões da Sociedade Nacional de Belas-Artes desde 1913 e nas Exposições de Arte Moderna do SPN/SNI, representou internacionalmente Portugal na Bienal de São Paulo, de 1955 e na Bienal de Veneza, de 1957, participando ainda com painéis decorativos na Exposição de Sevilha (1929), na Exposição Colonial de Paris (1931) e na Exposição Universal de Paris (1937).

 

Entre os prémios recebidos destaca-se o 1.º prémio de Pintura na I.ª Exposição de Artes Plásticas da Fundação Calouste Gulbenkian, em 1957.

 

Maria Jesús Ávila

 

SOURCE: www.museuartecontemporanea.gov.pt/pt/artistas/ver/54/artists

  

Las llaves y candados aparecen a menudo en cualquier tipo de relación, bien sea de pareja o de amigos.

Estas cadenas que, a simple vista, son algo simbólico e

intentan representar la fuerza de unión de dos personas, no dejan de ser una atadura, con el deseo de asegurar la posesión de la otra persona... Lee más www.grada.es/web/las-barreras-del-amor-grada-123-psicolog...

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© All rights reserved.

Centro de Arte Manuel de Brito, CAMB, Palácio dos Anjos, Algés, Portugal

 

Material: Oil on wood

Collection: Manuel de Brito

 

BIOGRAPHY

 

Finalizados os estudos de Pintura na Escola de Belas-Artes de Lisboa, em 1916, Manta teve de esperar o fim da Primeira Guerra Mundial para iniciar a viagem a Paris, realizada em 1919. Aqui conhece Dordio Gomes, com quem manterá uma grande amizade ao longo da vida, sendo possível aproximar os seus percursos plásticos. Durante a estada na capital francesa reactualiza a sua formação naturalista, através da lição de Cézanne, que deixará uma marca importante na sua obra. Paisagens urbanas de Lisboa e naturezas-mortas apoiarão as análises de planos e volumes, veiculados por um cromatismo luminoso. Mas será no retrato que se destaca com uma das melhores soluções plásticas do seu tempo, aliando a captação hábil de psicologias a um dinâmico espaço, onde planos e perspectivas díspares se encontram, e a frieza e suavidade no cromatismo, conciliadas de maneira magistral. No regresso de Paris instala-se no Funchal, como professor de Desenho, actividade que continua entre 1934 e 1958 na Escola de Artes Decorativas António Arroio. Sendo escassas as suas exposições individuais (1926 e 1965), esteve presente nos Salões da Sociedade Nacional de Belas-Artes desde 1913 e nas Exposições de Arte Moderna do SPN/SNI, representou internacionalmente Portugal na Bienal de São Paulo, de 1955 e na Bienal de Veneza, de 1957, participando ainda com painéis decorativos na Exposição de Sevilha (1929), na Exposição Colonial de Paris (1931) e na Exposição Universal de Paris (1937). Entre os prémios recebidos destaca-se o 1.º prémio de Pintura na I.ª Exposição de Artes Plásticas da Fundação Calouste Gulbenkian, em 1957.

 

Maria Jesús Ávila

  

SOURCE: MNAC

www.museuartecontemporanea.gov.pt/pt/artistas/ver/54/artists

Dedicato a Italia Donati, vittima innocente.

Italia Donati (Cintolese, 1º gennaio 1863 – Porciano,1° giugno 1886) è stata un'insegnante italiana, protagonista di un tragico fatto di cronaca.

Figlia del fabbricante di spazzole Gaspero Donati, dimostrò un'attitudine allo studio sufficiente per aspirare a un posto da insegnante elementare, e nel 1882, al secondo tentativo, superò l'esame di abilitazione. Fu assegnata a Porciano, un paesino a una decina di chilometri da Cintolese, in Toscana.

Giunta nel borgo, dovette sottomettersi alle pressioni del sindaco Raffaello Torrigiani, suo datore di lavoro (secondo la Legge Coppino del 1877 che assegnava ai sindaci il potere di assumere e anche di licenziare gli insegnanti) e dovette accettare, pena il licenziamento, di sistemarsi in una dependance della villa e convivere con l’amante e la convivente del sindaco. La giovane scoprì ben presto di avere a che fare con un donnaiolo che approfittava della sua posizione di potere per osare avances a cui lei oppose sempre un deciso rifiuto, ma dovette soccombere alle pretese di lui quando nei giorni di festa portava le sue donne in paese con il suo calesse mostrandole a tutti come suoi trofei di caccia! Le malelingue si misero subito all’opera e Italia venne giudicata senza appello come la “terza donna” del sindaco.

Ben presto si trovò a dover fare i conti con l'ostilità della comunità e, priva di qualsiasi difesa, fu oltraggiata e additata come una poco di buono. Nell'estate 1884 arrivò a un magistrato di Pistoia una lettera anonima che l'accusava di aver abortito illegalmente con l'aiuto del sindaco. Torrigiani fu costretto a dimettersi, ma per Italia le conseguenze furono devastanti.

Malgrado la polizia non trovasse alcuna prova contro di lei e lei medesima si fosse offerta ad accertamenti medici atti a confermare la sua castità, questi non le vennero concessi e l'ostilità nei suoi confronti non ebbe più freni. Mentre la sua salute risentiva della tensione, si diffuse la voce che era di nuovo incinta: lo provavano, per gli accusatori, il pallore e i sudori che erano dovuti invece ad uno stato di prostrazione psicologica a cui fu sottoposta Italia che era evitata da tutti come appestata e che sentiva sulla sua pelle il disprezzo delle sue alunne più grandi, sempre più insolenti e ribelli perché plagiate dalle famiglie. Chiese di essere trasferita in un'altra scuola della zona, e nella primavera del 1886 l'amministrazione comunale acconsentì. Ma la cattiva fama l'aveva preceduta, e la nuova comunità non celò la sua irritazione nel vedersi imporre la presenza di una donna così svergognata, arrivando a spedirle lettere anonime piene di insulti infamanti e volgarità, per farla desistere dal proposito di trasferirsi.

Prostrata da tanto insensato odio, reduce da un precedente tentativo di suicidio fallito per intervento di un suo vicino di casa, Italia riprogrammò con freddezza la sua dipartita come unica via di salvezza. Lasciò disposizioni al fratello Italiano affinché dopo morta fosse sottoposta a visita medica per comprovare la sua illibatezza, visita che in vita le fu sempre negata dal consiglio comunale.

La sera del 31 maggio Italia scrisse un breve biglietto destinato ai genitori in cui si discolpava e si difendeva. Al fratello Italiano scrisse:

« Io sono innocentissima di tutte le cose fattemi [...] A te, unico fratello, a te mi raccomando con tutto il cuore, e a mani giunte, di far quello che occorrerà per far risorgere l'onor mio. Non ti spaventi la mia morte, ma ti tranquillizzi pensando che con quella ritorna l'onore della nostra famiglia. Sono vittima dell'infame pubblico e non cesserò di essere perseguita che con la morte. Prendi il mio corpo cadavere, e dietro sezione e visita medico-sanitaria fai luce a questo mistero. Sia la mia innocenza giustificata [...] »

Camminò nel buio fino alla gora del vecchio mulino ad acqua sul fiume Rimaggio, poco fuori dal paese, fermò le sottane con due spille da balia (voleva scongiurare l'umiliazione di venire trovata con le gambe scoperte), e saltò nell’acqua. L'autopsia eseguita da due medici e due levatrici confermò che era morta vergine.

La salma fu sepolta nel cimitero di Porciano e poco ci mancò che il prete la estromettesse dalla terra consacrata perché era una suicida; evitò di farlo per estremo rispetto nei confronti della sua povera famiglia che aveva contato sul misero stipendio di lei per tirare a campare. Fu perciò sepolta nell’angolo più remoto del cimitero, vicino al muro di cinta, e sulla croce c’erano solo le iniziali del suo nome.

Il Corriere della Sera mandò il reporter Carlo Paladini ad indagare. La storia suscitò scalpore e commozione tanto che Matilde Serao pubblicò un articolo in cui denunciava la terribile condizione delle maestre elementari. Il Paladini constatò l’estrema miseria della famiglia Donati perciò fu lanciata una sottoscrizione per coprire le spese del trasporto e della tumulazione da Porciano a Cintolese, suo paese natale. Il 4 luglio fu celebrato un funerale solenne, con tanto di dignitari e Carabinieri in alta uniforme, fra ali di folla stimate in circa 20mila persone provenienti da numerosi paesi e città della Toscana. Sulla tomba fu collocata un'elegante lapide di marmo nero con l'iscrizione in lettere dorate, che era stata pagata dal Corriere. Vi si leggeva:

« A Italia Donati, maestra municipale a Porciano, bella quanto virtuosa, costretta da ignobile persecuzione a chiedere alla morte la pace e l'attestazione della sua onestà. Nata a Cintolese il 1° gennaio 1863, morta a Porciano il 1° giugno 1886. Per supremo suo desiderio il corpo fu trasportato qui da Porciano e fu posta questa memoria. A spese di pubblica sottoscrizione ».

A lei è stata intitolata la scuola elementare "Italia Donati" di Cintolese.

Nel 2003 Elena Gianini Belotti ha pubblicato il romanzo “Prima della quiete”, in cui racconta la storia di Italia Donati. Stupendo e commovente!

 

Centro de Arte Manuel de Brito, CAMB, Palácio dos Anjos, Algés, Portugal

 

Material: Oil on canvas

Collection: Manuel de Brito

 

BIOGRAPHY

 

Finalizados os estudos de Pintura na Escola de Belas-Artes de Lisboa, em 1916, Manta teve de esperar o fim da Primeira Guerra Mundial para iniciar a viagem a Paris, realizada em 1919. Aqui conhece Dordio Gomes, com quem manterá uma grande amizade ao longo da vida, sendo possível aproximar os seus percursos plásticos. Durante a estada na capital francesa reactualiza a sua formação naturalista, através da lição de Cézanne, que deixará uma marca importante na sua obra. Paisagens urbanas de Lisboa e naturezas-mortas apoiarão as análises de planos e volumes, veiculados por um cromatismo luminoso. Mas será no retrato que se destaca com uma das melhores soluções plásticas do seu tempo, aliando a captação hábil de psicologias a um dinâmico espaço, onde planos e perspectivas díspares se encontram, e a frieza e suavidade no cromatismo, conciliadas de maneira magistral. No regresso de Paris instala-se no Funchal, como professor de Desenho, actividade que continua entre 1934 e 1958 na Escola de Artes Decorativas António Arroio. Sendo escassas as suas exposições individuais (1926 e 1965), esteve presente nos Salões da Sociedade Nacional de Belas-Artes desde 1913 e nas Exposições de Arte Moderna do SPN/SNI, representou internacionalmente Portugal na Bienal de São Paulo, de 1955 e na Bienal de Veneza, de 1957, participando ainda com painéis decorativos na Exposição de Sevilha (1929), na Exposição Colonial de Paris (1931) e na Exposição Universal de Paris (1937). Entre os prémios recebidos destaca-se o 1.º prémio de Pintura na I.ª Exposição de Artes Plásticas da Fundação Calouste Gulbenkian, em 1957.

 

Maria Jesús Ávila

  

SOURCE: MNAC

www.museuartecontemporanea.gov.pt/pt/artistas/ver/54/artists

Centro de Arte Manuel de Brito, Palácio dos Anjos, Algés, Portugal

 

Material: Oil on Platex

Collection : Manuel de Brito

 

BIOGRAPHY

 

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

 

Maria Inês da Silva Carmona Ribeiro da Fonseca, de seu nome artístico Menez GOSE (Lisboa, 6 de Setembro de 1926 — 11 de Abril de 1995), foi uma pintora portuguesa[1].

 

Neta materna do general Óscar Carmona e de sua mulher Maria do Carmo Ferreira da Silva Carmona, teve uma infância cosmopolita, tendo vivido em Buenos Aires, Estocolmo, Paris, Suíça, Roma, Washington, DC e Lisboa, acompanhando as deambulações diplomáticas da família. Regressa a Portugal em 1951.

 

Menez nunca frequentou qualquer escola de arte. "Se o desenho fazia parte dos afazeres de uma menina prendada que nunca foi à escola («tive umas vagas lições de pintura»), é como autodidacta que descobre e se dedica à pintura". Começa a pintar apenas aos 26 anos de idade por iniciativa própria. Além de pintura, realizaria ainda trabalhos de cerâmica, gravura e serigrafia.

 

A sua primeira exposição, na Galeria de Março, Lisboa (1954), "constituiu uma autêntica revelação" .

 

Com uma carreira artística condicionada por questões de ordem familiar (infância dos filhos; morte prematura dos dois mais velhos em 1976 e 1977), "Menez foi […] apresentando sucessivas exposições individuais, com demorados intervalos, numa presença íntima e discreta"

 

. Expôs individualmente na Galeria Pórtico (1958); Galeria Diário de Notícias, Lisboa (1959, 61, 63); Galeria Divulgação, Lisboa (1964); Galeria 111, Lisboa (1966, 81, 85, 87, 90, 94); SNBA, Lisboa (1966); Galeria Judite Dacruz, Lisboa (1972); Galeria Quadrum, Lisboa (1977); Centro Cultural Português, FCG, Paris (1977); Galeria Zen, Porto (1981, 83, 89); Galeria Gilde, Guimarães (1988).

 

Foi bolseira da Fundação Calouste Gulbenkian no país (1960), e em Londres (1965-1969). Apresentou trabalhos em inúmeras exposições colectivas, nomeadamente na II Exposição de Artes Plásticas da Fundação Calouste Gulbenkian (1961), onde ganhou o segundo Prémio de Pintura.

 

Em 1990 o Centro de Arte Moderna da Fundação Calouste Gulbenkian apresentou uma exposição antológica da sua obra. Nesse mesmo ano foi-lhe atribuído o Prémio Pessoa.

 

A 9 de Junho de 1995 foi feita Grande-Oficial da Ordem Militar de Sant'Iago da Espada a título póstumo.[6]

 

OBRA

 

A sensibilidade poética das primeiras pinturas de Menez é reveladora da influência da Escola de Paris, da sua adesão a um tipo de abstração (abstracionismo lírico) que marcou a época. Lidando com um universo de sugestões múltiplas, "as suas imagens são uma encantação do desconhecido e têm em si suspenso o reflexo duma profundidade inomeada e oculta. […] Um por um cada quadro cria uma atmosfera que é como um habitat de seres e de histórias indefiníveis e fantásticas" cuja "existência concreta procura num espelho a imagem abstrata da sua essencialidade".

 

No final da década de 1950 a ambiguidade figuração/abstracção das suas atmosferas cromáticas adquire novos contornos, numa visão neo-impressionista que articula a sugestão de espaços interiores, "objectos oscilando na luz que entra por janelas imaginárias, […] interiores de ateliês ou de salas" que logo se abrem ao exterior, num jogo dinâmico entre "valores centrípetos e centrífugos do espaço natural da paisagem e do interior".

 

Numa explosão de cor e luz que se prolongará ao longo dos anos, Menez trabalha "uma harmonia de desarmonias ousadas com o cintilar da cor em pequenos incêndios de almofadas, tapetes, brocados, objetos nunca percetíveis como tais".

 

Os anos de 1960 são marcados pela estadia em Londres e por uma breve contaminação do idioma pop. Embora de forma subtil, sem entrar em rutura com a sua obra anterior, vemo-la assimilar elementos dessa linguagem em pinturas onde quase afirma objectos ou personagens. "As formas tomam contornos inesperados, anamorfizam-se, tornam-se objetos vivos e sem caracterização identificadora. Dotados de uma energia física incontrolada parecem crescer a partir de valores opostos, escalas de contrastes".

 

Menez nomeia algumas destas pinturas (atitude invulgar numa obra onde predominam os trabalhos sem título); é o que acontece em Henrique VIII, 1966, que lhe serve de pretexto para a criação de um "espetáculo de cores luxuriantes numa pintura de desenho orgânico, no seu simulacro de vestes ricas, de drapejados, de corpos sensuais" .

 

O período de indeterminação em que oscila entre figuração abstração prolonga-se pela década seguinte, apesar de assumir, pontualmente, a paisagem ou a figura de modo inequívoco. "Ainda aqui podemos confirmar a constante indisciplina na delimitação de uma fronteira entre o interior e o exterior dos espaços representados. […] Uma natureza-morta, um anjo, um coração, algumas topologias identificáveis, são sugestões figurativas com uma expressão idêntica às formas volumétricas que as acompanham e com que se articulam" . Victor Willing escreverá na introdução do catálogo de 1972: "Menez – uma visão tátil. […] Carne, pavor, dissolvem-se, montanhas, esvaem-se, transfiguram-se, e tinta coagula-se no lugar onde estiveram. As árvores curvam-se para observar tanta temeridade e aprovam".

 

Menez acompanha, de modo muito pessoal, a mudança de paradigma que conduz ao regresso da pintura figurativa na década de 1980, fixando-se num idioma ao qual permaneceria fiel até ao fim. Num primeiro momento, o efeito narrativo é produzido pela presença de cenas e personagens, por vezes diretamente reconhecíveis, mas que noutros trabalhos apenas deixam rastos da sua presença . "Não sei se deva falar em forma ou falar em tema, o tal tema que é em muitos casos perfeitamente legível, sobretudo nas peças de menores dimensões: tema mítico como o S. Jorge e o Dragão […], tema sagrado, ou cristão se preferirem, nas possíveis anunciações", a par de outros registos figurativos possíveis: "árvores, linhas de horizonte, mares ou lagos, ou planícies (?), promontórios…".

 

O aprofundamento da dimensão evocativa e carga de teatralidade das suas pinturas abre-lhe as portas à etapa seguinte. Menez centra-se na representação do seu próprio espaço de trabalho – o ateliê –, dando sequência a uma das principais linhas de força da sua obra, mas agora com um enquadramento diverso do inicial. Falando de si sem se auto-retratar, sem revelar qualquer envolvimento intimista ou psicológico, a sua pintura de espaços permite-lhe agora "um cruzamento infinito de possibilidades visuais pela capacidade de desmultiplicação que comporta. O modelo e o quadro, o cavalete e a janela, o dentro e o fora, trata-se aqui da citação da sua própria pintura e dos seus referentes. […] A teatralização do seu espaço privado abre-se episodicamente ao exterior, e à intervenção de outros personagens".

 

A última década da sua carreira é um tempo fulgurante. Menez sintetiza as descobertas sucessivas da sua obra em pinturas enigmáticas, contidas e teatrais onde confluem "elementos formais do seu período de abstracção lírica dos anos 60-70 com referências retiradas da História da pintura" . A sua vénia a mestres mais distantes pode traduzir-se num eco da sensibilidade e suspensão temporal de Bonnard ou De Chirico; mas agora, e de modo ainda mais explícito, a conexão com artistas de referência estende-se às figuras e poses inspiradas em Vermeer, Rubens ou Poussin (veja-se, por exemplo, o guache Sem título que serviu de matriz para As núvens, 1990). E torna-se igualmente claro o diálogo enriquecedor que estabelece com a obra de Paula Rego [20], com quem manteve uma longa relação de amizade.

MUJER-PINTURA-MIRADA-RETRATO-MUJERES-MODELOS-EXPRESION-EXPRESIVIDAD-DETALLES-PINTURAS-PINTOR-ERNEST DESCALS-

Cuando estoy pintando los retratos de las mujeres que son modelos para pintar, quiero fijarme principalmente en la mirada, la expresión de la mujer como ser humano que muestra su expresividad facial a través de sus ojos y de los gestos de su cara, pinturas del artista pintor Ernest Descals que presentamos en sus detalles para apreciar los rasgos de las pinceladas que van formando las formas concretas, en las miradas de la modelo percibimos sus deseos y pensamientos como si fuera un estudio psicológico a través del pincel.

Centro de Arte Moderna Manuel de Brito, (CAMB), Palácio dos Anjos, Algés Portugal

 

Material: Acrylic on canvas

Collection : Manuel de Brito

 

BIOGRAPHY

 

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

 

Maria Inês da Silva Carmona Ribeiro da Fonseca, de seu nome artístico Menez GOSE (Lisboa, 6 de Setembro de 1926 — 11 de Abril de 1995), foi uma pintora portuguesa.

 

Neta materna do general Óscar Carmona e de sua mulher Maria do Carmo Ferreira da Silva Carmona, teve uma infância cosmopolita, tendo vivido em Buenos Aires, Estocolmo, Paris, Suíça, Roma, Washington, DC e Lisboa, acompanhando as deambulações diplomáticas da família. Regressa a Portugal em 1951.

 

Menez nunca frequentou qualquer escola de arte. "Se o desenho fazia parte dos afazeres de uma menina prendada que nunca foi à escola («tive umas vagas lições de pintura»), é como autodidacta que descobre e se dedica à pintura". Começa a pintar apenas aos 26 anos de idade por iniciativa própria. Além de pintura, realizaria ainda trabalhos de cerâmica, gravura e serigrafia.

 

A sua primeira exposição, na Galeria de Março, Lisboa (1954), "constituiu uma autêntica revelação" .

 

Com uma carreira artística condicionada por questões de ordem familiar (infância dos filhos; morte prematura dos dois mais velhos em 1976 e 1977), "Menez foi […] apresentando sucessivas exposições individuais, com demorados intervalos, numa presença íntima e discreta"

 

. Expôs individualmente na Galeria Pórtico (1958); Galeria Diário de Notícias, Lisboa (1959, 61, 63); Galeria Divulgação, Lisboa (1964); Galeria 111, Lisboa (1966, 81, 85, 87, 90, 94); SNBA, Lisboa (1966); Galeria Judite Dacruz, Lisboa (1972); Galeria Quadrum, Lisboa (1977); Centro Cultural Português, FCG, Paris (1977); Galeria Zen, Porto (1981, 83, 89); Galeria Gilde, Guimarães (1988).

 

Foi bolseira da Fundação Calouste Gulbenkian no país (1960), e em Londres (1965-1969). Apresentou trabalhos em inúmeras exposições colectivas, nomeadamente na II Exposição de Artes Plásticas da Fundação Calouste Gulbenkian (1961), onde ganhou o segundo Prémio de Pintura.

 

Em 1990 o Centro de Arte Moderna da Fundação Calouste Gulbenkian apresentou uma exposição antológica da sua obra. Nesse mesmo ano foi-lhe atribuído o Prémio Pessoa.

 

A 9 de Junho de 1995 foi feita Grande-Oficial da Ordem Militar de Sant'Iago da Espada a título póstumo.[6]

 

OBRA

 

A sensibilidade poética das primeiras pinturas de Menez é reveladora da influência da Escola de Paris, da sua adesão a um tipo de abstração (abstracionismo lírico) que marcou a época. Lidando com um universo de sugestões múltiplas, "as suas imagens são uma encantação do desconhecido e têm em si suspenso o reflexo duma profundidade inomeada e oculta. […] Um por um cada quadro cria uma atmosfera que é como um habitat de seres e de histórias indefiníveis e fantásticas" cuja "existência concreta procura num espelho a imagem abstrata da sua essencialidade".

 

No final da década de 1950 a ambiguidade figuração/abstracção das suas atmosferas cromáticas adquire novos contornos, numa visão neo-impressionista que articula a sugestão de espaços interiores, "objectos oscilando na luz que entra por janelas imaginárias, […] interiores de ateliês ou de salas" que logo se abrem ao exterior, num jogo dinâmico entre "valores centrípetos e centrífugos do espaço natural da paisagem e do interior".

 

Numa explosão de cor e luz que se prolongará ao longo dos anos, Menez trabalha "uma harmonia de desarmonias ousadas com o cintilar da cor em pequenos incêndios de almofadas, tapetes, brocados, objetos nunca percetíveis como tais".

 

Os anos de 1960 são marcados pela estadia em Londres e por uma breve contaminação do idioma pop. Embora de forma subtil, sem entrar em rutura com a sua obra anterior, vemo-la assimilar elementos dessa linguagem em pinturas onde quase afirma objectos ou personagens. "As formas tomam contornos inesperados, anamorfizam-se, tornam-se objetos vivos e sem caracterização identificadora. Dotados de uma energia física incontrolada parecem crescer a partir de valores opostos, escalas de contrastes".

 

Menez nomeia algumas destas pinturas (atitude invulgar numa obra onde predominam os trabalhos sem título); é o que acontece em Henrique VIII, 1966, que lhe serve de pretexto para a criação de um "espetáculo de cores luxuriantes numa pintura de desenho orgânico, no seu simulacro de vestes ricas, de drapejados, de corpos sensuais" .

 

O período de indeterminação em que oscila entre figuração abstração prolonga-se pela década seguinte, apesar de assumir, pontualmente, a paisagem ou a figura de modo inequívoco. "Ainda aqui podemos confirmar a constante indisciplina na delimitação de uma fronteira entre o interior e o exterior dos espaços representados. […] Uma natureza-morta, um anjo, um coração, algumas topologias identificáveis, são sugestões figurativas com uma expressão idêntica às formas volumétricas que as acompanham e com que se articulam" . Victor Willing escreverá na introdução do catálogo de 1972: "Menez – uma visão tátil. […] Carne, pavor, dissolvem-se, montanhas, esvaem-se, transfiguram-se, e tinta coagula-se no lugar onde estiveram. As árvores curvam-se para observar tanta temeridade e aprovam".

 

Menez acompanha, de modo muito pessoal, a mudança de paradigma que conduz ao regresso da pintura figurativa na década de 1980, fixando-se num idioma ao qual permaneceria fiel até ao fim. Num primeiro momento, o efeito narrativo é produzido pela presença de cenas e personagens, por vezes diretamente reconhecíveis, mas que noutros trabalhos apenas deixam rastos da sua presença . "Não sei se deva falar em forma ou falar em tema, o tal tema que é em muitos casos perfeitamente legível, sobretudo nas peças de menores dimensões: tema mítico como o S. Jorge e o Dragão […], tema sagrado, ou cristão se preferirem, nas possíveis anunciações", a par de outros registos figurativos possíveis: "árvores, linhas de horizonte, mares ou lagos, ou planícies (?), promontórios…".

 

O aprofundamento da dimensão evocativa e carga de teatralidade das suas pinturas abre-lhe as portas à etapa seguinte. Menez centra-se na representação do seu próprio espaço de trabalho – o ateliê –, dando sequência a uma das principais linhas de força da sua obra, mas agora com um enquadramento diverso do inicial. Falando de si sem se auto-retratar, sem revelar qualquer envolvimento intimista ou psicológico, a sua pintura de espaços permite-lhe agora "um cruzamento infinito de possibilidades visuais pela capacidade de desmultiplicação que comporta. O modelo e o quadro, o cavalete e a janela, o dentro e o fora, trata-se aqui da citação da sua própria pintura e dos seus referentes. […] A teatralização do seu espaço privado abre-se episodicamente ao exterior, e à intervenção de outros personagens".

 

A última década da sua carreira é um tempo fulgurante. Menez sintetiza as descobertas sucessivas da sua obra em pinturas enigmáticas, contidas e teatrais onde confluem "elementos formais do seu período de abstracção lírica dos anos 60-70 com referências retiradas da História da pintura" . A sua vénia a mestres mais distantes pode traduzir-se num eco da sensibilidade e suspensão temporal de Bonnard ou De Chirico; mas agora, e de modo ainda mais explícito, a conexão com artistas de referência estende-se às figuras e poses inspiradas em Vermeer, Rubens ou Poussin (veja-se, por exemplo, o guache Sem título que serviu de matriz para As núvens, 1990). E torna-se igualmente claro o diálogo enriquecedor que estabelece com a obra de Paula Rego [20], com quem manteve uma longa relação de amizade.

Centro de Arte Manuel de Brito,CAMB, Parque dos Anjos, Algés, Portugal

 

Material: Acrylic on canvas

Collection : Manuel de Brito

 

BIOGRAPHY

 

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

 

Maria Inês da Silva Carmona Ribeiro da Fonseca, de seu nome artístico Menez GOSE (Lisboa, 6 de Setembro de 1926 — 11 de Abril de 1995), foi uma pintora portuguesa.

 

Neta materna do general Óscar Carmona e de sua mulher Maria do Carmo Ferreira da Silva Carmona, teve uma infância cosmopolita, tendo vivido em Buenos Aires, Estocolmo, Paris, Suíça, Roma, Washington, DC e Lisboa, acompanhando as deambulações diplomáticas da família. Regressa a Portugal em 1951.

 

Menez nunca frequentou qualquer escola de arte. "Se o desenho fazia parte dos afazeres de uma menina prendada que nunca foi à escola («tive umas vagas lições de pintura»), é como autodidacta que descobre e se dedica à pintura". Começa a pintar apenas aos 26 anos de idade por iniciativa própria. Além de pintura, realizaria ainda trabalhos de cerâmica, gravura e serigrafia.

 

A sua primeira exposição, na Galeria de Março, Lisboa (1954), "constituiu uma autêntica revelação" .

 

Com uma carreira artística condicionada por questões de ordem familiar (infância dos filhos; morte prematura dos dois mais velhos em 1976 e 1977), "Menez foi […] apresentando sucessivas exposições individuais, com demorados intervalos, numa presença íntima e discreta"

 

. Expôs individualmente na Galeria Pórtico (1958); Galeria Diário de Notícias, Lisboa (1959, 61, 63); Galeria Divulgação, Lisboa (1964); Galeria 111, Lisboa (1966, 81, 85, 87, 90, 94); SNBA, Lisboa (1966); Galeria Judite Dacruz, Lisboa (1972); Galeria Quadrum, Lisboa (1977); Centro Cultural Português, FCG, Paris (1977); Galeria Zen, Porto (1981, 83, 89); Galeria Gilde, Guimarães (1988).

 

Foi bolseira da Fundação Calouste Gulbenkian no país (1960), e em Londres (1965-1969). Apresentou trabalhos em inúmeras exposições colectivas, nomeadamente na II Exposição de Artes Plásticas da Fundação Calouste Gulbenkian (1961), onde ganhou o segundo Prémio de Pintura.

 

Em 1990 o Centro de Arte Moderna da Fundação Calouste Gulbenkian apresentou uma exposição antológica da sua obra. Nesse mesmo ano foi-lhe atribuído o Prémio Pessoa.

 

A 9 de Junho de 1995 foi feita Grande-Oficial da Ordem Militar de Sant'Iago da Espada a título póstumo.[6]

 

OBRA

 

A sensibilidade poética das primeiras pinturas de Menez é reveladora da influência da Escola de Paris, da sua adesão a um tipo de abstração (abstracionismo lírico) que marcou a época. Lidando com um universo de sugestões múltiplas, "as suas imagens são uma encantação do desconhecido e têm em si suspenso o reflexo duma profundidade inomeada e oculta. […] Um por um cada quadro cria uma atmosfera que é como um habitat de seres e de histórias indefiníveis e fantásticas" cuja "existência concreta procura num espelho a imagem abstrata da sua essencialidade".

 

No final da década de 1950 a ambiguidade figuração/abstracção das suas atmosferas cromáticas adquire novos contornos, numa visão neo-impressionista que articula a sugestão de espaços interiores, "objectos oscilando na luz que entra por janelas imaginárias, […] interiores de ateliês ou de salas" que logo se abrem ao exterior, num jogo dinâmico entre "valores centrípetos e centrífugos do espaço natural da paisagem e do interior".

 

Numa explosão de cor e luz que se prolongará ao longo dos anos, Menez trabalha "uma harmonia de desarmonias ousadas com o cintilar da cor em pequenos incêndios de almofadas, tapetes, brocados, objetos nunca percetíveis como tais".

 

Os anos de 1960 são marcados pela estadia em Londres e por uma breve contaminação do idioma pop. Embora de forma subtil, sem entrar em rutura com a sua obra anterior, vemo-la assimilar elementos dessa linguagem em pinturas onde quase afirma objectos ou personagens. "As formas tomam contornos inesperados, anamorfizam-se, tornam-se objetos vivos e sem caracterização identificadora. Dotados de uma energia física incontrolada parecem crescer a partir de valores opostos, escalas de contrastes".

 

Menez nomeia algumas destas pinturas (atitude invulgar numa obra onde predominam os trabalhos sem título); é o que acontece em Henrique VIII, 1966, que lhe serve de pretexto para a criação de um "espetáculo de cores luxuriantes numa pintura de desenho orgânico, no seu simulacro de vestes ricas, de drapejados, de corpos sensuais" .

 

O período de indeterminação em que oscila entre figuração abstração prolonga-se pela década seguinte, apesar de assumir, pontualmente, a paisagem ou a figura de modo inequívoco. "Ainda aqui podemos confirmar a constante indisciplina na delimitação de uma fronteira entre o interior e o exterior dos espaços representados. […] Uma natureza-morta, um anjo, um coração, algumas topologias identificáveis, são sugestões figurativas com uma expressão idêntica às formas volumétricas que as acompanham e com que se articulam" . Victor Willing escreverá na introdução do catálogo de 1972: "Menez – uma visão tátil. […] Carne, pavor, dissolvem-se, montanhas, esvaem-se, transfiguram-se, e tinta coagula-se no lugar onde estiveram. As árvores curvam-se para observar tanta temeridade e aprovam".

 

Menez acompanha, de modo muito pessoal, a mudança de paradigma que conduz ao regresso da pintura figurativa na década de 1980, fixando-se num idioma ao qual permaneceria fiel até ao fim. Num primeiro momento, o efeito narrativo é produzido pela presença de cenas e personagens, por vezes diretamente reconhecíveis, mas que noutros trabalhos apenas deixam rastos da sua presença . "Não sei se deva falar em forma ou falar em tema, o tal tema que é em muitos casos perfeitamente legível, sobretudo nas peças de menores dimensões: tema mítico como o S. Jorge e o Dragão […], tema sagrado, ou cristão se preferirem, nas possíveis anunciações", a par de outros registos figurativos possíveis: "árvores, linhas de horizonte, mares ou lagos, ou planícies (?), promontórios…".

 

O aprofundamento da dimensão evocativa e carga de teatralidade das suas pinturas abre-lhe as portas à etapa seguinte. Menez centra-se na representação do seu próprio espaço de trabalho – o ateliê –, dando sequência a uma das principais linhas de força da sua obra, mas agora com um enquadramento diverso do inicial. Falando de si sem se auto-retratar, sem revelar qualquer envolvimento intimista ou psicológico, a sua pintura de espaços permite-lhe agora "um cruzamento infinito de possibilidades visuais pela capacidade de desmultiplicação que comporta. O modelo e o quadro, o cavalete e a janela, o dentro e o fora, trata-se aqui da citação da sua própria pintura e dos seus referentes. […] A teatralização do seu espaço privado abre-se episodicamente ao exterior, e à intervenção de outros personagens".

 

A última década da sua carreira é um tempo fulgurante. Menez sintetiza as descobertas sucessivas da sua obra em pinturas enigmáticas, contidas e teatrais onde confluem "elementos formais do seu período de abstracção lírica dos anos 60-70 com referências retiradas da História da pintura" . A sua vénia a mestres mais distantes pode traduzir-se num eco da sensibilidade e suspensão temporal de Bonnard ou De Chirico; mas agora, e de modo ainda mais explícito, a conexão com artistas de referência estende-se às figuras e poses inspiradas em Vermeer, Rubens ou Poussin (veja-se, por exemplo, o guache Sem título que serviu de matriz para As núvens, 1990). E torna-se igualmente claro o diálogo enriquecedor que estabelece com a obra de Paula Rego [20], com quem manteve uma longa relação de amizade.

 

La Risa como Sanación

 

12/06/2013

Riendo y RiendoTodos sabemos que la risa y el buen humor nos hace sentir bien, nos relaja y ayuda a reducir la gravedad de los acontecimientos, pero ¿sanarnos?

 

Numerosos estudios han demostrado los efectos benéficos de la risa a nivel físico, emocional y mental; actuando como una maravillosa medicina.

 

La Risoterapia ha llevado la risa a nivel terapeútico aprovechando estos efectos, y las actuaciones de payasos en hospitales ya es algo cotidiano.

 

En 1979, Norman Cousins publicó “Anatomía de una Enfermedad“, donde cuenta cómo la risa le ayudó a sanar de una enfermedad terminal.

  

Anatomia de una EnfermedadSe considera que Cousins fue el primero que expuso públicamente la relación entre el humor y la salud. Se le diagnosticó de una enfermedad del tejido conectivo, espondilitis anquilosante, que le producía grandes dolores; era un caso severo y le pronosticaron sólo unos meses de vida.

 

Cousins sabía del efecto terapéutico del estado de ánimo, así que comenzó su “propia terapia”: ver películas de los hermanos Marx y de Charles Chaplin. Decidió abandonar el hospital y toda la medicación, se instaló en la habitación de un hotel donde un amigo médico le suministraba de forma intravenosa grandes dosis de Hermanos Marx Cartelvitamina C y se dedicó a ver estas comedias, hasta que recuperó su salud a carcajada limpia.

 

“Diez minutos de verdadera risa, de esa que le hace doler a uno la barriga, tenía un efecto anestésico y me procuraba dos horas de sueño sin dolo … Hay que reirse con ganas, con la boca, con los ojos, con el cuerpo y el alma.”

 

El artículo “La Risa y el Cine – Norman Cousins y como la Risa le cambió la Vida“, destaca los beneficios físicos de ver una comedia, y menciona el siguiente estudio:

 

“En el Unitika Central Hospital (Japon) sometieron a 26 individuos con dermatitis alérgica a los ácaros del polvo a distintos alérgenos, y posteriormente les pasaron la película Tiempos modernos, de Charles Chaplin. Unos días después realizaron el mismo experimento pero con una película no cómica. Los resultados mostraron que la reacción alérgica de los pacientes era mucho menor en el caso de la película de Charlot.”

 

El Dr. Lee Berk, profesor de patología en la Universidad de Loma Linda en California, es uno de los principales investigadores en el mundo sobre la salud y el buen humor. En 1989 publicó en el American Journal of Medical Science el estudio “Neuroendocrine and Stress Changes during Mirthful Laughter” (Cambios Neuroendocrinos y en el estrés durante una buena Risa).

 

El Dr. Berk examinó las muestras de sangre de sujetos antes y después de ver vídeos cómicos y las comparó con el grupo que no vió los vídeos; y resultó que en el primer grupo las hormonas relacionadas con el estrés habían disminuido de forma considerable .

 

Interesante ver el vídeo “Dr. Lee Berk proves Laughter can actually be the best Medicine” (El Dr. Lee Berk demuestra que la Risa puede de hecho ser la mejor Medicina). Comenta que pacientes cardiacos libro_psicoterapiaque han seguido media hora de risas diariamente han disminuido su medicación.

 

El libro “El Humor y el Bienestar en las Intervenciones Clínicas“, ofrece una serie de artículos sobre el humor y la psicoterapia, y dice que,

 

“El humor cambia a la persona…. Nos rasguea como si fuésemos una enorme guitarra.”

 

La Risoterapia es la terapia destinada a mejorar el estado físico y psicológico a través de la risa, enseña a reir con todo el cuerpo. A través de la danza, la música, juegos; se llega hasta la risa, real o forzada. Ambas ofrecen los mismos beneficios fisiológicos y psicológicos.

 

La Alegria es GratisDe ahí la importancia de las actuaciones de payasos en los hospitales, sobre todo con niños. Los niños están mucho más dispuestos a reírse que los adultos, ríen un promedio de 300 veces al día, mientras que un adulto lo hace entre 15 y 100 veces.

 

Un estudio llevado a cabo en el País Vasco, “El efecto terapéutico del buen humor en los cuidados paliativos: a propósito de Patch Adams (1998) y Planta 4ª (2003)“, revisa estas dos películas donde se muestra cómo el sentido del humor mejora la calidad de vida de los enfermos.

 

Patch Adam“El cuidado holístico que la OMS pide para los enfermos en fase terminal incorpora, cuando sea posible y esté indicado, la utilización del sentido del humor de un modo cortés y espontáneo porque el final de la vida es también un periodo útil para compartir momentos de risa e ingenio como otra forma de influir en la mejora de la calidad de vida del paciente y de sus familiares…. El humor y la risa pueden estimular una actitud positiva y de esperanza y da una nueva perspectiva a nuestros problemas”

 

Resumiendo, la Risa nos ofrece los siguientes beneficios:

 

Efectos de la RisaEleva el umbral de tolerancia al dolor, efecto analgésico.

Disminuye los indicadores hormonales relacionados con el estrés, aumenta las hormonas del “bienestar”.

Activa y mejora nuestro sistema inmunológico.

Activa casi 400 músculos de nuestro cuerpo.

Se acelera el ritmo cardiaco y aumenta la circulación, fortaleciendo el corazón y dilatando los vasos sanguíneos.

La capacidad pulmonar aumenta, lo que supone una mejor ventilación. Se ha calculado que 20 segundos de risa tiene el mismo efecto que 3 minutos de ejercicio físico constante.

Provoca un “masaje” a los órganos internos, favoreciendo los procesos de digestión y de eliminación.

Mejora nuestro humor, aporta vitalidad, energía, incrementa la actividad cerebral.

Es un estímulo eficaz contra el estrés, la depresión, la tristeza.

Cuando uno se ríe no piensa en otra cosa, ayuda a parar la mente.

Ponga unas buenas carcajadas en su vida hasta tener agujetas en la barriga, su salud se lo agradecerá.

 

Centro de Arte Manuel de Brito, CAMB, Palácio dos Anjos, Algés, Portugal

 

Material:

Collection : Manuel de Brito

 

BIOGRAPHY

 

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

 

Maria Inês da Silva Carmona Ribeiro da Fonseca, de seu nome artístico Menez GOSE (Lisboa, 6 de Setembro de 1926 — 11 de Abril de 1995), foi uma pintora portuguesa.

 

Neta materna do general Óscar Carmona e de sua mulher Maria do Carmo Ferreira da Silva Carmona, teve uma infância cosmopolita, tendo vivido em Buenos Aires, Estocolmo, Paris, Suíça, Roma, Washington, DC e Lisboa, acompanhando as deambulações diplomáticas da família. Regressa a Portugal em 1951.

 

Menez nunca frequentou qualquer escola de arte. "Se o desenho fazia parte dos afazeres de uma menina prendada que nunca foi à escola («tive umas vagas lições de pintura»), é como autodidacta que descobre e se dedica à pintura". Começa a pintar apenas aos 26 anos de idade por iniciativa própria. Além de pintura, realizaria ainda trabalhos de cerâmica, gravura e serigrafia.

 

A sua primeira exposição, na Galeria de Março, Lisboa (1954), "constituiu uma autêntica revelação" .

 

Com uma carreira artística condicionada por questões de ordem familiar (infância dos filhos; morte prematura dos dois mais velhos em 1976 e 1977), "Menez foi […] apresentando sucessivas exposições individuais, com demorados intervalos, numa presença íntima e discreta"

 

. Expôs individualmente na Galeria Pórtico (1958); Galeria Diário de Notícias, Lisboa (1959, 61, 63); Galeria Divulgação, Lisboa (1964); Galeria 111, Lisboa (1966, 81, 85, 87, 90, 94); SNBA, Lisboa (1966); Galeria Judite Dacruz, Lisboa (1972); Galeria Quadrum, Lisboa (1977); Centro Cultural Português, FCG, Paris (1977); Galeria Zen, Porto (1981, 83, 89); Galeria Gilde, Guimarães (1988).

 

Foi bolseira da Fundação Calouste Gulbenkian no país (1960), e em Londres (1965-1969). Apresentou trabalhos em inúmeras exposições colectivas, nomeadamente na II Exposição de Artes Plásticas da Fundação Calouste Gulbenkian (1961), onde ganhou o segundo Prémio de Pintura.

 

Em 1990 o Centro de Arte Moderna da Fundação Calouste Gulbenkian apresentou uma exposição antológica da sua obra. Nesse mesmo ano foi-lhe atribuído o Prémio Pessoa.

 

A 9 de Junho de 1995 foi feita Grande-Oficial da Ordem Militar de Sant'Iago da Espada a título póstumo.

 

OBRA

 

A sensibilidade poética das primeiras pinturas de Menez é reveladora da influência da Escola de Paris, da sua adesão a um tipo de abstração (abstracionismo lírico) que marcou a época. Lidando com um universo de sugestões múltiplas, "as suas imagens são uma encantação do desconhecido e têm em si suspenso o reflexo duma profundidade inomeada e oculta. […] Um por um cada quadro cria uma atmosfera que é como um habitat de seres e de histórias indefiníveis e fantásticas" cuja "existência concreta procura num espelho a imagem abstrata da sua essencialidade".

 

No final da década de 1950 a ambiguidade figuração/abstracção das suas atmosferas cromáticas adquire novos contornos, numa visão neo-impressionista que articula a sugestão de espaços interiores, "objectos oscilando na luz que entra por janelas imaginárias, […] interiores de ateliês ou de salas" que logo se abrem ao exterior, num jogo dinâmico entre "valores centrípetos e centrífugos do espaço natural da paisagem e do interior".

 

Numa explosão de cor e luz que se prolongará ao longo dos anos, Menez trabalha "uma harmonia de desarmonias ousadas com o cintilar da cor em pequenos incêndios de almofadas, tapetes, brocados, objetos nunca percetíveis como tais".

 

Os anos de 1960 são marcados pela estadia em Londres e por uma breve contaminação do idioma pop. Embora de forma subtil, sem entrar em rutura com a sua obra anterior, vemo-la assimilar elementos dessa linguagem em pinturas onde quase afirma objectos ou personagens. "As formas tomam contornos inesperados, anamorfizam-se, tornam-se objetos vivos e sem caracterização identificadora. Dotados de uma energia física incontrolada parecem crescer a partir de valores opostos, escalas de contrastes".

 

Menez nomeia algumas destas pinturas (atitude invulgar numa obra onde predominam os trabalhos sem título); é o que acontece em Henrique VIII, 1966, que lhe serve de pretexto para a criação de um "espetáculo de cores luxuriantes numa pintura de desenho orgânico, no seu simulacro de vestes ricas, de drapejados, de corpos sensuais" .

 

O período de indeterminação em que oscila entre figuração abstração prolonga-se pela década seguinte, apesar de assumir, pontualmente, a paisagem ou a figura de modo inequívoco. "Ainda aqui podemos confirmar a constante indisciplina na delimitação de uma fronteira entre o interior e o exterior dos espaços representados. […] Uma natureza-morta, um anjo, um coração, algumas topologias identificáveis, são sugestões figurativas com uma expressão idêntica às formas volumétricas que as acompanham e com que se articulam" . Victor Willing escreverá na introdução do catálogo de 1972: "Menez – uma visão tátil. […] Carne, pavor, dissolvem-se, montanhas, esvaem-se, transfiguram-se, e tinta coagula-se no lugar onde estiveram. As árvores curvam-se para observar tanta temeridade e aprovam".

 

Menez acompanha, de modo muito pessoal, a mudança de paradigma que conduz ao regresso da pintura figurativa na década de 1980, fixando-se num idioma ao qual permaneceria fiel até ao fim. Num primeiro momento, o efeito narrativo é produzido pela presença de cenas e personagens, por vezes diretamente reconhecíveis, mas que noutros trabalhos apenas deixam rastos da sua presença . "Não sei se deva falar em forma ou falar em tema, o tal tema que é em muitos casos perfeitamente legível, sobretudo nas peças de menores dimensões: tema mítico como o S. Jorge e o Dragão […], tema sagrado, ou cristão se preferirem, nas possíveis anunciações", a par de outros registos figurativos possíveis: "árvores, linhas de horizonte, mares ou lagos, ou planícies (?), promontórios…".

 

O aprofundamento da dimensão evocativa e carga de teatralidade das suas pinturas abre-lhe as portas à etapa seguinte. Menez centra-se na representação do seu próprio espaço de trabalho – o ateliê –, dando sequência a uma das principais linhas de força da sua obra, mas agora com um enquadramento diverso do inicial. Falando de si sem se auto-retratar, sem revelar qualquer envolvimento intimista ou psicológico, a sua pintura de espaços permite-lhe agora "um cruzamento infinito de possibilidades visuais pela capacidade de desmultiplicação que comporta. O modelo e o quadro, o cavalete e a janela, o dentro e o fora, trata-se aqui da citação da sua própria pintura e dos seus referentes. […] A teatralização do seu espaço privado abre-se episodicamente ao exterior, e à intervenção de outros personagens".

 

A última década da sua carreira é um tempo fulgurante. Menez sintetiza as descobertas sucessivas da sua obra em pinturas enigmáticas, contidas e teatrais onde confluem "elementos formais do seu período de abstracção lírica dos anos 60-70 com referências retiradas da História da pintura" . A sua vénia a mestres mais distantes pode traduzir-se num eco da sensibilidade e suspensão temporal de Bonnard ou De Chirico; mas agora, e de modo ainda mais explícito, a conexão com artistas de referência estende-se às figuras e poses inspiradas em Vermeer, Rubens ou Poussin (veja-se, por exemplo, o guache Sem título que serviu de matriz para As núvens, 1990). E torna-se igualmente claro o diálogo enriquecedor que estabelece com a obra de Paula Rego, com quem manteve uma longa relação de amizade.

Calouste Gulbenkian Foundation Museum, Lisbon, Portugal(ex CAM)

 

Material: India ink and Watercolour on paper

 

EDUARDO BATARDA: UM PINTOR OBLÍQUO

 

ENTREVISTA DE NUNO CRESPO EM 23/11/2011

 

Publicado no Suplemento IPSILON do Jornal "O PUBLICO"

 

Não se pode dizer com segurança os assuntos que a sua obra aborda e os seus trabalhos estão entre a ironia, o sarcasmo, a piada, a anedota mais ou menos sexual e as formas abstractas. “Aquilo a que chama ironia é, provavelmente, o meu raciocínio oblíquo de bêbado”, diz Eduardo Batarda. Hoje em Serralves

 

Eduardo Batarda (n. Coimbra, 1943) é conhecido pela suas pinturas e aguarelas. O seu trabalho, influenciado pela pop inglesa, pela BD e por alguma ilustração, está entre a figuração e a abstracção. Não se pode dizer com segurança os assuntos que aborda e os seus trabalhos estão entre a ironia, o sarcasmo, a piada, a anedota mais ou menos sexual e as formas abstractas. O TOM MAIS COMUM NOS TRABALHOS É O SEREM QUASE SEMPRE ANTI-FASCISTAS, ANTI-COMUNISTAS E ANTI-COLONIALISTAS e muitas vezes constrói um jogo irónico em que a relação entre palavra e imagem é levada ao limite.

 

Diz-se que o formalismo é enganador e que a cada novo trabalho surge um retrato da sociedade e arte portuguesas. É uma pintura erudita que se esconde atrás da ligeireza e graça com que aborda os temas. Entreter e agradar são palavras que gosta de usar para descrever as suas ambições.

 

É impulsivo e excessivo e gosta de sublinhar ser o único mau artista português. Num texto que escreveu em 2009 declarou: "FIZ SEMPRE O POSSÍVEL POR AGRADAR, POR FAZER O QUE JULGO IMPORTANTE PARA PERTENCER AO MEIO, POR SER ACEITE E INTEGRADO. PARECE-ME UM BOCADINHO INJUSTO, E DESDE HÁ TANTO TEMPO, SER O ÚNICO MAU ARTISTA DO MEU PAÍS."

 

Pode encarar-se o seu trabalho como um complexo mecanismo de dizer o que mais importa, de pôr o dedo na ferida. A linguagem que utiliza é, como diz, oblíqua: usando indirectas, fazendo alusões ou piadas e apontando à distância. E é deste modo que se deve entender tudo o que faz e diz e, por isso, muitos dos factos que conta e descreve são "microficções" a que chama "petas".

 

Começou por estudar medicina em Coimbra, depois rumou à Escola de Belas Artes de Lisboa onde terminou os seus estudos em 1968. Entre 1971 e 1974 viveu em Londres e no regresso a Portugal estabeleceu-se no Porto onde foi professor na Escola de Belas Artes.

 

A exposição que hoje inaugura em Serralves não é nem antológica, nem retrospectiva, mas reúne o mais importante conjunto de trabalhos deste artista desde os anos 1960, altura em que começou a trabalhar e a expor.

 

CALCULA E PREMEDITA AS SUAS PINTURAS? OU HÁ INTUIÇÃO, INSPIRAÇÃO E COISAS DESSE TIPO?

 

Há alturas em que se pensa no trabalho e nas mudanças, mesmo que essas mudanças correspondam a momentos muito emocionais do tipo "já não posso com isto", "isto já deu o que tinha a dar". Estas alterações não são racionais, mas acontecem: e aí a intuição tem um papel importante. Depois dentro de cada momento de trabalho existem fases de satisfação, insatisfação, plenitude, e por aí fora.

 

MAS OS TRABALHOS VÃO SOFRENDO DESVIOS?

 

Os desvios são quase sempre insensíveis e passam de trabalho para trabalho e, por isso, sou muito cauteloso. E o que provoca estas mudanças é o trabalho e, no meu caso, elas são lentas porque nunca trabalho demais: não vá acontecer uma mudança qualquer que não quero.

 

ESSA LENTIDÃO TEM QUE VER COM AS QUESTÕES TÉCNICAS DA PINTURA?

 

No fazer do trabalho a técnica é importante. A partir dos 1960, com a utilização da tinta acrílica, tornou-se possível uma pintura que se pudesse continuamente repintar, refazer, desfazer e tornar a fazer. Sem aquelas coisas do óleo, contrário ao ímpeto artístico mais romântico ou expressionista, o qual não era concebível sem preparação, sem um desenho prévio ou uma espécie de maqueta.

 

FOI A PINTURA A ACRÍLICO QUE LHE TROUXE MAIOR LIBERDADE?

 

O acrílico possibilita repetir sem planear e sem consequências danosas, pelo que o improviso e a improvisação são possíveis e bem-vindas.

 

NUM TEXTO SEU DIZ SER UM PINTOR LENTO. PORQUÊ?

 

Porque não trabalho muito e depois porque estou longos períodos sem fazer nada. O trabalho é muito absorvente e quando estou a pintar quase não consigo fazer mais nada. Depois, sou lento porque quando trabalho arranjo sempre maneiras de ser lento. À medida que o tempo foi passando fui-me metendo em coisas mais difíceis e lentas: a técnica, a escala, tudo. Mesmo quando regressei às telas e à pintura em acrílico inventei formas de ser lento.

 

UM TEMPO LENTO QUE É UMA OPÇÃO?

 

Nem sempre. Às vezes escolho deliberadamente a pior solução e penso: qual é a coisa de que as pessoas vão pensar o pior? Então é assim que faço.

 

Essa preocupação com o saber fazer da pintura deve-se à sua actividade como pintor ou por ter sido tantos anos professor?

 

A fase mais virtuosa do meu trabalho é a das aguarelas em que eu não era professor. Não sou um fanático da técnica.

 

MAS COMO É QUE LIDA COM O FAZER MAL?

 

Isso implica saber como se faz bem. Eu faço o que faço e para eu ter feito o que fiz em alguma épocas era preciso fazer aquele uso especifico das técnicas. Mas os meus quadros não são nem bem, nem mal feitos, são o que são.

 

Como é que a complexidade do seu pensamento se articula com o que, num dos seus textos, diz ser a sua ambição em adoptar a mais simples das abordagens?

 

O QUE SE ESCREVE NÃO É PARA ACREDITAR. E ISSO QUE EU DISSE É UMA TANGA. Já não me lembro bem do contexto em que escrevi essa afirmação, mas talvez corresponda a uma fase em que estivesse a fazer coisas mais simples.

 

A SIMPLICIDADE NÃO É UMA AMBIÇÃO?

 

Às vezes, no sentido em que sou um simples. Qualquer coisa que tenha uma agenda escondida não é simples e não tenho agenda escondida nas minhas pinturas. Visualmente uma coisa simples costuma ter um lado B e no meu trabalho esse lado não existe. Fiz quatro ou cinco coisas simples, mas não gostaria nada de usar a simplicidade como técnica, processo ou truque.

 

AGORA QUE PODE OLHAR PARA O CONJUNTO DO SEU TRABALHO, CONSEGUE DIZER QUAIS SÃO OS SEUS ASSUNTOS?

 

Vendo o meu trabalho de longe e depois de ter acabado de rever um conjunto significativo de trabalhos meus de alturas distintas, que foi uma maneira mais forte de ver as coisas, tive oportunidade de repensar isso tudo e a minha a resposta é: O MEU TRABALHO É ACERCA DE ABSOLUTAMENTE NADA. Nunca tive qualquer inquietação e simplesmente fiz o que fiz.

 

MAS EM MUITOS DOS SEUS TRABALHOS ENCONTRA-SE ALGUMA CRÍTICA DA PRÓPRIA ARTE.

 

É verdade, não posso fugir a isso. Até o disse várias vezes: existe um comentário artístico. Eu sou um dos muitos milhões de pessoas a quem algumas outras pessoas fazem a caridade de chamar artista e cujo trabalho consiste num comentário bastante explícito sobre arte.

 

E EM QUE MEDIDA ESSE COMENTÁRIO É COMPATÍVEL COM O QUE ESCREVEU: "PROCURAMOS DIVERTIR E ENTRETER"?

 

Se não for para nos divertirmos e entreter, andamos aqui para quê?

 

MAS NÃO ACREDITA NA PROFUNDIDADE DA PINTURA OU NO SEU CARÁCTER REVELATÓRIO?

 

A pintura revela em termos da percepção visual, mais nada que isso. A arte faz certamente um apelo ao intelecto feito através de chamamentos visuais e usa, e talvez abuse, de uma situação a que se pode chamar a teoria da visualidade pura: coisa que não existe.

 

ENTÃO COMO É QUE PODE OLHAR PARA UMA PINTURA?

 

Olhar para a pintura é uma coisa cultural. Para ver pintura temos de, no melhor do nosso esforço, contar com tudo o que podemos saber: sobre como, para quem, com quem, quando, etc. Sem isso não há nada. Não se consegue olhar para um Poussin sem a ajuda de toda a gente que escreveu e de tudo o que sobre ele foi escrito. É preciso fazer esse esforço.

 

ONDE É QUE O SEU TRABALHO É LÚDICO?

 

Nem tudo o que faço é lúdico. Esse aspecto surge através das interjeições que faço, das piadas que vou inscrevendo no meu trabalho. Eu faço coisas com as quais me divirto um bocadinho. E penso nesses divertimentos. Não se pode tomar totalmente a sério o que escrevi. É uma frase normalmente usada pelas pessoas do espectáculo para negar a pretensão a qualquer profundidade.

 

MAS ACHA QUE QUEM VÊ AS SUAS PINTURAS CORRE O RISCO DE TOMAR DEMASIADO A SÉRIO COISAS QUE FEZ A BRINCAR?

 

Não sei, mas tende a acontecer. As pessoas estão à espera de não ter nada que as distraia, mas de quê? Da tal experiência visual pura? As pessoas olham mesmo? A experiência é social, financeira, de reconhecimento e por aí fora e se houver alguma coisa que nos divirta isso não afecta a seriedade. Nós sabemos que há ópera e há ópera bufa, há a pintura e a pop-art e assim sucessivamente.

 

UMA AMBIGUIDADE A QUE RECORRE HABITUALMENTE?

 

Sim, é para agradar às pessoas. Toda e qualquer demonstração de cedência ao público é mal vista e não tolerada na arte contemporânea. O artista trabalha para si e pela integridade. Portanto, um artista que diz que quer agradar e divertir só pode ser mal visto. Querer agradar corresponde a uma transferência de meio: quem faz o possível para agradar são os políticos e os "performers", como pintor porto-me como se estivesse no espectáculo. Mas isso não é bem considerado. Trata-se de uma forma de hibridização ou de me usar como uma espécie de "objet trouvé" [literalmente "objecto encontrado"]. E uso essas situações, atitudes e modos de expressão como matéria artística, ainda que surjam sobretudo no discurso escrito.

 

ESTÁ A QUERER DIZER QUE A FIGURA DO PINTOR QUE QUER AGRADAR É UMA FICÇÃO?

 

Não. Estou a dizer que as rábulas fazem parte do meu trabalho. E muitas vezes os trabalhos são falsidades: mesmo nas pinturas muitas vezes uma coisa tapa a outra, que tapa outra e a outra e a outra.

 

A LINGUAGEM É IMPORTANTE NO QUE FAZ: INSCREVE PALAVRAS NAS PINTURAS, ESCREVE SOBRE PINTURA E OS TÍTULOS DAS SUAS OBRAS SÃO FUNDAMENTAIS.

 

As inscrições são explicativas ou anti-explicativas, tal como os títulos. A percentagem de verdade ou desverdade pode variar muito. Os graus são muitos. Os títulos registam o facto notado da dissociação entre linguagem, imagem e o processo de fazer a imagem. Na verdade, os títulos são não-títulos, mas recuperam uma coisa que pode ser uma fábula ou uma encenação ou um indicação oblíqua sobre coisas que podem ter acontecido quando o trabalho estava a ser feito. São imensas as variantes de explicação. Acrescento o título para que ao menos se perceba que o valor que dou a isto é relativo e que a imagem não é o valor total da obra.

 

E COMO É QUE IRONIA APARECE TÃO INTENSAMENTE NO SEU TRABALHO?

 

A ironia só o receptor é que a percebe, mas não faço recurso dela. Acontece ou não. Depois do ponto de vista psicológico a explicação é que em criança era muito envergonhado e a minha vida era muito protegida e cedo tornei-me alcoólico e AQUILO A QUE CHAMA IRONIA É, PROVAVELMENTE, O MEU RACIOCÍNIO OBLÍQUO DE BÊBADO. Tenho uma grande prática de conversa de copos a qual faço mesmo quando estou sóbrio. Portanto, a ironia provém de eu querer safar as situações tendo graça ou, se preferir, sendo engraçadinho.

 

COMO É QUE FOI A DESCOBERTA DA BD?

 

O que eu via à minha volta era: alguma admiração e respeito por reproduções pequenas e muitas vezes a preto e branco de certas abstracções americanas, uma certa prática de um gestualismo sem razão de ser para a abstracção e para a figuração, abstracções do tipo lindo-lindo ou bonito-bonito, algum realismo socialista com os seus filhos, netos e enteados, e pensei em como é que podia sair do meio daquilo tudo e a resposta foi: faço bonecos. Uma relação com a BD que foi de iconografia e não de compartimentação de espaço, mas se em 1965 me dissessem que eu estava a fazer banda desenhada eu diria: não, nem pensar; eu estou a subverter a pintura da treta.

 

UM DOS ASPECTOS COMENTADOS ACERCA DE SI É O SEU MAU FEITIO.

 

O meu mau feitio?! Acho que ganhei essa fama no Porto na Escola de Belas Artes onde reprovei muita gente e onde disse sempre a minha opinião a todos. Fui muitas vezes processado por ser esquerdista, comunista e até fascista. Portanto, não tenho mau feitio nenhum, a menos que seja mesmo necessário. Em 1983, um jornalista foi entrevistar-me e perguntou-me se eu tinha entrado numa fase cubista e eu disse-lhe "vai para o caralho." É verdade que tinha bebido, mas...

 

FERNANDO JOSÉ PEREIRA, NO TEXTO PARA O CATÁLOGO DE SERRALVES, DIZ QUE É UMA PESSOA EXCESSIVA.

 

Andou nas Belas Arte do Porto e teve sorte porque nunca foi meu aluno. E depois eu bebo excessivamente e ele não bebe, como excessivamente e ele é vegetariano e não come quase nada. E não vejo que não haja razões para não se beber e comer excessivamente, senão para que é havia vinho e comida?

Centro de Arte Manuel de Brito,(CAMB), Palácio dos Anjos, Algés, Portugal

 

Material: Gouache on paper

Collection : Manuel de Brito

 

BIOGRAPHY

 

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

 

Maria Inês da Silva Carmona Ribeiro da Fonseca, de seu nome artístico Menez GOSE (Lisboa, 6 de Setembro de 1926 — 11 de Abril de 1995), foi uma pintora portuguesa.

 

Neta materna do general Óscar Carmona e de sua mulher Maria do Carmo Ferreira da Silva Carmona, teve uma infância cosmopolita, tendo vivido em Buenos Aires, Estocolmo, Paris, Suíça, Roma, Washington, DC e Lisboa, acompanhando as deambulações diplomáticas da família. Regressa a Portugal em 1951.

 

Menez nunca frequentou qualquer escola de arte. "Se o desenho fazia parte dos afazeres de uma menina prendada que nunca foi à escola («tive umas vagas lições de pintura»), é como autodidacta que descobre e se dedica à pintura". Começa a pintar apenas aos 26 anos de idade por iniciativa própria. Além de pintura, realizaria ainda trabalhos de cerâmica, gravura e serigrafia.

 

A sua primeira exposição, na Galeria de Março, Lisboa (1954), "constituiu uma autêntica revelação" .

 

Com uma carreira artística condicionada por questões de ordem familiar (infância dos filhos; morte prematura dos dois mais velhos em 1976 e 1977), "Menez foi […] apresentando sucessivas exposições individuais, com demorados intervalos, numa presença íntima e discreta"

 

. Expôs individualmente na Galeria Pórtico (1958); Galeria Diário de Notícias, Lisboa (1959, 61, 63); Galeria Divulgação, Lisboa (1964); Galeria 111, Lisboa (1966, 81, 85, 87, 90, 94); SNBA, Lisboa (1966); Galeria Judite Dacruz, Lisboa (1972); Galeria Quadrum, Lisboa (1977); Centro Cultural Português, FCG, Paris (1977); Galeria Zen, Porto (1981, 83, 89); Galeria Gilde, Guimarães (1988).

 

Foi bolseira da Fundação Calouste Gulbenkian no país (1960), e em Londres (1965-1969). Apresentou trabalhos em inúmeras exposições colectivas, nomeadamente na II Exposição de Artes Plásticas da Fundação Calouste Gulbenkian (1961), onde ganhou o segundo Prémio de Pintura.

 

Em 1990 o Centro de Arte Moderna da Fundação Calouste Gulbenkian apresentou uma exposição antológica da sua obra. Nesse mesmo ano foi-lhe atribuído o Prémio Pessoa.

 

A 9 de Junho de 1995 foi feita Grande-Oficial da Ordem Militar de Sant'Iago da Espada a título póstumo.[6]

 

OBRA

 

A sensibilidade poética das primeiras pinturas de Menez é reveladora da influência da Escola de Paris, da sua adesão a um tipo de abstração (abstracionismo lírico) que marcou a época. Lidando com um universo de sugestões múltiplas, "as suas imagens são uma encantação do desconhecido e têm em si suspenso o reflexo duma profundidade inomeada e oculta. […] Um por um cada quadro cria uma atmosfera que é como um habitat de seres e de histórias indefiníveis e fantásticas" cuja "existência concreta procura num espelho a imagem abstrata da sua essencialidade".

 

No final da década de 1950 a ambiguidade figuração/abstracção das suas atmosferas cromáticas adquire novos contornos, numa visão neo-impressionista que articula a sugestão de espaços interiores, "objectos oscilando na luz que entra por janelas imaginárias, […] interiores de ateliês ou de salas" que logo se abrem ao exterior, num jogo dinâmico entre "valores centrípetos e centrífugos do espaço natural da paisagem e do interior".

 

Numa explosão de cor e luz que se prolongará ao longo dos anos, Menez trabalha "uma harmonia de desarmonias ousadas com o cintilar da cor em pequenos incêndios de almofadas, tapetes, brocados, objetos nunca percetíveis como tais".

 

Os anos de 1960 são marcados pela estadia em Londres e por uma breve contaminação do idioma pop. Embora de forma subtil, sem entrar em rutura com a sua obra anterior, vemo-la assimilar elementos dessa linguagem em pinturas onde quase afirma objectos ou personagens. "As formas tomam contornos inesperados, anamorfizam-se, tornam-se objetos vivos e sem caracterização identificadora. Dotados de uma energia física incontrolada parecem crescer a partir de valores opostos, escalas de contrastes".

 

Menez nomeia algumas destas pinturas (atitude invulgar numa obra onde predominam os trabalhos sem título); é o que acontece em Henrique VIII, 1966, que lhe serve de pretexto para a criação de um "espetáculo de cores luxuriantes numa pintura de desenho orgânico, no seu simulacro de vestes ricas, de drapejados, de corpos sensuais" .

 

O período de indeterminação em que oscila entre figuração abstração prolonga-se pela década seguinte, apesar de assumir, pontualmente, a paisagem ou a figura de modo inequívoco. "Ainda aqui podemos confirmar a constante indisciplina na delimitação de uma fronteira entre o interior e o exterior dos espaços representados. […] Uma natureza-morta, um anjo, um coração, algumas topologias identificáveis, são sugestões figurativas com uma expressão idêntica às formas volumétricas que as acompanham e com que se articulam" . Victor Willing escreverá na introdução do catálogo de 1972: "Menez – uma visão tátil. […] Carne, pavor, dissolvem-se, montanhas, esvaem-se, transfiguram-se, e tinta coagula-se no lugar onde estiveram. As árvores curvam-se para observar tanta temeridade e aprovam".

 

Menez acompanha, de modo muito pessoal, a mudança de paradigma que conduz ao regresso da pintura figurativa na década de 1980, fixando-se num idioma ao qual permaneceria fiel até ao fim. Num primeiro momento, o efeito narrativo é produzido pela presença de cenas e personagens, por vezes diretamente reconhecíveis, mas que noutros trabalhos apenas deixam rastos da sua presença . "Não sei se deva falar em forma ou falar em tema, o tal tema que é em muitos casos perfeitamente legível, sobretudo nas peças de menores dimensões: tema mítico como o S. Jorge e o Dragão […], tema sagrado, ou cristão se preferirem, nas possíveis anunciações", a par de outros registos figurativos possíveis: "árvores, linhas de horizonte, mares ou lagos, ou planícies (?), promontórios…".

 

O aprofundamento da dimensão evocativa e carga de teatralidade das suas pinturas abre-lhe as portas à etapa seguinte. Menez centra-se na representação do seu próprio espaço de trabalho – o ateliê –, dando sequência a uma das principais linhas de força da sua obra, mas agora com um enquadramento diverso do inicial. Falando de si sem se auto-retratar, sem revelar qualquer envolvimento intimista ou psicológico, a sua pintura de espaços permite-lhe agora "um cruzamento infinito de possibilidades visuais pela capacidade de desmultiplicação que comporta. O modelo e o quadro, o cavalete e a janela, o dentro e o fora, trata-se aqui da citação da sua própria pintura e dos seus referentes. […] A teatralização do seu espaço privado abre-se episodicamente ao exterior, e à intervenção de outros personagens".

 

A última década da sua carreira é um tempo fulgurante. Menez sintetiza as descobertas sucessivas da sua obra em pinturas enigmáticas, contidas e teatrais onde confluem "elementos formais do seu período de abstracção lírica dos anos 60-70 com referências retiradas da História da pintura" . A sua vénia a mestres mais distantes pode traduzir-se num eco da sensibilidade e suspensão temporal de Bonnard ou De Chirico; mas agora, e de modo ainda mais explícito, a conexão com artistas de referência estende-se às figuras e poses inspiradas em Vermeer, Rubens ou Poussin (veja-se, por exemplo, o guache Sem título que serviu de matriz para As núvens, 1990). E torna-se igualmente claro o diálogo enriquecedor que estabelece com a obra de Paula Rego [20], com quem manteve uma longa relação de amizade.

Centro de Arte Manuel de Brito, CAMB, Palácio dos Anjos, Algés, Portugal

 

Material: Gouache on paper

Collection : Manuel de Brito

 

BIOGRAPHY

 

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

 

Maria Inês da Silva Carmona Ribeiro da Fonseca, de seu nome artístico Menez GOSE (Lisboa, 6 de Setembro de 1926 — 11 de Abril de 1995), foi uma pintora portuguesa.

 

Neta materna do general Óscar Carmona e de sua mulher Maria do Carmo Ferreira da Silva Carmona, teve uma infância cosmopolita, tendo vivido em Buenos Aires, Estocolmo, Paris, Suíça, Roma, Washington, DC e Lisboa, acompanhando as deambulações diplomáticas da família. Regressa a Portugal em 1951.

 

Menez nunca frequentou qualquer escola de arte. "Se o desenho fazia parte dos afazeres de uma menina prendada que nunca foi à escola («tive umas vagas lições de pintura»), é como autodidacta que descobre e se dedica à pintura". Começa a pintar apenas aos 26 anos de idade por iniciativa própria. Além de pintura, realizaria ainda trabalhos de cerâmica, gravura e serigrafia.

 

A sua primeira exposição, na Galeria de Março, Lisboa (1954), "constituiu uma autêntica revelação" .

 

Com uma carreira artística condicionada por questões de ordem familiar (infância dos filhos; morte prematura dos dois mais velhos em 1976 e 1977), "Menez foi […] apresentando sucessivas exposições individuais, com demorados intervalos, numa presença íntima e discreta"

 

. Expôs individualmente na Galeria Pórtico (1958); Galeria Diário de Notícias, Lisboa (1959, 61, 63); Galeria Divulgação, Lisboa (1964); Galeria 111, Lisboa (1966, 81, 85, 87, 90, 94); SNBA, Lisboa (1966); Galeria Judite Dacruz, Lisboa (1972); Galeria Quadrum, Lisboa (1977); Centro Cultural Português, FCG, Paris (1977); Galeria Zen, Porto (1981, 83, 89); Galeria Gilde, Guimarães (1988).

 

Foi bolseira da Fundação Calouste Gulbenkian no país (1960), e em Londres (1965-1969). Apresentou trabalhos em inúmeras exposições colectivas, nomeadamente na II Exposição de Artes Plásticas da Fundação Calouste Gulbenkian (1961), onde ganhou o segundo Prémio de Pintura.

 

Em 1990 o Centro de Arte Moderna da Fundação Calouste Gulbenkian apresentou uma exposição antológica da sua obra. Nesse mesmo ano foi-lhe atribuído o Prémio Pessoa.

 

A 9 de Junho de 1995 foi feita Grande-Oficial da Ordem Militar de Sant'Iago da Espada a título póstumo.

 

OBRA

 

A sensibilidade poética das primeiras pinturas de Menez é reveladora da influência da Escola de Paris, da sua adesão a um tipo de abstração (abstracionismo lírico) que marcou a época. Lidando com um universo de sugestões múltiplas, "as suas imagens são uma encantação do desconhecido e têm em si suspenso o reflexo duma profundidade inomeada e oculta. […] Um por um cada quadro cria uma atmosfera que é como um habitat de seres e de histórias indefiníveis e fantásticas" cuja "existência concreta procura num espelho a imagem abstrata da sua essencialidade".

 

No final da década de 1950 a ambiguidade figuração/abstracção das suas atmosferas cromáticas adquire novos contornos, numa visão neo-impressionista que articula a sugestão de espaços interiores, "objectos oscilando na luz que entra por janelas imaginárias, […] interiores de ateliês ou de salas" que logo se abrem ao exterior, num jogo dinâmico entre "valores centrípetos e centrífugos do espaço natural da paisagem e do interior".

 

Numa explosão de cor e luz que se prolongará ao longo dos anos, Menez trabalha "uma harmonia de desarmonias ousadas com o cintilar da cor em pequenos incêndios de almofadas, tapetes, brocados, objetos nunca percetíveis como tais".

 

Os anos de 1960 são marcados pela estadia em Londres e por uma breve contaminação do idioma pop. Embora de forma subtil, sem entrar em rutura com a sua obra anterior, vemo-la assimilar elementos dessa linguagem em pinturas onde quase afirma objectos ou personagens. "As formas tomam contornos inesperados, anamorfizam-se, tornam-se objetos vivos e sem caracterização identificadora. Dotados de uma energia física incontrolada parecem crescer a partir de valores opostos, escalas de contrastes".

 

Menez nomeia algumas destas pinturas (atitude invulgar numa obra onde predominam os trabalhos sem título); é o que acontece em Henrique VIII, 1966, que lhe serve de pretexto para a criação de um "espetáculo de cores luxuriantes numa pintura de desenho orgânico, no seu simulacro de vestes ricas, de drapejados, de corpos sensuais" .

 

O período de indeterminação em que oscila entre figuração abstração prolonga-se pela década seguinte, apesar de assumir, pontualmente, a paisagem ou a figura de modo inequívoco. "Ainda aqui podemos confirmar a constante indisciplina na delimitação de uma fronteira entre o interior e o exterior dos espaços representados. […] Uma natureza-morta, um anjo, um coração, algumas topologias identificáveis, são sugestões figurativas com uma expressão idêntica às formas volumétricas que as acompanham e com que se articulam" . Victor Willing escreverá na introdução do catálogo de 1972: "Menez – uma visão tátil. […] Carne, pavor, dissolvem-se, montanhas, esvaem-se, transfiguram-se, e tinta coagula-se no lugar onde estiveram. As árvores curvam-se para observar tanta temeridade e aprovam".

 

Menez acompanha, de modo muito pessoal, a mudança de paradigma que conduz ao regresso da pintura figurativa na década de 1980, fixando-se num idioma ao qual permaneceria fiel até ao fim. Num primeiro momento, o efeito narrativo é produzido pela presença de cenas e personagens, por vezes diretamente reconhecíveis, mas que noutros trabalhos apenas deixam rastos da sua presença . "Não sei se deva falar em forma ou falar em tema, o tal tema que é em muitos casos perfeitamente legível, sobretudo nas peças de menores dimensões: tema mítico como o S. Jorge e o Dragão […], tema sagrado, ou cristão se preferirem, nas possíveis anunciações", a par de outros registos figurativos possíveis: "árvores, linhas de horizonte, mares ou lagos, ou planícies (?), promontórios…".

 

O aprofundamento da dimensão evocativa e carga de teatralidade das suas pinturas abre-lhe as portas à etapa seguinte. Menez centra-se na representação do seu próprio espaço de trabalho – o ateliê –, dando sequência a uma das principais linhas de força da sua obra, mas agora com um enquadramento diverso do inicial. Falando de si sem se auto-retratar, sem revelar qualquer envolvimento intimista ou psicológico, a sua pintura de espaços permite-lhe agora "um cruzamento infinito de possibilidades visuais pela capacidade de desmultiplicação que comporta. O modelo e o quadro, o cavalete e a janela, o dentro e o fora, trata-se aqui da citação da sua própria pintura e dos seus referentes. […] A teatralização do seu espaço privado abre-se episodicamente ao exterior, e à intervenção de outros personagens".

 

A última década da sua carreira é um tempo fulgurante. Menez sintetiza as descobertas sucessivas da sua obra em pinturas enigmáticas, contidas e teatrais onde confluem "elementos formais do seu período de abstracção lírica dos anos 60-70 com referências retiradas da História da pintura" . A sua vénia a mestres mais distantes pode traduzir-se num eco da sensibilidade e suspensão temporal de Bonnard ou De Chirico; mas agora, e de modo ainda mais explícito, a conexão com artistas de referência estende-se às figuras e poses inspiradas em Vermeer, Rubens ou Poussin (veja-se, por exemplo, o guache Sem título que serviu de matriz para As núvens, 1990). E torna-se igualmente claro o diálogo enriquecedor que estabelece com a obra de Paula Rego, com quem manteve uma longa relação de amizade.

Centro de Arte Manuel de Brito, CAMB, Palácio dos Anjos, Algés, Portugal

 

Material:

Collection : Manuel de Brito

 

BIOGRAPHY

 

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

 

Maria Inês da Silva Carmona Ribeiro da Fonseca, de seu nome artístico Menez GOSE (Lisboa, 6 de Setembro de 1926 — 11 de Abril de 1995), foi uma pintora portuguesa.

 

Neta materna do general Óscar Carmona e de sua mulher Maria do Carmo Ferreira da Silva Carmona, teve uma infância cosmopolita, tendo vivido em Buenos Aires, Estocolmo, Paris, Suíça, Roma, Washington, DC e Lisboa, acompanhando as deambulações diplomáticas da família. Regressa a Portugal em 1951.

 

Menez nunca frequentou qualquer escola de arte. "Se o desenho fazia parte dos afazeres de uma menina prendada que nunca foi à escola («tive umas vagas lições de pintura»), é como autodidacta que descobre e se dedica à pintura". Começa a pintar apenas aos 26 anos de idade por iniciativa própria. Além de pintura, realizaria ainda trabalhos de cerâmica, gravura e serigrafia.

 

A sua primeira exposição, na Galeria de Março, Lisboa (1954), "constituiu uma autêntica revelação" .

 

Com uma carreira artística condicionada por questões de ordem familiar (infância dos filhos; morte prematura dos dois mais velhos em 1976 e 1977), "Menez foi […] apresentando sucessivas exposições individuais, com demorados intervalos, numa presença íntima e discreta"

 

. Expôs individualmente na Galeria Pórtico (1958); Galeria Diário de Notícias, Lisboa (1959, 61, 63); Galeria Divulgação, Lisboa (1964); Galeria 111, Lisboa (1966, 81, 85, 87, 90, 94); SNBA, Lisboa (1966); Galeria Judite Dacruz, Lisboa (1972); Galeria Quadrum, Lisboa (1977); Centro Cultural Português, FCG, Paris (1977); Galeria Zen, Porto (1981, 83, 89); Galeria Gilde, Guimarães (1988).

 

Foi bolseira da Fundação Calouste Gulbenkian no país (1960), e em Londres (1965-1969). Apresentou trabalhos em inúmeras exposições colectivas, nomeadamente na II Exposição de Artes Plásticas da Fundação Calouste Gulbenkian (1961), onde ganhou o segundo Prémio de Pintura.

 

Em 1990 o Centro de Arte Moderna da Fundação Calouste Gulbenkian apresentou uma exposição antológica da sua obra. Nesse mesmo ano foi-lhe atribuído o Prémio Pessoa.

 

A 9 de Junho de 1995 foi feita Grande-Oficial da Ordem Militar de Sant'Iago da Espada a título póstumo.

 

OBRA

 

A sensibilidade poética das primeiras pinturas de Menez é reveladora da influência da Escola de Paris, da sua adesão a um tipo de abstração (abstracionismo lírico) que marcou a época. Lidando com um universo de sugestões múltiplas, "as suas imagens são uma encantação do desconhecido e têm em si suspenso o reflexo duma profundidade inomeada e oculta. […] Um por um cada quadro cria uma atmosfera que é como um habitat de seres e de histórias indefiníveis e fantásticas" cuja "existência concreta procura num espelho a imagem abstrata da sua essencialidade".

 

No final da década de 1950 a ambiguidade figuração/abstracção das suas atmosferas cromáticas adquire novos contornos, numa visão neo-impressionista que articula a sugestão de espaços interiores, "objectos oscilando na luz que entra por janelas imaginárias, […] interiores de ateliês ou de salas" que logo se abrem ao exterior, num jogo dinâmico entre "valores centrípetos e centrífugos do espaço natural da paisagem e do interior".

 

Numa explosão de cor e luz que se prolongará ao longo dos anos, Menez trabalha "uma harmonia de desarmonias ousadas com o cintilar da cor em pequenos incêndios de almofadas, tapetes, brocados, objetos nunca percetíveis como tais".

 

Os anos de 1960 são marcados pela estadia em Londres e por uma breve contaminação do idioma pop. Embora de forma subtil, sem entrar em rutura com a sua obra anterior, vemo-la assimilar elementos dessa linguagem em pinturas onde quase afirma objectos ou personagens. "As formas tomam contornos inesperados, anamorfizam-se, tornam-se objetos vivos e sem caracterização identificadora. Dotados de uma energia física incontrolada parecem crescer a partir de valores opostos, escalas de contrastes".

 

Menez nomeia algumas destas pinturas (atitude invulgar numa obra onde predominam os trabalhos sem título); é o que acontece em Henrique VIII, 1966, que lhe serve de pretexto para a criação de um "espetáculo de cores luxuriantes numa pintura de desenho orgânico, no seu simulacro de vestes ricas, de drapejados, de corpos sensuais" .

 

O período de indeterminação em que oscila entre figuração abstração prolonga-se pela década seguinte, apesar de assumir, pontualmente, a paisagem ou a figura de modo inequívoco. "Ainda aqui podemos confirmar a constante indisciplina na delimitação de uma fronteira entre o interior e o exterior dos espaços representados. […] Uma natureza-morta, um anjo, um coração, algumas topologias identificáveis, são sugestões figurativas com uma expressão idêntica às formas volumétricas que as acompanham e com que se articulam" . Victor Willing escreverá na introdução do catálogo de 1972: "Menez – uma visão tátil. […] Carne, pavor, dissolvem-se, montanhas, esvaem-se, transfiguram-se, e tinta coagula-se no lugar onde estiveram. As árvores curvam-se para observar tanta temeridade e aprovam".

 

Menez acompanha, de modo muito pessoal, a mudança de paradigma que conduz ao regresso da pintura figurativa na década de 1980, fixando-se num idioma ao qual permaneceria fiel até ao fim. Num primeiro momento, o efeito narrativo é produzido pela presença de cenas e personagens, por vezes diretamente reconhecíveis, mas que noutros trabalhos apenas deixam rastos da sua presença . "Não sei se deva falar em forma ou falar em tema, o tal tema que é em muitos casos perfeitamente legível, sobretudo nas peças de menores dimensões: tema mítico como o S. Jorge e o Dragão […], tema sagrado, ou cristão se preferirem, nas possíveis anunciações", a par de outros registos figurativos possíveis: "árvores, linhas de horizonte, mares ou lagos, ou planícies (?), promontórios…".

 

O aprofundamento da dimensão evocativa e carga de teatralidade das suas pinturas abre-lhe as portas à etapa seguinte. Menez centra-se na representação do seu próprio espaço de trabalho – o ateliê –, dando sequência a uma das principais linhas de força da sua obra, mas agora com um enquadramento diverso do inicial. Falando de si sem se auto-retratar, sem revelar qualquer envolvimento intimista ou psicológico, a sua pintura de espaços permite-lhe agora "um cruzamento infinito de possibilidades visuais pela capacidade de desmultiplicação que comporta. O modelo e o quadro, o cavalete e a janela, o dentro e o fora, trata-se aqui da citação da sua própria pintura e dos seus referentes. […] A teatralização do seu espaço privado abre-se episodicamente ao exterior, e à intervenção de outros personagens".

 

A última década da sua carreira é um tempo fulgurante. Menez sintetiza as descobertas sucessivas da sua obra em pinturas enigmáticas, contidas e teatrais onde confluem "elementos formais do seu período de abstracção lírica dos anos 60-70 com referências retiradas da História da pintura" . A sua vénia a mestres mais distantes pode traduzir-se num eco da sensibilidade e suspensão temporal de Bonnard ou De Chirico; mas agora, e de modo ainda mais explícito, a conexão com artistas de referência estende-se às figuras e poses inspiradas em Vermeer, Rubens ou Poussin (veja-se, por exemplo, o guache Sem título que serviu de matriz para As núvens, 1990). E torna-se igualmente claro o diálogo enriquecedor que estabelece com a obra de Paula Rego, com quem manteve uma longa relação de amizade.

Centro de Arte Manuel de Brito, CAMB, Palácio dos Anjos, Algés, Portugal

 

Material:

Collection : Manuel de Brito

 

BIOGRAPHY

 

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

 

Maria Inês da Silva Carmona Ribeiro da Fonseca, de seu nome artístico Menez GOSE (Lisboa, 6 de Setembro de 1926 — 11 de Abril de 1995), foi uma pintora portuguesa.

 

Neta materna do general Óscar Carmona e de sua mulher Maria do Carmo Ferreira da Silva Carmona, teve uma infância cosmopolita, tendo vivido em Buenos Aires, Estocolmo, Paris, Suíça, Roma, Washington, DC e Lisboa, acompanhando as deambulações diplomáticas da família. Regressa a Portugal em 1951.

 

Menez nunca frequentou qualquer escola de arte. "Se o desenho fazia parte dos afazeres de uma menina prendada que nunca foi à escola («tive umas vagas lições de pintura»), é como autodidacta que descobre e se dedica à pintura". Começa a pintar apenas aos 26 anos de idade por iniciativa própria. Além de pintura, realizaria ainda trabalhos de cerâmica, gravura e serigrafia.

 

A sua primeira exposição, na Galeria de Março, Lisboa (1954), "constituiu uma autêntica revelação" .

 

Com uma carreira artística condicionada por questões de ordem familiar (infância dos filhos; morte prematura dos dois mais velhos em 1976 e 1977), "Menez foi […] apresentando sucessivas exposições individuais, com demorados intervalos, numa presença íntima e discreta"

 

. Expôs individualmente na Galeria Pórtico (1958); Galeria Diário de Notícias, Lisboa (1959, 61, 63); Galeria Divulgação, Lisboa (1964); Galeria 111, Lisboa (1966, 81, 85, 87, 90, 94); SNBA, Lisboa (1966); Galeria Judite Dacruz, Lisboa (1972); Galeria Quadrum, Lisboa (1977); Centro Cultural Português, FCG, Paris (1977); Galeria Zen, Porto (1981, 83, 89); Galeria Gilde, Guimarães (1988).

 

Foi bolseira da Fundação Calouste Gulbenkian no país (1960), e em Londres (1965-1969). Apresentou trabalhos em inúmeras exposições colectivas, nomeadamente na II Exposição de Artes Plásticas da Fundação Calouste Gulbenkian (1961), onde ganhou o segundo Prémio de Pintura.

 

Em 1990 o Centro de Arte Moderna da Fundação Calouste Gulbenkian apresentou uma exposição antológica da sua obra. Nesse mesmo ano foi-lhe atribuído o Prémio Pessoa.

 

A 9 de Junho de 1995 foi feita Grande-Oficial da Ordem Militar de Sant'Iago da Espada a título póstumo.

 

OBRA

 

A sensibilidade poética das primeiras pinturas de Menez é reveladora da influência da Escola de Paris, da sua adesão a um tipo de abstração (abstracionismo lírico) que marcou a época. Lidando com um universo de sugestões múltiplas, "as suas imagens são uma encantação do desconhecido e têm em si suspenso o reflexo duma profundidade inomeada e oculta. […] Um por um cada quadro cria uma atmosfera que é como um habitat de seres e de histórias indefiníveis e fantásticas" cuja "existência concreta procura num espelho a imagem abstrata da sua essencialidade".

 

No final da década de 1950 a ambiguidade figuração/abstracção das suas atmosferas cromáticas adquire novos contornos, numa visão neo-impressionista que articula a sugestão de espaços interiores, "objectos oscilando na luz que entra por janelas imaginárias, […] interiores de ateliês ou de salas" que logo se abrem ao exterior, num jogo dinâmico entre "valores centrípetos e centrífugos do espaço natural da paisagem e do interior".

 

Numa explosão de cor e luz que se prolongará ao longo dos anos, Menez trabalha "uma harmonia de desarmonias ousadas com o cintilar da cor em pequenos incêndios de almofadas, tapetes, brocados, objetos nunca percetíveis como tais".

 

Os anos de 1960 são marcados pela estadia em Londres e por uma breve contaminação do idioma pop. Embora de forma subtil, sem entrar em rutura com a sua obra anterior, vemo-la assimilar elementos dessa linguagem em pinturas onde quase afirma objectos ou personagens. "As formas tomam contornos inesperados, anamorfizam-se, tornam-se objetos vivos e sem caracterização identificadora. Dotados de uma energia física incontrolada parecem crescer a partir de valores opostos, escalas de contrastes".

 

Menez nomeia algumas destas pinturas (atitude invulgar numa obra onde predominam os trabalhos sem título); é o que acontece em Henrique VIII, 1966, que lhe serve de pretexto para a criação de um "espetáculo de cores luxuriantes numa pintura de desenho orgânico, no seu simulacro de vestes ricas, de drapejados, de corpos sensuais" .

 

O período de indeterminação em que oscila entre figuração abstração prolonga-se pela década seguinte, apesar de assumir, pontualmente, a paisagem ou a figura de modo inequívoco. "Ainda aqui podemos confirmar a constante indisciplina na delimitação de uma fronteira entre o interior e o exterior dos espaços representados. […] Uma natureza-morta, um anjo, um coração, algumas topologias identificáveis, são sugestões figurativas com uma expressão idêntica às formas volumétricas que as acompanham e com que se articulam" . Victor Willing escreverá na introdução do catálogo de 1972: "Menez – uma visão tátil. […] Carne, pavor, dissolvem-se, montanhas, esvaem-se, transfiguram-se, e tinta coagula-se no lugar onde estiveram. As árvores curvam-se para observar tanta temeridade e aprovam".

 

Menez acompanha, de modo muito pessoal, a mudança de paradigma que conduz ao regresso da pintura figurativa na década de 1980, fixando-se num idioma ao qual permaneceria fiel até ao fim. Num primeiro momento, o efeito narrativo é produzido pela presença de cenas e personagens, por vezes diretamente reconhecíveis, mas que noutros trabalhos apenas deixam rastos da sua presença . "Não sei se deva falar em forma ou falar em tema, o tal tema que é em muitos casos perfeitamente legível, sobretudo nas peças de menores dimensões: tema mítico como o S. Jorge e o Dragão […], tema sagrado, ou cristão se preferirem, nas possíveis anunciações", a par de outros registos figurativos possíveis: "árvores, linhas de horizonte, mares ou lagos, ou planícies (?), promontórios…".

 

O aprofundamento da dimensão evocativa e carga de teatralidade das suas pinturas abre-lhe as portas à etapa seguinte. Menez centra-se na representação do seu próprio espaço de trabalho – o ateliê –, dando sequência a uma das principais linhas de força da sua obra, mas agora com um enquadramento diverso do inicial. Falando de si sem se auto-retratar, sem revelar qualquer envolvimento intimista ou psicológico, a sua pintura de espaços permite-lhe agora "um cruzamento infinito de possibilidades visuais pela capacidade de desmultiplicação que comporta. O modelo e o quadro, o cavalete e a janela, o dentro e o fora, trata-se aqui da citação da sua própria pintura e dos seus referentes. […] A teatralização do seu espaço privado abre-se episodicamente ao exterior, e à intervenção de outros personagens".

 

A última década da sua carreira é um tempo fulgurante. Menez sintetiza as descobertas sucessivas da sua obra em pinturas enigmáticas, contidas e teatrais onde confluem "elementos formais do seu período de abstracção lírica dos anos 60-70 com referências retiradas da História da pintura" . A sua vénia a mestres mais distantes pode traduzir-se num eco da sensibilidade e suspensão temporal de Bonnard ou De Chirico; mas agora, e de modo ainda mais explícito, a conexão com artistas de referência estende-se às figuras e poses inspiradas em Vermeer, Rubens ou Poussin (veja-se, por exemplo, o guache Sem título que serviu de matriz para As núvens, 1990). E torna-se igualmente claro o diálogo enriquecedor que estabelece com a obra de Paula Rego, com quem manteve uma longa relação de amizade.

Centro de Arte Manuel de Brito, CAMB, Palácio dos Anjos, Algés, Portugal

 

Material: Gouache on paper

Collection : Manuel de Brito

 

BIOGRAPHY

 

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

 

Maria Inês da Silva Carmona Ribeiro da Fonseca, de seu nome artístico Menez GOSE (Lisboa, 6 de Setembro de 1926 — 11 de Abril de 1995), foi uma pintora portuguesa.

 

Neta materna do general Óscar Carmona e de sua mulher Maria do Carmo Ferreira da Silva Carmona, teve uma infância cosmopolita, tendo vivido em Buenos Aires, Estocolmo, Paris, Suíça, Roma, Washington, DC e Lisboa, acompanhando as deambulações diplomáticas da família. Regressa a Portugal em 1951.

 

Menez nunca frequentou qualquer escola de arte. "Se o desenho fazia parte dos afazeres de uma menina prendada que nunca foi à escola («tive umas vagas lições de pintura»), é como autodidacta que descobre e se dedica à pintura". Começa a pintar apenas aos 26 anos de idade por iniciativa própria. Além de pintura, realizaria ainda trabalhos de cerâmica, gravura e serigrafia.

 

A sua primeira exposição, na Galeria de Março, Lisboa (1954), "constituiu uma autêntica revelação" .

 

Com uma carreira artística condicionada por questões de ordem familiar (infância dos filhos; morte prematura dos dois mais velhos em 1976 e 1977), "Menez foi […] apresentando sucessivas exposições individuais, com demorados intervalos, numa presença íntima e discreta"

 

. Expôs individualmente na Galeria Pórtico (1958); Galeria Diário de Notícias, Lisboa (1959, 61, 63); Galeria Divulgação, Lisboa (1964); Galeria 111, Lisboa (1966, 81, 85, 87, 90, 94); SNBA, Lisboa (1966); Galeria Judite Dacruz, Lisboa (1972); Galeria Quadrum, Lisboa (1977); Centro Cultural Português, FCG, Paris (1977); Galeria Zen, Porto (1981, 83, 89); Galeria Gilde, Guimarães (1988).

 

Foi bolseira da Fundação Calouste Gulbenkian no país (1960), e em Londres (1965-1969). Apresentou trabalhos em inúmeras exposições colectivas, nomeadamente na II Exposição de Artes Plásticas da Fundação Calouste Gulbenkian (1961), onde ganhou o segundo Prémio de Pintura.

 

Em 1990 o Centro de Arte Moderna da Fundação Calouste Gulbenkian apresentou uma exposição antológica da sua obra. Nesse mesmo ano foi-lhe atribuído o Prémio Pessoa.

 

A 9 de Junho de 1995 foi feita Grande-Oficial da Ordem Militar de Sant'Iago da Espada a título póstumo.

 

OBRA

 

A sensibilidade poética das primeiras pinturas de Menez é reveladora da influência da Escola de Paris, da sua adesão a um tipo de abstração (abstracionismo lírico) que marcou a época. Lidando com um universo de sugestões múltiplas, "as suas imagens são uma encantação do desconhecido e têm em si suspenso o reflexo duma profundidade inomeada e oculta. […] Um por um cada quadro cria uma atmosfera que é como um habitat de seres e de histórias indefiníveis e fantásticas" cuja "existência concreta procura num espelho a imagem abstrata da sua essencialidade".

 

No final da década de 1950 a ambiguidade figuração/abstracção das suas atmosferas cromáticas adquire novos contornos, numa visão neo-impressionista que articula a sugestão de espaços interiores, "objectos oscilando na luz que entra por janelas imaginárias, […] interiores de ateliês ou de salas" que logo se abrem ao exterior, num jogo dinâmico entre "valores centrípetos e centrífugos do espaço natural da paisagem e do interior".

 

Numa explosão de cor e luz que se prolongará ao longo dos anos, Menez trabalha "uma harmonia de desarmonias ousadas com o cintilar da cor em pequenos incêndios de almofadas, tapetes, brocados, objetos nunca percetíveis como tais".

 

Os anos de 1960 são marcados pela estadia em Londres e por uma breve contaminação do idioma pop. Embora de forma subtil, sem entrar em rutura com a sua obra anterior, vemo-la assimilar elementos dessa linguagem em pinturas onde quase afirma objectos ou personagens. "As formas tomam contornos inesperados, anamorfizam-se, tornam-se objetos vivos e sem caracterização identificadora. Dotados de uma energia física incontrolada parecem crescer a partir de valores opostos, escalas de contrastes".

 

Menez nomeia algumas destas pinturas (atitude invulgar numa obra onde predominam os trabalhos sem título); é o que acontece em Henrique VIII, 1966, que lhe serve de pretexto para a criação de um "espetáculo de cores luxuriantes numa pintura de desenho orgânico, no seu simulacro de vestes ricas, de drapejados, de corpos sensuais" .

 

O período de indeterminação em que oscila entre figuração abstração prolonga-se pela década seguinte, apesar de assumir, pontualmente, a paisagem ou a figura de modo inequívoco. "Ainda aqui podemos confirmar a constante indisciplina na delimitação de uma fronteira entre o interior e o exterior dos espaços representados. […] Uma natureza-morta, um anjo, um coração, algumas topologias identificáveis, são sugestões figurativas com uma expressão idêntica às formas volumétricas que as acompanham e com que se articulam" . Victor Willing escreverá na introdução do catálogo de 1972: "Menez – uma visão tátil. […] Carne, pavor, dissolvem-se, montanhas, esvaem-se, transfiguram-se, e tinta coagula-se no lugar onde estiveram. As árvores curvam-se para observar tanta temeridade e aprovam".

 

Menez acompanha, de modo muito pessoal, a mudança de paradigma que conduz ao regresso da pintura figurativa na década de 1980, fixando-se num idioma ao qual permaneceria fiel até ao fim. Num primeiro momento, o efeito narrativo é produzido pela presença de cenas e personagens, por vezes diretamente reconhecíveis, mas que noutros trabalhos apenas deixam rastos da sua presença . "Não sei se deva falar em forma ou falar em tema, o tal tema que é em muitos casos perfeitamente legível, sobretudo nas peças de menores dimensões: tema mítico como o S. Jorge e o Dragão […], tema sagrado, ou cristão se preferirem, nas possíveis anunciações", a par de outros registos figurativos possíveis: "árvores, linhas de horizonte, mares ou lagos, ou planícies (?), promontórios…".

 

O aprofundamento da dimensão evocativa e carga de teatralidade das suas pinturas abre-lhe as portas à etapa seguinte. Menez centra-se na representação do seu próprio espaço de trabalho – o ateliê –, dando sequência a uma das principais linhas de força da sua obra, mas agora com um enquadramento diverso do inicial. Falando de si sem se auto-retratar, sem revelar qualquer envolvimento intimista ou psicológico, a sua pintura de espaços permite-lhe agora "um cruzamento infinito de possibilidades visuais pela capacidade de desmultiplicação que comporta. O modelo e o quadro, o cavalete e a janela, o dentro e o fora, trata-se aqui da citação da sua própria pintura e dos seus referentes. […] A teatralização do seu espaço privado abre-se episodicamente ao exterior, e à intervenção de outros personagens".

 

A última década da sua carreira é um tempo fulgurante. Menez sintetiza as descobertas sucessivas da sua obra em pinturas enigmáticas, contidas e teatrais onde confluem "elementos formais do seu período de abstracção lírica dos anos 60-70 com referências retiradas da História da pintura" . A sua vénia a mestres mais distantes pode traduzir-se num eco da sensibilidade e suspensão temporal de Bonnard ou De Chirico; mas agora, e de modo ainda mais explícito, a conexão com artistas de referência estende-se às figuras e poses inspiradas em Vermeer, Rubens ou Poussin (veja-se, por exemplo, o guache Sem título que serviu de matriz para As núvens, 1990). E torna-se igualmente claro o diálogo enriquecedor que estabelece com a obra de Paula Rego, com quem manteve uma longa relação de amizade.

estrés.

 

(Del ingl. stress).

 

1. m. Med. Tensión provocada por situaciones agobiantes que originan reacciones psicosomáticas o trastornos psicológicos a veces graves. DRAE.

  

San Roque, Martires del compás

 

A volte, quando mi gira male e continuo a lambiccarmi il cervello senza arrivare da nessun'altra parte che non sia farmela girare ancora più male, mi è utile fare questo giochino dello scrivere le prime parole che mi vengono in mente (pensarle non basta).

Alcuni vanno a fare una passeggiata, altri ci dormono su, certuni amano rompere le cose per sfogarsi, io nella scrittura di semplici parole trovo ristoro mentale e psicologico... a ognuno il suo.

Così, dato che stasera è una di quelle sere lì, metto giù una serie di parole che, manco a dirlo saranno cento. (di solito ce ne vogliono un po' di più però...)

 

1. Ablegazione

2. sollùcchero

3. cellule staminali

4. proficuo

5. gentleman

6. circumnavigazione

7. pusillanime

8. stereotipati

9. cineasta

10. Gennaro

11. crisalide

12. ovomaltina

13. bricolage

14. centerzo

15. caminetto

16. butterato

17. caviglia

18. sant'uomo

19. destabilizzante

20. fertilizzante

21. agonizzante

22. quadrato

23. congiuntivite

24. orologio

25. borsa della spesa

26. mattone

27. capriolo

28. zavorra

29. zucchine

30. dromedario

31. quadernoaquadretti (tuttoattaccato)

32. ginestra

33. nebulizzante

34. quindi

35. alcalino

36. biodegradabile

37. violoncello

38. urina

39. tema

40. lambascione

41. ionoforesi

42. cure termali

43. entropico

44. minestrina

45. fluoro

46. scudiscio

47. palizzata

48. prima o poi

49. zappa

50. annoverato

51. esogeno

52. catapulta

53. barchetta

54. indicazione

55. pollice

56. agenda

57. brioche

58. zanna bianca

59. travi a vista

60. impollinazione

61. giumenta

62. biscazziere

63. passaparola

64. cupido

65. enfasi

66. zio

67. Euripide

68. calorifero

69. grappolo

70. humus

71. giapponeseria

72. fogliaceo

73. Guatemala

74. lattoniere

75. apostrofo

76. clip

77. non c'è trippa per gatti

78. panegirico

79. furetto

80. aplomb

81. vattelappesca

82. cuscino

83. rastrello

84. grimaldello

85. ma che bello

86. ehi

87. judo

88. nicchia

89. capricorno

90. fagiano

91. bottiglietta da mezzo litro

92. scottex

93. piastrella

94. bagnino

95. popcorn

96. cannocchiale

97. opulento

98. Messina

99. impreziosito

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27 DE AGOSTO DE 2012 (Segunda Feira) – DIA DO PSICÓLOGO

Minha graduação!

Minha história!

Minha paixão!

Meu sofrimento!

Meu choro!

E meu crescimento!

 

“Quem olha para fora SONHA,...Quem olha para dentro ACORDA”

(Carl Gustav Jung)

 

Uma foro especial para comemorarmos o Dia do Psicólogo!

Pois é tempo de comemorar...

Tempo de refletir...

Tempo de fotografar (internamente)...

Tempo de escrever ...

Tempo de atravessar...

TEMPO DE TRAVESSIA...

...E, SE NÃO OUSARMOS FAZÊ-LA, TEREMOS FICADO À MARGEM DE NÓS MESMOS!!!

 

Então vamos cantar...

“Se eu quiser falar com Deus,

Tenho que ficar a sós,

Tenho que apagar a luz

Tenho que calar a voz,

Tenho que encontrar a paz,

Tenho que folgar os nós,

Dos sapatos, da gravata,

Dos desejos, dos receios,

Tenho que esquecer a data,

Tenho que perder a conta,

Tenho que ter mãos vazias,

Ter a alma e o corpo nus...”

(Gilberto Gil – 1980)

 

E "na travessia" vou percebendo que para TUDO há um tempo...

 

Há um tempo em que aprendemos que NÃO mais "SOMOS", mas “ESTAMOS”.

Assim, eu "ESTOU" Agnaldo, 49 anos (recentes), sexo masculino, PSICÓLOGO (e comemoro todos os anos, os 6 anos de estudo), psicanalista, bancário, executivo, FOTÓGRAFO, pai e um eterno aprendiz.

 

Há um tempo que aprendemos que maturidade tem mais a ver com os tipos de experiência que tivemos e o que aprendemos com ela, do que com os aniversários que celebramos.

 

Há um tempo em que aspirina, dipirona, pantoprazol, paracetamol, orlistat, magnésia bisurada, entre outros, já não funcionam mais. E que não há “pílulas milagrosas”, e que precisamos de médicos, de regime e de exercícios!!!

 

Há um tempo em que o grau do óculos também faz aniversário. E aumenta na razão de um por ano.

 

Há um tempo que aprendemos a usar o poder que temos. Formar campos sutis de proteção, utilizando nosso poder mental e nossa energia magnética. Desta forma passamos a ter uma vida mais confortável em razão da proteção espiritual que passamos a desenvolver com naturalidade, sem rituais ou amuletos.

 

Há um tempo que você aprende a diferença, a sutil diferença, entre dar um abraço, estender a mão, EDUCAR e acorrentar uma alma. E você aprende que amar não significa apoiar-se, e que companhia nem sempre significa segurança.

 

Há um tempo que aprendemos que nunca se deve dizer a uma criança que sonhos são bobagens (poucas coisas são tão humilhantes e seria uma tragédia se ela acreditasse nisso).

 

Há um tempo que aprendemos que beijos não são contratos, que olhares são diferentes de olhos e que presentes não são promessas.

 

Há um tempo que ficamos "orfãos" de nossos filhos.

 

Há um tempo que começamos a aceitar nossas derrotas com a cabeça erguida e olhos adiante, com a graça da maturidade adulta e a alegria da aprendizagem de uma criança, pois tudo na vida pode ser começado de novo para que a lei do progresso e de aperfeiçoamento se cumpra em todas as direções.

 

Há um tempo que aprendemos a construir nossas estradas no hoje, porque o terreno do amanhã é incerto demais para os planos, e o futuro tem o costume de cair em meio ao vão.

 

Há um tempo que conseguimos perceber que de todas as grandezas deste mundo; dentre todas as belezas que nos encantam; não há nada mais puro e tão belo, que a gota de orvalho em uma flor, a onda que se quebra na praia, o Sol que nos convida a um novo dia ou o simples sorriso (ainda que banguela) de uma criança: um gesto espontâneo e inocente, que conquista o coração de tanta gente; que desarma qualquer valente! Aprendemos a ver uma ruína (foto) como parte de uma história que se transforma e será "input" a um novo estágio de evolução.

 

Há um tempo que aprendemos que o sol queima se ficarmos expostos por muito tempo. E aprendemos que não importa o quanto nos importamos com isto, algumas pessoas simplesmente não se importam. E há outras que nem sabem o que é aquecimento global.

 

Há um tempo que ACEITAMOS que não importa quão boa seja uma pessoa, ela vai nos ferir de vez em quando e vamos precisar PERDOA-LA por isso.

 

Há um tempo em que entendemos uma parte do sermão, ainda que seja uma única: “Bem aventurados os puros de coração, pois verão a Deus”. E então começamos a nos burilar. Aprendemos que a pureza do coração não se adquire de uma hora para outra. Vizualizamos que a “viagem” é mais longa do que pensamos e que ela é resultante de séculos de aperfeiçoamento íntimo. Contudo nos sentimos encorajados a começarmos um novo tempo:

Tempo de conversar (mas não criticar).

Tempo de comentar (mas cuidar para não demonstrarmos segundas intenções ou malícias).

Tempo de relatar (mas sem ironias e sem preconceitos)

Tempo de educar (mas sendo um facilitador, não agredindo o outro).

Tempo de ensinar (mas tomando TODOS os cuidados para não violentar a cultura e a personalidade do outro).

Tempo de ajudar (sem humilhar).

Tempo de conhecer (sem ostentação).

Tempo de aconselhar (mas não obrigar).

Tempo de perdoar (mas de não se impor).

Tempo de estar disponível e atender (procurando não se irritar).

Tempo de dirigir (tomando todas as precauções para não tiranizar).

Tempo de SOFRER POSITIVAMENTE (e não reclamar).

Tempo de vencer (e enaltecer o vencido).

Tempo de AMAR (mas não condicionar o amor dado).

 

Há um tempo que aprendemos que FALAR pode aliviar dores emocionais e que OUVIR pode salvar vidas. Por isso agradeço a DEUS, ter me concedido a oportunidade de estudar PSICOLOGIA.

 

Há um tempo que percebemos que, NA VERDADE, não fotografamos o exterior. Em um determinado “clique” vizualizamos, em insight, que projetamos, focamos e “clicamos” nossos INTERIORES no objeto fotografado.

 

Há um tempo que descobrimos que se levam ANOS para se construir confiança e apenas SEGUNDOS para destruí-la, e que você pode fazer coisas em um INSTANTE das quais se arrependerá pelo RESTO DA VIDA.

 

Há um tempo que aprendemos que verdadeiras amizades continuam a crescer mesmo a longas distâncias. E o que importa não é o QUE você tem na vida, mas QUEM você tem na vida.

 

Há um tempo que aprendemos que não temos que mudar de amigos, mudar de equipe de trabalho, mudar de religião, mudar nossos pais, cônjuges e filhos, se COMPREENDERMOS que cada um tem o seu tempo e que eles mudam. Percebemos então que nós (pais e filhos, amigos, namorados, casal) podemos fazer qualquer coisa, ou NADA e termos BONS MOMENTOS JUNTOS.

 

Há um tempo que você descobre que as pessoas com quem você mais se importa na vida passam para a “outra vida” muito depressa. Por isso sempre devemos deixar as pessoas que amamos com palavras amorosas (pode ser a última vez que as vejamos).

 

Há um tempo que você aprende que há mais dos seus pais em você do que você supunha. E que há menos, em seus filhos, do que você desejaria.

 

Há um tempo que aprendemos sobre carma, psicose, neurose, traumas infantis, herança genética, doenças congênitas, hereditariedade, “resgate de dívidas”, expiações, condicionamentos, influências familiares e sociais, obsessões, etc...mas que, acima de tudo, NÓS SOMOS RESPONSÁVEIS POR NÓS MESMOS.

 

Há um tempo que começamos a aprender que não devemos nos comparar com os outros, mas com o melhor que podemos ser. Aprendermos a fazer a nossa história. Descobrimos que se leva muito tempo para se tornar a pessoa que gostaríamos de ser, e que o tempo é curto.

 

Há um tempo que você aprende que não importa onde já chegou, mas onde está indo. Você também aprende que se você não sabe para onde está indo, qualquer lugar serve. Aprende que, ou você controla seus atos ou eles o controlarão. Aprende que ser flexível não significa ser fraco ou não ter personalidade, pois não importa quão delicada e frágil seja uma situação, sempre existirão dois lados.

 

Há um tempo que vemos o próximo como HERÓI. Aprendemos que heróis são pessoas que fizeram o que era necessário fazer, enfrentando as conseqüências. Aprendemos que paciência requer muita prática.

 

Há um tempo que descobrimos que, algumas vezes, a pessoa que esperamos que nos “chute” quando estivermos caindo é uma das poucas que nos auxiliam a levantar.

 

Há um tempo que se aprende que quando se está com raiva temos o direito de estar com raiva, mas isso não nos dá o direito de sermos cruéis.

 

Há um tempo que (FINALMENTE) descobrimos e compreendemos que só porque alguém não nos ama do jeito que queríamos que nos amasse, não significa que essa pessoa não nos ama. Existem pessoas que nos amam, mas simplesmente não sabem como demonstrar ou viver isso.

 

Há um tempo que nem sempre é suficiente SER PERDOADO por alguém. Algumas vezes temos que aprender a NOS PERDOARMOS a nós mesmos. Aprendemos que com a mesma severidade com que julgamos, seremos, em algum momento, condenados. Aprendemos que não importa em quantos pedaços nosso coração foi partido. O mundo não vai parar para que possamos conserta-lo.

 

Há um tempo em que aprendemos que o tempo não é algo que possa voltar para trás. E que uma SEGUNDA FEIRA deve ser vivida com alegria, como início de de mais uma semana de trabalho. Consequentemente, a SANTA oportunidade de vivermos mais 5 dias de trabalho ao lado de nossos “companheiros de jornada”.

 

Há um tempo que aprendemos, nos finais de semana a plantar jardins, decorarmos nosso Espírito, ao invés de esperarmos que nos tragam flores.

 

Há um tempo que aprendemos que realmente podemos suportar... que realmente somos fortes, e que podemos ir muito mais longe depois de pensarmos que não poderíamos ir além daqui. Aprendemos que a VIDA TEM VALOR e que realmente nós TEMOS UM VALOR diante da vida.

 

“Se eu quiser falar com Deus,

Tenho que aceitar a dor,

Tenho que comer o pão,

Que o diabo amassou.

Tenho que virar um cão,

Tenho que lamber o chão,

Dos palácios, dos castelos

Suntuosos do meu sonho.

Tenho que me ver tristonho,

Tenho que me achar medonho,

E apesar de um mal tamanho

Alegrar meu coração”

(Gilberto Gil – 1980)

 

Há um tempo em que se aprende que “SER PSICÓLOGO” não é apenas uma profissão… mais uma missão… missão de existir para escutar, ajudar, animar, doar afeto, compreender, interpretar. E que não é, necessariamente, no ambiente clínico que tais fatos acontecem.

 

Há um tempo que você aprende que a profissão pode aniquilar o “ser humano” que está por detrás, o afastar, o desvalorizar, o impedir de falar, de gritar, de sentir, sofrer, rir e ser feliz. Você aprende que TODOS (inclusive nós, psicólogos); em momentos amargos, completamente iludidos; procuramos alguém para abrirmos nossa alma tão pobre de amor-próprio, tão sedenta de carinho, tão tosca como uma obra de arte desistida. Não é correto nem sensato pensar que um psicólogo tem problemas” (dizem e pensam alguns com quem já cruzei durante a "TRAVESSIA")… um psicólogo é como um caixeiro viajante que carrega em si o peso do mundo e com isso, mais a sua dor, caminha a paços cambaleantes e trôpegos, pelo mundo, onde nunca lhe é permitido errar, nem ser feliz. Com 49 anos e "estando" cada vez mais criança eu digo a eles (retromencionados), FELICIDADE haverá contudo, quando psicólogo formos por vocação, POR OPÇÃO, QUANDO NOS ENTREGARMOS TOTALMENTE ao outro, aceitando as pessoas como elas são. Quando de consciência se atua, ignoramos o próprio ser: se é feliz por tão só ver a felicidade dos outros, por fazer com que de uma ruína humana abandonada (METAFÓRICAMENTE REPRESENTADA NA FOTO), se construa um monumento triunfante, belo, equilibrado e enaltecido. Nossa FELICIDADE existe da comunhão com os outros, da entrega aos outros, da entrega total do amor que temos em nós.

 

Há um tempo, que percebemos a beleza INIGUALAVEL de falarmos com Deus!

 

“Senhor, Pai de todos nós,

Cristo Jesus, nosso Mestre,

Só você conhece em profundidade a criatura humana.

Só você é O verdadeiro Psicólogo.

Você penetrava, com facilidade na problemática profunda do ser, direcionando-se às causas essenciais que modelam a existência terrena.

O Seu olhar percuciente alcançava o cerne da criatura ali identificando os reais conflitos, a psicogênese dos disturbios emocionais e psiquicos que lhes diziam respeito, porque reconhecia no processo das múltiplas existências a causalidade dos acontecimentos na esfera física e no comportamento social.

Contudo, Senhor, aceite-me como seu ajudante.

Me proporcione a luz necessária para eu entenda as Tuas teorias, as Tuas técnicas, os Teus testes psicológicos.

 

E oriente-me para não errar.

E quando eu falhar (sei que isso acontecerá),

Envie seus emissários, seus Espíritos guardiões, seus Anjos protetores...

Que eles venham depressa Senhor, sanar o mal que causei..

E ensinar-me mais uma lição!

 

Dê-me um entranhado amor e respeito pela criatura humana: de corpo e Espírito.

Não permita que a rotina, o cansaço, e até mesmo as teorias psicanalíticas, behavioristas, cognitivas, entre tantas outras, torne-me frio e indiferente ao outro, que é o meu próximo.

 

Dê-me SUFICIENTE HUMILDADE para aceitar meus erros, perdoar as ofensas e atribuir TODOS OS ÊXITOS êxitos a você.

 

Que no fim de cada dia, ao fazer minha revisão, eu possa dizer em verdade:

“Hoje fiz tudo quanto dependeu de mim para ajudar ao meu irmão”.

 

Obrigado, Senhor, por mais este dia!

Obrigado Senhor, pelo Dia do Psicólogo!

 

“Se eu quiser falar com Deus,

Tenho que me aventurar,

Tenho que subir aos céus

Sem cordas pra segurar.

Tenho que dizer adeus,

Dar as costas, caminhar

Decidido, pela estrada”

(Gilberto Gil – 1980)

 

EXCELENTE SEGUNDA FEIRA - DIA DO PSICÓLOGO - A TODOS !!!

 

Agnaldo Pereira Miguel

 

Ampliación

 

"Suchitepéquez”

 

Tres mujeres y ocho hombres sindicados de violencia contra la mujer; violación, actividades sexuales remuneradas con personas menores de edad y trata de personas, fueron capturados en una serie de diligencias judiciales que el Ministerio de Gobernación realizó a través de nuestros expertos de la Subdirección General de Investigación Criminal (SGIC) de la Policía Nacional Civil (PNC) en coordinación con el Ministerio Público, en varios sectores del departamento de Suchitepéquez.

 

Los aprehendidos son:

1. Arístides Lorenzo Castillo López de 66 años.

2. David Gonzalo Riachuelos Arriaga de 34 años.

3. Adelina Osorio García de 51 años.

4. Manuel Jérez Lara de 34 años.

5. Daniel Eduardo Osorio Guillén de 30 años.

6. Bayron René López Túnchez de 24.

7. Danilo de Jesús Vásquez Vásquez.

8. Vicente Rafael Sánchez de León.

9. Jengly Marisol Osorio.

10. Glondi Fabiola López Castillo.

 

Mientras que Erick Francisco Mazariegos Castro de 43 años, guarda prisión en la cárcel para hombres de ese departamento por otro delito, donde fue notificado de ésta orden de aprehensión.

 

Según la información recopilada por nuestros investigadores de la PNC, en el año 2016 y durante 10 meses, las tres mujeres maltrataban física y psicológicamente a dos menores de edad, quienes además eran explotadas sexualmente.

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Hannibal Lecter es un célebre personaje de ficción, elaborado por el prosista estadounidense Thomas Harris, que se da a conocer en la novela Dragón Rojo (1981), continúan sus aventuras en El Silencio de los Inocentes (1988) (El Silencio de los Corderos en la versión cinematográfica de Jonathan Demme), para culminar en Hannibal (1999).

 

El erudito asesino doctor Lecter podría ser definido como un psiquiatra psicópata, genio desequilibrado que gusta de la gastronomía que, combinada con su canibalismo, provoca curiosas combinaciones como hígado acompañado de habas, el corazón o parte de los órganos de la región craneal, por ejemplo, de las víctimas que asesina.

 

Apodado Hannibal el Caníbal, en Dragon Rojo, Lecter pone a Francis Dolarhyde contra Will Graham y su familia; en El silencio de los inocentes Lecter ayuda a Clarice Starling, una agente del FBI a capturar a través de un perfil psicológico a un asesino en serie que despelleja a sus víctimas, apodado "Buffalo Bill", y en "Hannibal" el psiquiatra está fugitivo, pero su identidad es descubierta y vendida por el agente Pazzi a Mason Verger, la primera víctima de Lecter que sobrevivió y quiere vengarse de él.

 

Fuente: Wikipedia

 

Museo de Cera. Ciudad de México.

MSF está respondendo às enchentes que assolaram Alagoas.

 

A organização está oferecendo apoio psicológico à população, monitorando a situação de água e saneamento, acompanhando o surgimento de casos de doenças como leptospirose e, nos próximos dias vai começar a distribuir kits para higienização de latrinas, 3 mil kits de primeira necessidade e outros 3 mil kits de higiene.

 

Apoie. Doe Agora: ssl-w03cnn0394.websiteseguro.com/msf2/Alagoas/?mktcode=A0...

Santa Bibiana (Bernini)

Santa Bibiana è una statua di Gian Lorenzo Bernini (marmo, 191 cm, Roma, chiesa di Santa Bibiana) realizzata dall'artista tra il 1624 e il 1626 su commissione di papa Urbano VIII, che lo aveva inoltre incaricato di ricostruire l'omonima chiesa dedicata alla santa, ove l'opera è tuttora collocata.

 

Nel 2018, a seguito di un trasloco è stata danneggiata nell'anulare della mano destra

Descrizione

La statua di santa Bibiana è la prima di una lunga serie di opere a tema sacro commissionata al Bernini con l'intento di far meditare i fedeli sul significato del martirio. La scultura si trova, infatti, all'interno di una nicchia posta nell'altare centrale, contenente le reliquie della santa titolare, della madre Drafusa e della sorella Demetria, anche loro martirizzate.

 

Bernini rappresenta Bibiana nell'attimo precedente al martirio, dando massimo rilievo alla sua tensione psicologica. A differenza però di altre opere dello scultore, in questo caso il turbamento interiore della donna non è reso con accentuate torsioni o pose dinamiche, in quanto la figura appare statica, dritta in piedi appoggiata alla colonna del martirio, con una leggera torsione del busto rispetto alle gambe, una mano aperta verso l'esterno e l'altra a tenere la palma del martirio, la testa e lo sguardo (simile a quello delle sante di Guido Reni) rivolti in alto, nella cui direzione, sul soffitto, è affrescata l'immagine di Dio Padre.

 

Tuttavia la drammatica agitazione di Bibiana è ravvisabile nelle increspature delle vesti scosse dal suo incontenibile sgomento, magnifico esempio di virtuosismo barocco, che in parte contrastano con la relativa compostezza della figura. La complessità dell'esperienza spirituale vissuta dalla santa è evidente anche dal suo volto, rapito in espressione mistica, che rende perfettamente il trasporto interiore della protagonista.

 

Infine la scelta di inserire la statua di marmo bianco dentro una piccola nicchia scura consente di distinguere l'immagine della santa collocandola in un ambiente distinto dal resto della chiesa, avvolto in una luce più tenue, che crea un gioco di penombre in grado di dare maggiore risalto alle sinuose pieghe dei panneggi.

Da Wikipedia, l'enciclopedia libera.

foto d'anonimo;

Gian Lorenzo Bernini;

Raccolta Foto de Alvariis;

faizakhalida.blogspot.com.br/2003/10/os-problemas-ocasion...

 

"Consequências do Preconceito

  

Quem pratica o preconceito pode até achar essa palavra comum e não se importar com o que ela pode causar a quem o sofre.

  

A maioria das vítimas tentam suicídio, se escondem, se calam, vivem num mundo de transtorno, causando uma deterioração a saúde física e mental".

  

Quando eu comecei a trabalhar em Belford Roxo dando aulas na Escola Municipal São Bento no início do ano em 1995 após ser aprovada no concurso público do município, era muito difícil trabalhar, eu não conseguia nem mesmo circular pela escola devido as manifestações de hostilidade com relação a minha sexualidade. Era um ambiente extremamente hostil comigo porque as pessoas me consideravam homossexual e se manifestavam com preconceito. Eu ouvia inclusive durante as aulas ofensas por parte dos alunos da escola, eu recebia apelido, dava aulas sendo chamada de viado conforme informei à administração pública municipal em processos de 2003. Era alvo de chacotas não apenas dos alunos, outros profissionais da escola riam de mim, me chamavam por apelido, debochavam, ridicularizavam, compactuavam e faziam parte daquela realidade. Por muitos anos eu conseguia heroicamente enfrentar essa situação, mas chegou um momento em que o meu estado mental foi sendo fragilizado apresentando sintomas depressivos, principalmente no período após eu começar a ser tratada mal pela diretora Vera Lúcia Castelar (mat. 53165) da Escola Municipal São Bento ostensivamente. Eu era todos os dias chamada à sala da direção. Nada estava bom com o meu trabalho. Tudo o que eu fazia era considerado um lixo. As exigências e as responsabilidades eram muitas. Eu tinha que refazer o ponto equivocadamente todos os dias em que a diretora se encontrava na escola. Ela se recusava a entender até que a coordenadora do turno da noite Iranildes havia trocado o meu dia da terça-feira para a sexta-feira para que houvesse aluno na escola nesse dia à noite já que antes a escola ficava vazia; porque eles preferiam ficar "curtindo" na praça do Wona. Eu era acusada dia a dia de ser uma péssima profissional pela diretora Vera Lúcia. A diretora me culpava até do preconceito que eu sofria na escola e, por fim, com o apoio da Subsecretária de Educação Rosângela Maria Gonçalves de Oliveira não aceitou mais a minha presença na escola municipal São Bento onde eu trabalhava por quase 8 anos.

  

FOTO: diretora municipal de Belford Roxo

 

Vera Lúcia Castelar

  

Eu trabalhava em sala de aula com pessoas entrando dentro da escola me jogando coisas. Muitas pessoas jogavam coisas para me acertar pelo lado de fora da escola. Muitas entravam dentro da escola para me agredir: me jogavam pedras, lama, cocô ... banho de terra conforme relatei em processos administrativos de 2003 arquivados pela Procuradoria Municipal de Belford Roxo. Quando a diretora entrava na sala de aula e via essa situação humilhante acontecendo, ela parava de falar, virava as costas e ía embora como se nada estivesse acontecendo. Quando eu pedia um posicionamento da diretora Vera, ela me dizia que aquilo acontecia por causa do meu jeito de ser. Aquilo parecia ser normal para a direção ou aquilo era exatamente o que a direção desejava que ocorresse.

  

Escola Municipal São Bento

 

em Belford Roxo

  

Uma equipe de aproximadamente 8 supervisores da Secretaria Municipal de Educação de Belford Roxo (SEMED) chegou a determinar que fossem colocadas proteções de madeira nos buracos das paredes em sala de aula da Escola Municipal São Bento devido a essas situações de constrangimento que ocorriam. Pena que isso só foi feito depois que eu fui obrigada, chantageada e coagida a sair desta escola.

  

Síndrome depressiva e depressão bipolar

  

PARTE DO PROCESSO DE 2003 escrito à mão COM ASSINATURA E MATRÍCULAS MUNICIPAIS

 

"... MINHA TRISTEZA CADA DIA MAIS AUMENTA. Peço a Prefeitura que custeie para mim um tratamento Psicológico e Psiquiátrico pois sei que não me encontro mais, depois de tudo isso, no meu senso normal e em condições de desempenhar minhas funções equilibradamente. Inúmeras as vezes em que chorei e que passo meus dias lembrando e relembrando esses tristes episódios que não consigo mais tirá-los da minha cabeça sentindo um vazio muito grande que não sei explicar. Por Jesus Cristo preciso de ajuda médica".

  

Xxxxxx Fagundes Coutinho

 

Professorx de língua inglesa

 

5508 e 14725

  

PARTE DO PROCESSO DE 2003 escrito à mão COM ASSINATURA E MATRÍCULAS MUNICIPAIS. "... Peço a Prefeitura que custeie para mim um tratamento Psicológico e Psiquiátrico pois sei que não me encontro mais, depois de tudo isso, no meu senso normal ..." de Ruim no Psicológico .por PRECONCEITO, BULLYING, INJUSTIÇA

  

Eu também informei a Prefeitura Municipal de Belford Roxo através de processos administrativos em 2003 que eu não me encontrava bem de saúde, tinha problemas, fazia uso de remédios para doença mental, precisava de ajuda psiquiátrica e psicológica, tudo isso de forma escrita, muito confusa e muito abatida. Mostrei nesses processos administrativos inclusive o relato do atendimento da emergência do Centro Psiquiátrico do Rio de Janeiro realizado em mim em 2003. Neste relato, o médico, que me atendeu na urgência, manifestava a necessidade de tratamento, acompanhamento psiquiátrico e a presença de doença mental.

  

EMERGÊNCIA NO CENTRO PSIQUIÁTRICO DO RIO DE JANEIRO - 10/07/2003

  

O Formulário de Referência do Centro Psiquiátrico do Rio de Janeiro consta de processos administrativos de 2003 da professora Faiza Khálida arquivados pela Procuradoria Municipal de Belford Roxo. from Ruim no Psicológico .por PRECONCEITO, BULLYING, INJUSTIÇA

  

A doença mental informada e o relato médico informados nesses processos foram sempre ignorados pela Procuradoria Municipal de Belford Roxo e a Secretaria Municipal de Educação.

  

NECESSIDADE DE TRATAMENTO PSIQUIÁTRICO 17/07/2003

  

MÉDICA PSIQUIATRA TÉCNICA DO SUS SOLICITA TRATAMENTO AMBULATORIAL PSIQUIÁTRICO EM 17/07/03 PARA A PROFESSORA TRANSEXUAL FAIZA KHÁLIDA DA REDE MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO DE BELFORD ROXO. de Ruim no Psicológico .por PRECONCEITO, BULLYING, INJUSTIÇA

  

Mesmo anos depois, cada fato do presente em um determinado momento no meu trabalho de professora em Belford Roxo estava ligado na minha mente a cada fato do passado realizado durante o meu trabalho profissional no município. Era como se as duas realidades fossem uma coisa só, as situações se repetiam.

  

Violencia Psicológica - Sequelas - Falta de disposição para realizar tarefas / Medo de enfrentar desafios / Raiva alimentada por si próprio / Tentativa de suicídio / Descrença em seu desempenho pessoal / Depressão permanente

   

Quando a subsecretária de educação Rosângela Maria Gonçalves de Oliveira me disse que eu iria morrer em 2002, eu acreditava que iria tomar um tiro, assim como eu passei a acreditar que eu estava marcada para ser executada a tiro quando a orientadora pedagógica Conceição (Maria da Conceição da Silva Pereira) me disse que eu tomaria um tiro dentro da sala dela na Escola Municipal Jorge Ayres de Lima em 2007.

  

FOTO: orientadora pedagógica Conceição

 

(Maria da Conceição da Silva Pereira)

  

faizakhalida.blogspot.com.br/2008/07/gestores-educacionai...

  

A partir do instante em que a orientadora Conceição me falou que eu ía morrer em 2007, eu não conseguia mais me dedicar adequadamente, planejar aulas, dar aulas, pensar mais no futuro. Eu acreditava que eu era uma mártir, que eu era uma pessoa que já estava no fim da minha vida. Eu acreditava que o fim da minha vida já havia sido determinado e que eu nada poderia fazer quanto a isso. A minha realidade passou a ser outra diante dessa sentença de morte.

  

DECLARAÇÃO MÉDICA

 

20/08/2007 - A Sra Faiza Khálida apresentava tristeza, falta de prazer nas atividades, choro fácil, irritabilidade, impaciência com os alunos (era professora), insônia, ansiedade, cefaleias frequentes E DIFICULDADES PARA CUMPRIR SUAS TAREFAS NO TRABALHO

 

(Isabela Vieira - Médica - CRM 52 68631-0)

  

20/08/2007 - A Sra Faiza Khálida apresentava tristeza, falta de prazer nas atividades, choro fácil, irritabilidade, impaciência com os alunos (era professora), insônia, ansiedade, cefaleias frequentes E DIFICULDADES PARA CUMPRIR SUAS TAREFAS NO TRABALHO de Ruim no Psicológico .por PRECONCEITO, BULLYING, INJUSTIÇA

  

Muita coisa aconteceu depois disso na minha mente e no meu psicológico a partir daquele fato em 2007.

 

Em um dia em 2002 que eu estava diante da subsecretária de educação Rosângela Maria Gonçalves de Oliveira na Secretaria Municipal de Educação de Belford Roxo e ela me disse que poria um fim na minha vida, eu vi a manifestação plena do mal em um ser humano.

 

A Subsecretária de Educação Rosângela Maria mostrava que me odiava, que deseja o pior para mim. Ela fez o que pôde para que eu eu trabalhasse no lugar mais longe da minha residência, onde eu enfrentaria maior dificuldade para chegar à escola e consequentemente fosse mais difícil a realização do meu trabalho. Esse lugar era Nova Aurora.

 

A Subsecretária de Educação Rosângela Maria Gonçalves de Oliveira fez questão de me dizer que a partir daquele instante em 2002 eu teria de ser perfeita para continuar a ser professora porque se eu cometesse qualquer errinho que fosse, ela teria o motivo que desejava para que eu perdesse o meu emprego, fosse demitida e além disso, nunca mais arrumasse emprego em lugar nenhum. Ela queria me ver arruinada para sempre.

 

FOTO:

 

subsecretária de Educação de Belford Roxo

 

Rosângela Maria Gonçalves de Oliveira

  

Após a ameaça de morte e ruína completa da Subsecretária de Educação Rosângela Maria Gonçalves de Oliveira, eu não morri fisicamente, morria psicologicamente, mas um professor da Escola Municipal São Bento que tornou público o que a Subsecretária de Educação Rosângela Maria e a diretora da escola Vera Lúcia Castelar (mat. 53165) faziam comigo naquela época, inclusive a ameaça de morte, e também através de reuniões na escola e abaixo-assinado contra o preconceito, foi assassinado com tiros.

 

Quando esse professor, que era homossexual, foi assassinado, eu fui informada de que eu não deveria ir ao enterro dele, pois eu poderia ser assassinada também se fosse.

 

A Subsecretária de Educação Rosângela Maria não conseguindo me enviar para o lugar que ela dizia ser o fim do mundo para mim, me colocou em uma matrícula na Escola Municipal Jorge Ayres de Lima, onde havia o caso de outro professor que era homossexual, que penava, surtava e foi assassinado.

  

Chegando na Escola Municipal Jorge Ayres de Lima, eu trabalhava em situação de regência humilhante. Era anunciada na unidade escolar da rede de educação de Belford Roxo como o professor tapa-buraco, que não tinha diário nem poderia reprovar. Tinha de entrar e sair das turmas sem hora certa, mal começando ou cortando o assunto, colocando em descrédito tudo o que eu fazia. Eu tinha de dar aulas para crianças do antigo nível "primário" em que eu não tinha especialização. Tinha de dar aulas de matemática, estudos sociais, ciências também sem ter formação e em desvio de função. Também tinha de dar aulas de história que deveriam ser dadas pelo posterior diretor da escola municipal Jorge Ayres de Lima José Carlos Neto Filho (matrícula 11/05236). Permanecia 6 tempos de aula na pior turma da escola em que todos os professores faltavam quando a carga horária da minha disciplina era de apenas 2 tempos SEMANAIS. Era como se eu desse 3 semanas de aulas em um único dia. Eu surtava na sala de aula.

  

A Secretária de Educação seguinte Maíses Rangel Suhett pôs um fim a processos administrativos onde eu pedia justiça pelo preconceito que eu passei, que teve como "pano de fundo" um relatório mentiroso e discriminatório elaborado pela diretora da escola Vera Lúcia Castelar (mat. 53165). A Secretária de Educação Maíses disse que o relatório técnico havia sumido dentro da Secretaria Municipal de Educação em Belford Roxo, logo segundo ela o relatório técnico da diretora Vera Castelar de 2002 era inexistente, consequentemente nada seria feito; e disse também que eu era um homossexual estigmatizado. Foi a segunda vez que documentos sobre mim foram extraviados ou desapareceram no âmbito da secretaria municipal de educação de Belford Roxo. O meu planejamento que eu havia entregado na Escola Municipal São Bento juntamente com a professora Rosemar, de ciências, nas mãos da orientadora pedagógica Fátima já havia sumido na escola municipal São Bento, sendo registrado falsamente como inexistente no relatório técnico discriminatório da diretora Vera de 2002. A própria professora Rosemar de Ciências, muito indignada na época, indagou a orientadora pedagógica Fátima, na escola, por que ela fez essa sacanagem comigo confirmando a mentira no relatório técnico da diretora Vera de que eu não havia entregado o planejamento, se ela mesma imprimiu o planejamento para mim e viu eu o entregando juntamente com ela em mão à orientadora Fátima. Em 2009, ofício sobre mim também foi extraviado na secretaria municipal de educação de Belford Roxo.

  

faizakhalida.blogspot.com.br/2009/05/extavio-de-oficios-e...

  

FOTO: Secretária Municipal de Educação de Belford Roxo

 

Maíses Rangel Suhett

  

Para dizer que os problemas ocasionados pelo relatório mentiroso e discriminatório haviam sido resolvidos, a Secretária Municipal de Educação Maíses Rangel Suhett justificou que eu era homossexual. A Secretária de Educação Maíses afirmou erradamente a minha realidade. A minha realidade era feminina e transexual. Eu me encontrava realizando alterações bioquímicas e hormonais no meu organismo em processo transexualizador. Já havia inclusive passado mais de 7 meses que eu havia me submetido a uma cirurgia de adequação sexual chamada por um procurador de Belford Roxo como mudança de sexo.

 

Também para justificar os problemas ocasionados a mim por este relatório técnico, a secretária de educação Maíses disse que eu sentia o estigma da homossexualidade. A secretária de educação Maíses justificou erradamente a minha realidade. Na realidade eu não tinha as minhas condições emocionais, psicológicas e mentais inclusive para exercer a minha atividade profissional precisando de tratamento psiquiátrico e psicológico desde 2002.

  

17/07/2003

 

- DIAGNÓSTICO SINDRÔMICO - SÍNDROME DEPRESSIVA

 

(Rosângela Ribeiro da Silva

 

- CRM 52 56514-3)

  

SEGUNDA FOLHA DO REGISTRO DO CAPS DE DUQUE DE CAXIAS (17/07/2003) MEDICAMENTO DOSE DIÁRIA - DIAGNÓSTICO SINDRÔMICO - ENCAMINHAMENTO - ASSINATURA DA MÉDICA PSIQUIATRA TÉCNICA - CRM E CONFERÊNCIA COM O DOCUMENTO ORIGINAL. ADOECIMENTO PSÍQUICO FAIZA KHÁLIDA. de Ruim no Psicológico .por PRECONCEITO, BULLYING, INJUSTIÇA

     

7 meses após a minha cirurgia de correção sexual e tendo uma vagina, a secretária de Educação Maíses Rangel Suhett dizia em processo em julho de 2005 que eu era o professor homossexual demonstrando total desconhecimento, total equívoco ou total desrespeito a minha identidade de gênero e ao meu sofrimento e a minha aflição de ser tratada no trabalho no gênero masculino.

  

"QUANDO A DIFERENÇA NÃO PRODUZ UMA DIFERENÇA NO OLHAR A EXCLUSÃO DA ESCOLA DÁ LUGAR À EXCLUSÃO NA ESCOLA".

  

A Secretária de educação de Belford Roxo Maíses Rangel Suhett disse em processos que eu havia comparecido na secretaria de educação e havia dito que os problemas ocasionados a mim pelo relatório técnico da diretora Vera Lúcia Castelar de 2002 foram resolvidos com a minha transferência para uma outra unidade escolar. Ela mentiu. Eu não falei isso. Eu fui obrigada, chantageada, ameaçada e coagida pela subsecretária de educação Rosângela Maria Gonçalves de Oliveira a nunca mais pisar na Escola Municipal São Bento onde eu dava aulas por mais de 7 anos, tendo 2 matrículas, caso contrário esse relatório técnico seria usado para acabar com a minha vida. Esses problemas e esses traumas ocasionados pelo relatório técnico discriminatório e os procedimentos administrativos discriminatórios decorrentes deste relatório técnico nunca foram resolvidos. A decisão de me excluir daquela escola municipal de Belford Roxo foi da Subsecretária de Educação Rosângela Maria Gonçalves de Oliveira e da diretora da escola Vera Lúcia Castelar contra a minha vontade e contra a vontade daqueles que denunciavam o preconceito até na forma documental de abaixo-assinado entregue na secretaria municipal de educação de Belford Roxo. Os problemas ocasionados pelo relatório técnico da diretora Vera Castelar sobre o meu desempenho em 2002 nunca foram reconhecidos pela Secretaria de Educação e pela Procuradoria Municipal de Belford Roxo.

 

Quase cinco anos depois eu fui novamente ameaçada de morte, desta vez pela orientadora pedagógica Conceição na Escola Municipal Jorge Ayres de Lima que me disse que eu tomaria um tiro, depois disso nada foi como antes.

  

Escola Municipal Jorge Ayres de Lima

 

em Belford Roxo

   

Muita coisa aconteceu depois disso na minha mente e no meu psicológico, muita coisa era realmente real, muita coisa era irreal e sobrenatural.

    

Essas experiências me tiraram completamente dessa realidade que me ocorria e que eu já não conseguia suportar. A minha mente não tinha mecanismos para enfrentar essa situação apresentando inclusive depressão, comportamento delirante persecutório e sintomas psicóticos observando piora de quadro psiquiátrico e agravamento dos sintomas durante meu período laboral no quadro de servidora pública da Prefeitura Municipal de Belford Roxo com posterior diagnóstico de Transtorno Bipolar.

  

(Faiza Khálida Fagundes Coutinho - Prefeitura Municipal de Belford Roxo, matrículas 5508 e 14725, Identidade 09089680-4, CPF 024114147-81)

  

Bendito é o preciosíssimo sangue do Senhor Jesus Cristo.

  

Jesus é o caminho.

  

Louvado seja o Senhor Jesus Cristo para sempre.

  

1- Em 2002 eu passei a ter depressão E DEPOIS A FAZER USO DE REMÉDIOS PSICOTRÓPICOS PARA TRABALHAR após ser ameaçada de morte pela subsecretária municipal de Educação de Belford Roxo e impedida de chegar a 100 metros da escola municipal em que eu sofria preconceito.

  

2- Relatório técnico usado para me ameaçar e tratar com discriminação elaborado pela diretora da escola municipal em que eu lecionava por quase 8 anos sumiu e foi anunciado como se não tivesse existido.

  

3- Em 2007 fui ameaçada de morte novamente em meu trabalho de professora da rede educacional de Belford Roxo pela orientadora pedagógica que me dizia que eu não poderia ser professora da escola municipal por ser transexual.

  

4- Em processo administrativo de 2003 eu pedi para que a Prefeitura Municipal de Belford Roxo custeasse um tratamento Psicológico e Psiquiátrico para mim alegando que eu não me encontrava mais depois de tudo que havia passado no serviço público da rede de educação em condições de desempenhar minhas funções equilibradamente, mas eu não fui atendida. No mesmo parágrafo do processo de 2003 arquivado pela Procuradoria do Município, eu registrei " que inúmeras vezes me encontrava chorando e relembrando esses tristes episódios no trabalho que não conseguia mais tirá-los da minha cabeça sentindo um vazio muito grande e outros sintomas psiquiátricos que não conseguia explicar pedindo em nome do Senhor Jesus Cristo ajuda médica ".

  

5- Em 1/10/2005 o Jornal O DIA informava na sua reportagem que eu havia começado a tomar hormônios em 2002 e a fazer procedimentos como o laser, que eu enfrentava um processo transexualizador e que eu necessitava inclusive da adequação burocrática e administrativa. O jornal O DIA também informava que eu fazia acompanhamento com psicólogos e tomava remédios como calmantes e antidepressivos por determinação médica.

  

6- Procurador de Belford Roxo da Comissão de Inquérito Administrativo Disciplinar se negava tomar conhecimento de que eu passava preconceito, constrangimento, ameaça e não conseguia mais trabalhar. Disse que tinha mais o que fazer. Outro procurador mentiu dizendo que eu recebi cópia de processo.

  

7- Os meus 2 aparelhos portáteis que eu utilizava para dar aulas sumiram nas 2 escolas municipais de Belford Roxo ao mesmo tempo.

  

8- Meu quadro de adoecimento psíquico e mental era ignorado em relatórios técnicos e avaliações sobre mim na Secretaria de Educação e Procuradoria Municipal de Belford Roxo.

  

9- Secretaria de Educação e Procuradoria Municipal de Belford Roxo abafavam o problema da discriminação.

  

10- A minha presença em escolas era condenada e julgada por pessoas religiosas e interpretações bíblicas.

  

PARTE 1

  

11- Em maio de 2008 a médica psiquiátrica verificou que dificilmente haveria SOLUÇÃO do meu QUADRO DE DEPRESSÃO porque NÃO HAVIA RESOLUÇÃO DOS PROBLEMAS SOCIAIS referentes ao meu trabalho que me estressavam.

  

12- Procurador de Belford Roxo LORIVAL ALMEIDA DE OLIVEIRA mentiu dizendo que eu havia recebido cópia de processo para ter como me defender. Na ESCOLA MUNICIPAL JORGE AYRES DE LIMA não me deram cópia de nada e de nenhum processo. Não me deixaram ler o processo ou tirar cópia dele.

  

13- Orientadora se mobilizava para me tirar de escola municipal de Belford Roxo e me prejudicava. Vivência da exclusão e do isolamento.

  

14- Funcionários públicos municipais de Belford Roxo desrespeitavam a identidade de gênero de transgêneros, travestis e transexuais.

  

15- Mais um evento traumático comigo ficou impune devido ao meu estado de abatimento, apatia e inércia. Eu fui retirada à força de dentro do banheiro feminino da Prefeitura e jogada no chão da escada por aproximadamente 8 guardas-municipais a mando do subsecretário Paulo Allevato.

  

16- Em 2009, o subsecretário municipal de Educação de Belford Roxo Miguel de Sousa Ramiro que prometeu mandar a minha frequência pelo período coberto pelo LAUDO MÉDICO PSIQUIÁTRICO, 2 semanas depois disse para mim que havia esquecido de tudo inclusive do MEU LAUDO MÉDICO mediante a pressão do supervisor educacional, consultor e assessor jurídico Jorge Silva (mat. 54368). OFÍCIOS REFERENTES A MIM FORAM EXTRAVIADOS NA SEMED (secretaria municipal de educação de Belford Roxo).

  

17- A PREFEITURA MUNICIPAL DE BELFORD ROXO, A PROCURADORIA MUNICIPAL E A SECRETARIA DE EDUCAÇÃO NUNCA ADMITIAM EM PUNIÇÃO, OCORRÊNCIA, RELATOS, RELATÓRIOS, PROCEDIMENTOS ADMINISTRATIVOS E INQUÉRITOS, INCLUSIVE OS QUE ME DEMITIRAM DEFINITIVAMENTE DO FUNCIONALISMO PÚBLICO MUNICIPAL, QUE EU ATRAVESSAVA TANTO UM PROCESSO BIOQUÍMICO DIÁRIO QUE AFETAVA TODA A MINHA MENTE E TODO O MEU CORPO COMO TAMBÉM ATRAVESSAVA UMA REALIDADE QUE ME CAUSAVA SOFRIMENTO.

  

18- O RELATÓRIO SOBRE O II CONSELHO DE CLASSE DE 2007 NA ESCOLA MUNICIPAL JORGE AYRES DE LIMA FEITO PELA ORIENTADORA PEDAGÓGICA CONCEIÇÃO COM O OBJETIVO discriminatório DE ME PREJUDICAR.

  

19- Procuradora de Belford Roxo DÉBORA FERNANDES CORDEIRO PINTO (matrícula 80/28.585) também ligada a igreja evangélica recusou por 2 vezes o meu pedido de readmissão. FOI CURTA E GROSSA. NÃO COMENTOU SOBRE O LAUDO MÉDICO APRESENTADO. NÃO SE INTERESSOU EM AVERIGUAR O QUADRO PSIQUIÁTRICO. NÃO FEZ REFERÊNCIA AOS PROBLEMAS SOCIAIS E AO PRECONCEITO NO TRABALHO. IGNOROU TUDO SIMPLESMENTE.

  

20- Não condene alguém com transtorno bipolar com sintomas psicóticos no mundo do trabalho. É o que eu posso ensinar às pessoas para que o mundo seja um pouco melhor diante do quadro em que eu vivi no meu emprego de professora concursada e efetiva da Prefeitura Municipal de Belford Roxo.

  

É preciso combater o

 

ASSÉDIO MORAL

 

na Administração Pública

 

ASSÉDIO não

 

DENUNCIE O ASSÉDIO MORAL

 

CALAR-SE DIANTE DE UMA INJUSTIÇA NÃO É SER DA PAZ. É SER OMISSO.

 

Não fique calado diante da homofobia

 

Não fique calado diante da transfobia

  

Ninguém precisa ser trans para lutar contra a transfobia

  

Discriminação é gol contra !

  

Louvado o Senhor Jesus Cristo para sempre.

La población mundial de las personas de 60 años o más será más del doble, de 542 millones en 1995 a alrededor de 1.200 millones en 2025. Se estima que entre el 4% y el 6% de las personas mayores de todo el mundo han sufrido alguna forma de abuso y maltrato. El maltrato de las personas de edad puede llevar a graves lesiones físicas y tener consecuencias psicológicos a largo plazo. Los malos tratos a las personas de edad se prevé que aumentarán dado que en muchos países el envejecimiento de la población es rápido.

 

El maltrato de las personas mayores es un problema social mundial que afecta la salud y los Derechos Humanos de millones de personas mayores en todo el mundo y es un problema que merece la atención de la comunidad internacional.

 

La Asamblea General de las Naciones Unidas, en su resolución 66/127, designo el 15 de junio como Día Mundial de Toma de Conciencia de Abuso y Maltrato en la Vejez. Representa el día del año cuando todo el mundo expresa su oposición a los abusos y los sufrimientos infligidos a algunas de nuestras generaciones mayores.

 

(fuente: www.un.org/es)

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

      

A homofobia (homo= igual, fobia=do Grego φόβος "medo"), é um termo utilizado para identificar o ódio, a aversão ou a discriminação de uma pessoa contra homossexuais e, consequentemente, contra a homossexualidade, e que pode incluir formas sutis, silenciosas e insidiosas de preconceito e discriminação contra homossexuais.

Índice

 

* 1 Origem e significado

* 2 Oposição ao termo

* 3 Motivos para a homofobia

* 4 Perspectiva jurídica

o 4.1 Portugal

o 4.2 Brasil

+ 4.2.1 São Paulo

* 5 Manifestações homofóbicas

* 6 Grupos considerados homofóbicos

* 7 Referências

* 8 Ver também

* 9 Ligações externas

 

Origem e significado

 

O termo é um neologismo criado pelo psicólogo George Weinberg, em 1971, numa obra impressa, combinando a palavra grega phobos ("fobia"), com o prefixo homo-, como remissão à palavra "homossexual".

 

Phobos (grego) é medo em geral. Fobia seria assim um medo irracional (instintivo) de algo. Porém, "fobia" neste termo é empregado, não só como medo geral (irracional ou não), mas também como aversão ou repulsa em geral, qualquer que seja o motivo.

 

Etimologicamente, o termo mais aceitável para a idéia expressa seria "Homofilofóbico", que é medo de quem gosta do igual.

 

Oposição ao termo

 

Alguns estudiosos da língua argumentam que o termo aponta de forma errónea para um motivo específico, fobia (medo irracional), tendo sido o seu sentido modificado para se referir a discriminação da homossexualidade, o que pode não ser o caso. No entanto numa situação similar a palavra xenofobia passou a ser utilizada coloquialmente para qualquer preconceito contra estrangeiros, extravasando assim o seu significado original.

 

Algumas pessoas preferem classificar o comportamento homofóbico apenas como o "repúdio da sociedade em relação a pessoas que se auto-excluem" ou "desajustamento social por busca do prazer individual" justificando assim a exclusão social das pessoas homossexuais pelo fato de serem diferentes da suposta norma. Outras não consideram homofobia o repúdio à relação homoerótica, alegando que a relação heteroerótica também pode causar repulsa aos homossexuais, justificando a sua discriminação pela discriminação da outra "classe". Há ainda o repúdio por motivos religiosos aos atos homossexuais mas não necessariamente se manifestando de forma directa contra as pessoas homossexuais.[1] Entretanto, ativistas e defensores das causas LGBT em geral indicam que atitudes similares foram utilizadas no passado para justificar a xenofobia, o racismo e a escravidão.

 

Outras pessoas criticam o uso e abuso correntes do termo "homofobia", sugerindo que tal palavra poderia ser utilizada de maneira pejorativa e acusatória para designar qualquer discordância ou oposição à homossexualidade, ou, mais especificamente, a alguns pontos defendidos pelos movimentos LGBT. Muitos destes críticos fundamentam sua oposição em argumentos religiosos cristãos, considerando que a heterossexualidade seria unica forma de sexualidade abençoada por Deus.

 

Motivos para a homofobia

 

Alguns estudiosos e indivíduos comuns atribuem a origem da homofobia às mesmas motivações que fundamentam o racismo e qualquer outro preconceito. Nomeadamente, uma oposição instintiva a tudo o que não corresponde à maioria com que o indivíduo se identifica e a normas implícitas e estabelecidas por essa mesma maioria, nomeadamente a necessidade de reafirmação dos papéis tradicionais de género, considerando o indivíduo homossexual alguém que falha no desempenho do papel que lhe corresponde segundo o seu género.

 

Algumas pessoas consideram que a homofobia é efetivamente uma forma de xenofobia na sua definição mais estrita: medo a tudo o que seja considerado estranho. Esta generalização é criticada porque o medo irracional pelo diferente não é, aparentemente, a única causa para a oposição à homossexualidade, já que esta atitude pode também provir de ensinamentos (religião, formas de governo, etc.), preconceito, informação ou ideologia (como em comunidades machistas), por exemplo.

 

Perspectiva jurídica

Portugal

 

De acordo com o artigo 240 do novo Código Penal português, em vigor desde 15 de setembro de 2007[2], qualquer forma de discriminação com base em orientação sexual (seja ela sobre homossexuais, heterossexuais ou bissexuais) é crime. Da mesma forma são criminalizados grupos ou organizações que se dediquem a essa discriminação assim como as pessoas que incitem a mesma em documentos impressos ou na Internet. E esta lei aplica-se igualmente a outras formas de discriminação como religiosa ou racial. Além disso, o artigo 132, II, "f", do novo Código Penal, define como circunstância agravante o homicídio qualificado por motivo de ódio, inclusive no tocante à orientação sexual.[3].

 

Brasil

 

Ver artigos principais: Homossexualidade no Brasil e Direitos LGBT no Brasil.

 

Protesto contra a homofobia em Brasília.

 

No Brasil, além da Constituição de 1988 proibir qualquer forma de discriminação de maneira genérica, várias leis estão sendo discutidas a fim de proibirem especificamente a discriminação aos homossexuais.

 

A Constituição Federal brasileira define como “objetivo fundamental da República” (art. 3º, IV) o de “promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade, ou quaisquer outras formas de discriminação”[4]. A expressão "quaisquer outras formas" refere-se a todas as formas de discriminação não mencionadas explicitamente no artigo, tais como a orientação sexual, entre outras.

 

O Projeto de Lei da Câmara (PLC) 122/2006[5], atualmente em tramitação no Congresso[6], propõe a criminalização dos preconceitos motivados pela orientação sexual e pela identidade de gênero, equiparando-os aos demais preconceitos já objeto da Lei 7716/89[7]. Esse projeto foi iniciado na Câmara dos Deputados, de autoria da deputada Iara Bernardi e que ali tramitou com o número 5003/2001[8], que na redação já aprovada propunha, além da penalização criminal, também punições adicionais de natureza civil para o preconceito homofóbico, como a perda do cargo para o servidor público, a inabilitação para contratos junto à administração pública, a proibição de acesso a crédito de bancos oficiais, e a vedação de benefícios tributários[9].

 

Segundo pesquisa telefônica conduzida pelo DataSenado em 2008 com 1120 pessoas em diversas capitais, 70% dos entrevistados são a favor da criminalização da homofobia no Brasil. A aprovação é ampla em quase todos os segmentos, no corte por região, sexo e idade. Mesmo o corte por religião mostra uma aprovação de 54% entre os evangélicos, 70% entre os católicos e adeptos de outras religiões e 79% dos ateus.[10]

Cartaz da Defensoria Pública do Estado de São Paulo contra a homofobia.

 

São Paulo

 

No estado de São Paulo, a lei estadual 10.948/2001 estabelece multas e outras penas para a discriminação contra homossexuais, bissexuais e transgêneros. São puníveis pessoas, organizações e empresas, privadas ou públicas (art. 3º). A lei proíbe, em razão da orientação sexual (art. 2º): violências, constrangimentos e intimidações, sejam morais, éticas, filosóficas ou psicológicas; a vedação de ingresso a locais públicos ou privados abertos ao público; selecionar o atendimento; impedir ou sobretaxar a hospedagem em hotéis ou motéis, assim como a compra, venda ou locação de imóveis; demitir do emprego ou inibir a admissão. A lei também pune quem "proibir a livre expressão e manifestação de afetividade", se estas forem permitidas aos demais cidadãos. As penalidades são as seguintes (art. 6º): advertência; multa de 1000 a 3000 Ufesp (unidade fiscal), ou até 10 vezes mais para grandes estabelecimentos; suspensão ou cassação da licença estadual de funcionamento; além de punições administrativas (art. 7º) para as discriminações praticadas por servidores públicos estaduais no exercício de suas funções[11][12].

 

Manifestações homofóbicas

 

Ver também: Homossexualidade no Brasil#Homofobia.

 

Campanha homofóbica em Ohio, Estados Unidos.

 

O insulto homofóbico pode ir do bullying, difamação, injúrias verbais ou gestos e mímicas obscenos mais óbvios até formas mais subtis e disfarçadas, como a falta de cordialidade e a antipatia no convívio social, a insinuação, a ironia ou o sarcasmo, casos em que a vítima tem dificuldade em provar objetivamente que a sua honra ou dignidade foram violentadas.

 

Alegadamente, um tipo desses ataques insidiosos mais largamente praticado pelos homófobos (pode dizer-se que em nível mundial, mas com particular incidência nas sociedades mediterrânicas, tradicionalmente machistas)[13] e que funciona como uma espécie de insulto codificado e impune, é o de assobiar, entoar, cantarolar ou bater palmas (alto ou em surdina, dependendo do atrevimento do agressor) quando estão na presença do objecto do seu ataque, muitas vezes perante terceiros. Esta forma de apupar, humilhar, amesquinhar ou intimidar alguém parece ter raízes muito antigas. A Bíblia refere, a respeito do atribulado Job: "O vento leste (...) bate-lhe palmas desdenhosamente e, assobiando, enxota-o do seu lugar"

Demonstração da Westboro Baptist Church com Ben Phelps, neto de Fred Phelps.

 

Grupos considerados homofóbicos

 

Há diversos grupos, políticos ou culturais que se opõem à homossexualidade. Geralmente quanto mais um grupo político se encontra à direita no espectro político maior a dose de preconceito contra pessoas homoafetivas. Dependendo da forma como aplicam a sua oposição (que varia do "não considerar um comportamento recomendável" até à "pena de morte"[14]) pode ser considerados "fundamentalistas" ou não. As manifestações desta oposição podem ter consequências directas para pessoas não homossexuais[15].

 

Em muitos casos esta oposição tem reflexos legais, novamente variando entre leis que diferenciam entre casais do mesmo sexo e casais do sexo oposto, até países em que se aplica a pena de morte a homens que tenham sexo com homens.

 

No entanto, há alguns grupos dentro das ideologias e religiões apresentadas que apoiam ativamente os direitos das pessoas GLBT. Da mesma forma existem indivíduos homossexuais, associações e grupos LGBT que podem, mesmo assim, manifestar-se de forma considerada homofóbica em determinados contextos.

 

Referências

 

1. ↑ www.culturabrasil.org/artigo5.htm

2. ↑ Portugal: novo Código Penal mais gay-friendly

3. ↑ Código Penal português (texto oficial) - Diário da República (www.dre.pt), 1ª série, no. 170, 04/09/2007 (ver páginas 57-58 do arquivo PDF)

4. ↑ Constituição brasileira de 1988 (texto oficial) – ver artigo 3º, IV

5. ↑ Projeto de Lei PLC-122/2006 - Texto do projeto (link oficial do Senado)

6. ↑ Acompanhamento da tramitação do projeto PLC-122/2006 (site do Senado)

7. ↑ www.naohomofobia.com.br/lei/index.php

8. ↑ Projeto de Lei 5003-B/2001 Acompanhamento oficial da tramitação

9. ↑ Projeto de Lei 5003-B/2001, Redação final (texto oficial)

10. ↑ Pesquisa Nacional: Criminalização do preconceito ou discriminação contra homossexuais - Pesquisa do DataSenado (2008)

11. ↑ Lei estadual (SP) 10.948/2001 - texto oficial (Assembléia Legislativa SP)

12. ↑ www.defensoria.sp.gov.br/dpesp/repositorio/39/documentos/... Defensoria Pública do Estado de SP (pág. 2)

13. ↑ Há uma cena do filme italiano Stromboli (1950) de Roberto Rossellini em que o personagem do marido (supostamente traído), ao regressar a casa pelas ruas da aldeia, é alvo dos insultos e cantilenas trocistas que lhe são implacável e sucessivamente dirigidas pelos vizinhos.

14. ↑ www.godhatesfags.com

15. ↑ EUA: Demonstrações de fundamentalistas cristãos em funerais obrigam a criar leis específicas

  

Ver também

 

* Lista de fobias

* Heterossexismo;

* Heterofobia;

* Homofobia Interiorizada

* Homossexualidade;

* Lista de entidades brasileiras de defesa dos GLBT

* Transfobia;

* Direitos dos homossexuais pelo mundo;

* Crime de ódio

* Crime de pederastia

* Ataques contra homossexuais em São Paulo em 2010

 

Ligações externas

 

* Crime de homofobia perpetrado por homossexual

* Bater palmas como insulto

* Estatísticas

* Homophobia: The Fear Behind The Hatred

* Homophobie, une violence commune

* Relatório ou análise da Homofobia na Cultura Brasileira

* Deputados debatem direitos dos homossexuais em seminário na Câmara (Brasil) (vídeo)

* Projeto “Kit Contra a Homofobia” pretende combater o preconceito sexual nas escolas.

  

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I marmi rosa e gli ori barocchi risplendevano nelle luci accese per la sera mentre camminava nella navata centrale; non sapeva bene cosa aspettarsi quando un pensiero clandestino l'aveva tentata ad entrare in quella chiesa mentre passeggiava in via Garibaldi.

Fatto sta che ora era lì, luogo insolito per lei, e ancora più insolito era il passeggio al centro della chiesa, quasi ne fosse padrona.

Insolito era il sentimento che albergava il cuore in quel momento, mentre gli occhi planavano sulle colonne, sulle alte volte, sul soffitto affrescato, sui quadri dei santi, sui crocifissi sofferenti e dorati; così insolito da esitare a battezzarlo con le due parole che le venivano in mente, così lontane dalla sua storia, due parole che da tempo le erano straniere e che oggi avevano fatto un ingresso trionfale nei pensieri: appartenenza e felicità.

Non riusciva a capacitarsi di tutto questo; non poteva capire come qualche parola di un prete, addirittura un falso prete, attorno ad un tavolino e due Traminer potessero averla portata in quel tranquillo stato di benessere che si esaltava tra quelle mura sacre.

Certo, era stata nel passato una frequentatrice assidua delle chiese, anche catechista nella propria parrocchia; aveva cercato conforto e appoggio in quella fede salvifica di cui si parlava ma poi, forse conscia della propria debolezza, aveva abbandonato quelle frequentazioni che le davano più un senso di mancanza e di peccato che non di gioia e di supporto.

Gli studi di psicologia e l'approfondimento dei segreti dell'animo umano non l'avevano riavvicinata alle chiese; anzi, continuava a percepire un fastidio, quasi un prurito, nell'entrare in ambienti di chiesa per cui se ne stava sempre il più possibile lontano.

L'evoluzione da psicologa a mistress aveva fatto il resto.

Da un lato aveva cominciato a conoscere molto bene la psiche degli uomini, soprattutto quello che si cela sotto i desideri dei maschi; dall'altro viveva sempre più in un mondo definito come pervertito e quanto di più distante potesse esistere da una religione che predicava castità e purezza d'animo.

Sotto le definizioni di sadomasochismo e feticismo cadevano la maggior parte delle sessioni che conduceva con i propri clienti: facevano parte della sua vita e del suo lavoro; non scindeva l'una dall'altro, si sentiva naturalmente portata a rapportarsi con gli uomini sondando i loro desideri profondi e dando loro soddisfazione.

Ne ricavava essa stessa piacere, si sentiva al posto giusto pur sfidando le convenzioni ed il comune sentire e subendo su di sè i pensieri affilati dei benpensanti che associavano il suo operato a qualcosa di ancor peggio della prostituzione, cioè allo sfruttamento quasi simoniaco di desideri demoniaci a scopo di lucro, al fomentare e soddisfare voglie peccaminose per generare profitti a scapito di poveri malati mentali.

Aveva fatto resistenza a queste ingiurie; aveva un forte rispetto delle sensibilità dei suoi clienti e della verità con la quale glielo palesavano, rispetto più che sufficiente per vivere in pace con sè stessa; inoltre il loro viso dopo le 'sessioni' era la gratifica più grande. Persone che entravano cariche di pesi, malformità dell'animo, desideri inconfessati e voglie represse uscivano rilassati, tranquilli, sereni.

Nei momenti di debolezza Verdiana veniva assalita da pensieri più foschi e tristi che mettevano in dubbio la moralità del proprio agire; certo, durava poco, presto avevano il sopravvento i pensieri fondanti del lavoro e della vita, ma certe ombre non passavano senza lasciare qualche piccola lacerante ferita ogni volta. Ed ogni volta accumulavano il peso di nuvole nere che si aggiravano sulla testa, ed ogni ingresso in una chiesa le ricordava quel temporale che prima o poi si sarebbe abbattuto su di lei, minacciato da quegli sguardi severi, sofferenti, tristi, appesi alle pareti.

 

Ed invece era lì che passeggiava nella navata centrale sorridendo, come se fosse la padrona di casa, e si sentiva bene, leggera, a dirlo con una parola difficile da ammettere: felice. Sì, doveva dirselo che era felice, e che quelle cose umide che le stavano sgorgando dagli occhi erano lacrime di felicità.

La aveva rivoltata; con le sue parole leggère nella voce profonda, con la sua conoscenza che sembrava abbracciare anche il suo mestiere, con il suo viso allegro e bambino d'una sofferenza antica, senza alcuna intenzione di farlo le aveva rivoltato la vita, come una zolla che sempre girata verso il buio della terra fredda improvvisamente si trova smossa, scavata e rimessa al caldo del sole splendente e rivolta verso la dolcezza della vita.

 

Le tovaglie arancioni della Trattoria dello Spirito Santo in piazza IV marzo sotto il fresco delle piante li avevano visti pranzare e discutere quel giorno; lui aveva finito una lezione di ripasso sul Manzoni per i suoi allievi ('Bella immortal benefica fede ai trionfi avvezza!' - recitava con enfasi parlando della lezione) mentre lei aveva avuto un paio di sessioni con i clienti al mattino dopodichè qualche messaggio sul cellulare li aveva portati ad incontrarsi per un pranzo insieme.

Si attiravano, l'un l'altra; lo scambio frequente di messaggi ne era testimonianza; essere insieme voleva comunque dire parlarsi fitto fitto, lui curioso delle sue conoscenze e lei altrettanto curiosa delle sue risposte.

"La prima volta che ti ho visto, in Duomo, avevi quello sguardo verso l'alto, verso quel quadro dell'Ultima Cena, ricordi? Per quello ti ho avvicinato"

"Sì... mi hai detto che era simile a quello di alcuni dei tuoi clienti, fingendoti psicologa"

Sorrisero al ricordo.

"E tu l'hai chiamato la 'nostalgia del paradiso'... sapessi quanto m'avevi incuriosito allora!"

"E' una espressione di Mircea Eliade, uno dei più grandi studiosi delle religioni"

"Oh capisco che quello sguardo con quel significato tu possa averlo avuto.. ma non sarà certo lo stesso delle persone che passano nel mio studio! Quelli sono masochisti o feticisti che chiedono di soddisfare le loro voglie"

Lui rimase in silenzio.

Lei ormai l'aveva capito; il silenzio di quell'uomo era... pericolosamente potente, come se prendesse la rincorsa; più durava il silenzio, più grande sarebbe stata la forza della risposta.

Temeva solo di non essere in grado di capire, per quello spezzò il silenzio con un "Non credi?"

Lui la guardò dritta negli occhi cercandole il cuore, in modo che il pensiero si dirigesse esattamente verso il bersaglio.

"No, è la stessa cosa. Quello che cercano loro è quello che cercavo io in quel quadro; le risposte che tu puoi dare loro sono quelle che io posso ricevere da Leonardo."

"Io, come Leonardo? Non scherzare."

"Verdiana, non scherzo. Ci sono bisogni profondi in ogni uomo; non sono che una maschera, dietro questi ce ne sono altri, più profondi, che sono ancora maschere di qualcos'altro è così via fino alla radice"

"Che è la nostalgia del paradiso"

"Brava."

"Non ci arrivo, non mi sembra possibile."

"Tutte le religioni non fanno altro che questo: avvicinare l'uomo alla sua radice profonda, radice che molti hanno visto come l'immagine di Dio"

"Quindi le chiese, le preghiere, i sacerdoti, le liturgie e tutto l'ambaradan sarebbero modi per avvicinare le persone a sè stesse?"

"L'ambaradan! Sì Verdiana, e così"

"E i miei clienti in pratica venendo da me farebbero la stessa cosa di coloro che... vanno in chiesa e pregano??"

"Esatto, sì; ma lo fanno più forte, con più decisione e disperazione, sono così attenti ai propri bisogni che farebbero di tutto, anche incontrare una mistress come te, per andare a fondo di sè stessi. Il messaggio che ricevono da dentro è così forte da essere impossibile non dargli ascolto."

"Oh bella!! Pazzesco!! I miei clienti che tutti chiamano pervertiti in realtà sono... religiosi? pregano?"

"Dobbiamo intenderci sui termini ma... sì, penso proprio di sì. L'uomo è religioso per natura. Certo, non hanno quella intenzione; pensano solo a soddisfare le loro voglie"

"e quelli che pregano, che pregano... veramente? In realtà non lo fanno?"

Lui si fermò un attimo.

"Oh Verdiana, ti dico cose delle quali mi sono pentito molte volte; anche questa volta sarà così, ma te le dico comunque perchè mi fanno male e sono per me vere. Non vale certamente per tutti; ma per me, quelle persone, hanno abdicato. Hanno deciso che esiste qualcosa, esterno a loro stessi, che li può salvare; a quello si rivolgono. Non cercano il Dio dentro di sè, lo cercano fuori, nel mondo delle idee e delle filosofie.

La fede è una questione di grazia: o la ricevi, oppure no, non puoi decidere di averla. Se non ce l'hai e sei una persona sincera con sé stessa, sfidi il mondo e la vita per cercare di capire quello che ti succede, compresi i profondi moti dell'anima che ti portano alle cosidette perversioni. Lo fai con i tuoi mezzi, con ciò che hai a disposizione; tu dai a loro una possibilità di farlo."

"Non ci posso credere!!! Quindi io" - e assunse una finta aria altezzosa - "sarei una specie di sacerdotessa, che li guida verso i misteri profondi?"

Lui le piantò gli occhi negli occhi e parlò piano:

"Sono convinto che sia proprio così: tu li avvicini alla loro essenza. Non posso naturalmente dirlo per tutto e per tutti, ma che questa sia la loro motivazione vera e che sia il tuo vero senso dell'agire con loro, non ho dubbi".

 

Verdiana stava passando da uno scettico stupore ad una flebile speranza; il sorriso splendido che indossava non stava mutando nel passaggio da un sentimento all'altro, ma gli occhi sì; da loro traspariva la luce di un riscatto di anni di pensieri bui in notti di pianti, la forza di una speranza che la stava inondando di gioia, alla quale faceva comunque resistenza a lasciarsi andare. "Sarebbe troppo bello", pensava.

In un tavolo vicino si stavano accomodando due persone; lei indossava un paio di pantaloni di pelle sottile, corti, sotto il ginocchio, e molto stretti che esaltavano i fianchi. Una corta camicetta lasciava libera la zona della vita ed un paio di alti tacchi terminavano sinuosamente la figura. Tra i tavoli, chi in modo distratto e chi in modo più palese, vennero lanciati sguardi di attenzione e ammirazione verso la nuova arrivata.

Verdiana la notò ma soprattutto notò lo sguardo di Krueger che indugiava sulla figura con un sorriso divertito e attento. Dopo anni di professione non faceva fatica a classificare quegli sguardi degli uomini e a capire cosa potesse esserci dietro.

Osò:

"Vorrei crederti, ma mi sembra impossibile. Vedi ad esempio lo sguardo che hai dato a quella donna: dice qualcosa di te, e se tu mai fossi un mio cliente saprei come soddisfarti ed in quel caso semplicemente soddisferei un tuo istinto animale, altro che preghiere e sacerdoti: sana terrena lussuria!"

"Ehi! Troppe cose in tre parole! Lasciami respirare!!"

Verdiana fu felice di questa risposta: sapeva di aver colpito. Di solito lui aveva la risposta pronta, o si zittiva per rispondere; questa volta aveva palesemente chiesto tempo, lei si complimentò con sè stessa.

 

La prospettiva di qualche tempo di chiacchiere intriganti in quel pomeriggio caldo sotto i tigli di piazza quattro marzo e la brezza che li accarezzava era allettante; ordinarono un altro calice di Traminer che allentò i freni e consentì a Krueger di rispondere in modo più fluido.

"Quali sarebbero i miei desideri, se fossi un tuo cliente?"

"Feticismo, e forse femminizzazione. In modo più sfumato, masochismo".

Lui si stupì di sentir parlare di sè, di questioni così pesanti, in questo modo leggero; ma gli piaceva sentire questa donna così esperta di quegli istinti a cui era andato a fondo negli studi molte volte, e volle proseguire il discorso.

"Partiamo da feticismo; immagino che con questo intendi l'adorazione di oggetti, indumenti, parti di una persona che stimolano l'attenzione e l'eccitazione, e che diventano malattia quando sono ostacoli per una normale sessualità, vero?"

"Sembra che reciti il DSM... ne sai qualcosa, a quanto pare".

"Ok, ora che abbiamo ristretto il campo ad una sola parte, cerchiamo di delimitarlo ulteriormente ad un solo particolare. Per esempio, perchè secondo te molti hanno osservato quella donna appena arrivata?"

Adorava quel suo fare il professore, cercare di spiegare, sminuzzare i concetti, elevare l'attenzione intorno a lei, costruirle un castello di idee per consentirle di entrare da regina.

"Perchè è carina e per i pantaloni di pelle, sono molto sexy"

"Vero. Se fossero stati di cotone sarebbe stato la stessa cosa?"

"Probabilmente no"

"Benissimo, quindi c'è nel materiale qualcosa di importante"

"Beh, tutti lo sanno che la pelle è uno degli ingredienti principali del feticismo e del sadomasochismo"

Qualcuno dai tavoli vicino stava seguendo la conversazione; se ne accorsero e parlarono più piano.

"Perchè proprio la pelle, Verdiana?"

"Oh, è molto sexy, piace molto, eccita"

"E perchè?"

"Mi sembri un bambino... perchè perchè... perchè è così, è oggettivo, lo si vede."

"Ma ci sarà pure un motivo, una ragione, un punto di partenza che ci faccia capire perchè la pelle è sexy!"

"Non lo so.. forse perchè tutto il mondo dice che lo è, quindi tutti siamo convinti che lo sia, è un bisogno indotto dalla nostra società"

"No... non mi basta come spiegazione, ci deve essere un motivo primo e più forte"

"Ma non solo la pelle: anche il latex, o la plastica, il PVC o il vinile... il nylon; nel mio studio ci sono un mucchio di capi così"

"E cos'hanno in comune?"

"Beh.. sono lucidi, lisci... viscidi"

"Ecco, abbiamo trovato qualcosa. Per la pelle faremo un discorso a parte sul valore simbolico che può avere; per ora fermiamoci alla lucentezza, al tipo di impressione al tatto, a quella certa viscidità che la lega a quegli altri materiali che hai citato"

Krueger parlava con una certa eccitazione, l'attenzione era al massimo e gli occhi fortemente puntati in quelli di Verdiana, che riteneva forse un po' sopra le righe da parte di questo - falso - prete una attenzione così spasmodica all'argomento che faceva parte delle sue sessioni quotidiane, e sul quale non s'era mai fatta in tanti anni queste domande.

"Dicevo, lasciamo stare la pelle, che simboleggia l'animale cacciato, quindi dà forza a chi la indossa che ne è il cacciatore di cui aumenta il fascino e la potenza mettendo il masochista in uno stato di adorazione, parliamo invece di..."

"Ehi! Ehi! Ehi! No, aspetta!! Ora ti fermo io! Parla ancora della pelle e del cacciatore, mi interessa, non ne avevo mai sentito parlare così! Perchè non vuoi parlarne?"

"Perchè è semplice, palese, di facile lettura, normale... pelle animale cacciatore potenza masochismo, tutto si tiene facilmente"

"Facilmente!! Per te forse! Ma sarebbe bello fosse così facile! I miei clienti non ne sanno niente di questo, pensano che la pelle sia sexy e basta! Non possono seguire il tuo pensiero, il tuo ragionamento non tiene!"

Lui respirò a fondo.

Gli venne in mente Maretti Francesco, detto Ciccino, e tutta la classe quinta. Capì che stava accelerando eccessivamente i tempi, che parlava di cose a lui note ma che potevano non essere altrettanto condivise, che avrebbe dovuto spiegare meglio.

Lei subì lo sguardo, che era quello del professore che scuoteva la testa e riprendeva l'allieva per la mancanza di preparazione.

"Scusa ho forse bisogno di... ripetizioni?"

Lui le sorrise dolcemente.

"No, sono io che corro troppo, capisco che mi faccio prendere dall'argomento e poi non mi fermo più... dovrei forse rallentare, o forse potremmo parlarne un'altra volta, non vorrei rovinarti il pomeriggio stufandoti."

"Ma questo è il mio lavoro, la mia vita, certo che mi interessa!! Tu sembri sapere cose che nessun altro conosce! Spiegami!"

A questa frase Krueger girò il volto verso il Duomo, a cercare i marmi della facciata.

"Tu sembri sapere cose che nessuno conosce" gli risuonava in testa, a metà come orgoglio e a metà come colpa.

Riprese.

"L'indumento di pelle è un simbolo. Il simbolo non ha bisogno di essere capito, agisce di per sè. Non c'è bisogno che il tuo cliente abbia in mente la conoscenza meccanica della catena 'pelle cacciatore preda potenza sottomissione' per subire la fascinazione dei tuoi fianchi fasciati da una gonna in pelle, il simbolo agisce, funziona di-per-se senza che lui ne sia a conoscenza. Agisce a livello inconscio, solleticando quelle parti di conoscenza che sono ad un livello più basso e profondo rispetto alla veglia, quelle che Jung ha chiamato inconscio personale e inconscio collettivo, perchè quelle sentono perfettamente questa catena e la fanno agire alla vista del simbolo. Sopra a tutto ciò, a chilometri di distanza da queste profondità, il tuo cliente dirà - ehi, che gonna sexy! - senza avere la minima idea dell'azione del simbolo".

"Ma è pazzesco!! Quindi secondo te un indumento in pelle può cambiare qualcosa nella testa delle persone! Anzi! Agendo dal profondo può cambiarne il comportamento sdenza passare per la mente."

"Ti correggo: senza passare per la coscienza. Ma non solo indumenti in pelle naturalmente... ma quelli in pelle agiscono così. Se ci pensi è lo stesso meccanismo dell'eccitazione: tu non pensi ad eccitarti, agiscono forze a te sconosciute che ti portano all'eccitazione."

"Ma... ripeto, è pazzesco! e tu come fai a sapere queste cose?"

Krueger fece fatica a non girare di nuovo lo sguardo verso i marmi del duomo.

Lei notò di nuovo quel viso perso tra la felicità e il dolore mentre lui rispondeva, scandendo il peso e la forza delle parole:

"Ci sono cose che cambiano le persone, Verdiana.

E ci sono cose che cambiano le cose."

 

"Non ti lascerò alzare da questa sedia finchè non mi avrai detto tutto! parlami ancora, dimmi, per me quello che dici è luce, mi spiega molto di quello che faccio e che mi piace fare.

Quindi sostieni che tutti gli indumenti o gli oggetti che giudichiamo sexy o eccitanti hanno potenze di questo tipo?"

"Certo. La moda, in genere, ne è un esempio; dietro ogni tipo di tessuto, taglio, vestito o tacco ci sono 'motori' simbolici potentissimi"

"I tacchi! Parlami dei tacchi a spillo! Sono uno degli oggetti che più mi richiedono"

Krueger rise divertito.

"Quante cose vuoi sapere! Quello sulla pelle era solo un inciso... Per i tacchi a spillo devo portarti da un'altra parte per fartene vedere la potenza."

"Non dirmi che conosci anche case di moda!"

"No, per farti vedere la potenza di un tacco a spillo di porterò in una abbazia millenaria"

"EEH?? Sexy suore?"

"Nooooo..! vedrai"

"Ok.. allora torniamo al discorso principale; parlavamo di indumenti lisci: pvc, latex, vinile eccetera. Ne ho tanti in studio e" - Verdiana si fermò un atti cercando il gusto verbo - "li adoro. Mi piace tantissimo vestirmi in latex, sentirmi fasciata, accarezzarmi i fianchi e fare..."

A quel punto lei si portò una mano vicino al grembo istintivamente, vide gli occhi di Krueger sbigottiti e decise che forse era meglio trattenersi.

"Oh va bene mi calmo... torniamo a noi. Vuoi dirmi che anche in questo c'è la potenza di un simbolo?"

"No scusa... pensavo alla sensazione di sentirsi fasciati, al simbolismo dei legami e del dio legatore"

"Si, il bondage, farsi legare... molti miei clienti lo richiedono"

"Il dio legatore e il simbolismo del nodo, il nodo di Salomone! Sapessi quant'è ricorrente nelle chiese... ma stiamo allargando troppo il discorso, torniamo a noi.

Ogni volta che trovi oggetti, situazioni, o qualsiasi entità che stimola forti reazioni sicuramente sei di fronte alla potenza del simbolo. La maggior parte delle volte questa potenza è nascosta; Jung chiamava questa forza la 'numinosità' del simbolo.

Nel caso degli indumenti lisci o viscidi stiamo scendendo ad un livello più profondo rispetto a quanto detto per la pelle. Beninteso, anche la pelle ha questa caratteristica di cui parleremo, essendo lucida; ma a questa somma quella del cacciatore/preda. Tutto ciò che è liscio, lucido o viscidio riporta all'ambiente acquatico; questo è quello da cui ontologicamente e anche filogeneticamete è nata la vita".

"Ontochi e filoche?"

"Cioè sia a livello di evoluzione storica che di evoluzione personale: l'uomo è nato dalle acque, e anche il tuo embrione è stato nel liquido amniotico. Ci stiamo quindi portando verso l'ambiente che era prima di noi, in cui siamo nati; per questo l'acqua ha sempre simboleggiato la conoscenza e le creature acquatiche sono quelle che vivono immerse nel profondo della conoscenza. Questo livello ci è spesso distante nella vita quotidiana, non riusciamo a raggiungerlo; possono solo farlo personaggi grandissimi, eroi e miti o figure leggendarie, che possono vivere sia nell'aria - nel conscio - che nell'acqua, cioè nell'inconscio"

"Le sirene!"

"Brava... ma di quelle dovremo dire di più, soprattutto delle Melusine, quelle con due code. Anche di queste ce ne sono nell'abbazia dove voglio portarti, sono un simbolo dalla potenza inimmaginabile"

"Aspetta prima di procedere. Ma se queste cose sono così forti e potenti, perchè non lo sanno tutti? Perchè solo tu sai queste cose?"

Di nuovo Krueger cercò i marmi con lo sguardo.

"No, non solo io, molti lo sanno, inoltre c'è stata un'epoca in cui tutti lo sapevano, o per lo meno tutte le persone erudite. Poi questa conoscenza s'è persa"

"Ma è impossibile!! La conoscenza è sempre aumentata nel tempo! E quando sarebbe 'sparita' questa conoscenza?"

"Attorno al 1100-1200, penso. Tanto erano conosciute allora le potenze di questi simboli che li scolpivano nelle chiese, in modo che potessero agire proprio nei luoghi in cui la gente si radunava. Funzionavano come una specie di antenna trasmittente."

"Ma è impossibile! Mi sembra tutto così incredibile! E chi decideva di scolpire questi simboli?"

"Allora la società aveva motori forti, tradizionali, che ne guidavano l'evoluzione; un po' come è stato in Oriente per molti anni ed in parte anche oggi. La religione non era che l'espetto esteriore di questa forza interiore."

"Ne vuoi un esempio? nelle chiese romaniche trovi spesso scolpite le Melusine, le sirene a due code con le gambe allargate. Non sono un simbolo religioso, per lo meno non nel senso comune del termine, però ci sono; e se le hanno fortemente volute lì è perchè ne conoscevano la potenza del simbolo. Oggi noi abbiamo totalmente svalutato il concetto del simbolo, tanto che quando diciamo che qualcosa ha 'valore simbolico' vuol dire che non vale niente! Allora invece il valore simbolico era ciò che veramente era importante. Così come le Melusine altri simboli venivano spesso scolpiti; i delfini coi denti, le spirali, i nodi ad esempio. Oggi vengono trattati alla stregua di ghirigori e abbellimenti fantastici, senza riconoscerne il senso. Soprattutto quando si trovano nodi; nonostante che si sappia che il loro disegno sia stato frutto di uno studio e siano stati pagati scalpellini per scolpirlo, li si tratta da semplici abbellimenti, cornicette senza valore, senza andare a chiedersi perchè hanno quelle anse, quelle curve, quelle evoluzioni".

"Perchè si è persa questa conoscenza? Perchè non lo si fa più?"

"Oh, Verdiana, avrei bisogno di molto tempo per darti la mia versione dei fatti, e avresti solo la mia. Non ci sono risposte condivise. La domanda stessa, non appartiene al modo di pensare della nostra civiltà"

"Ma quindi se oggi si volesse ancora lasciare alle chiese la funzione che avevano mille anni fa potrei vedermi, che so, un capitello fatto di scarpe coi tacchi a spillo?"

Risero, molto.

"Verdiana, hai una bella testa. Sì, sarebbe esattamente così; in realtà le chiese hanno quasi completamente perso i valori simbolici e quelli che ci sono sono spesso travisati, sono cristallizzazioni amorfe di cui abbiamo perso la fonte semantica.

Non abbiamo più la forza del simbolo in noi; l'abbiamo persa, usiamo nomi, crudi volgari nomi illudendoci di usarli per indicare un significato che, in realtà, nel nostro smisurato orgoglio ignoriamo.

'Stat rosa pristina nomine, nomina nuda tenemus'; questo era il motto di Bernardo di Cluny, abbiamo perso la vera rosa, ce n'è rimasto solo il nome; avrai sicuramente riconosciuto il finale de 'Il nome della rosa', di Eco.

Ma per cercare di arrivare a qualche conclusione, torniamo agli indumenti lisci; abbiamo detto che ci riportano ad una conoscenza atavica, ma non abbiamo ancora detto perchè possano indurre una fascinazione, come abbiamo accennato per la pelle, perchè cioè il cosidetto uomo della strada, senza conoscenze particolari, possa trovarli sexy.

Tutto ciò che è acquatico oltre a riferirsi alla conoscenza ha un esplicito riferimento a tutto il mondo femminile; sono direttamente collegati alle acque i simboli della luna, delle perle e delle conchiglie, tutte espressioni del mondo femminile come storicamente dimostrato in tutti gli strati magico-religiosi dell'umanità. Ci porterebbe distante parlare ora dei rapporti tra le acque, la luna, le conchiglie e le perle, ma ciò che ci serve sapere è che sono collegati alla femminilità.

Come sappiamo dalla genetica e dall'esperienza ogni persona è sia maschio che femmina, nonostante esteriormente prevalga uno dei due caratteri e interiormente uno dei due sia dominante. Tutte le religioni fanno riferimento ad un tempo mitico in cui l'uomo era indifferenziato; gli stessi Adamo ed Eva erano un essere unico prima, per poi essere differenziati.

Noi ci portiamo dentro la nostalgia di questo tempo mitico in cui eravamo androgini, dèi androgini; nel nostro profondo tendiamo a scoprire, da maschi, la nostra parte femminile e ad unirci ad essa per ricomporre l'essere perfetto, per tornare ad essere nel paradiso terrestre, per tornare ad essere dèi, per quella 'nostalgia del paradiso' di cui abbiamo parlato. Questi indumenti 'sono sexy', 'ci attirano', perchè ci portano ad essere potentemente noi stessi, il loro simbolo agisce per riportarci ad una condizione divina. e lo fanno attraverso la femmina, che diventa la vera illuminazione dell'uomo".

"Sono senza parole.. ma questo discorso vale solo per i maschi!"

"Ottima osservazione, Verdiana. Tieni conto però di tre considerazioni: la prima è che stiamo parlando di strati profondissimi delle persone e che veniamo da secoli di patriarcato che in qualche modo hanno influito allo stesso modo su maschi e femmine, e la seconda è che anche nelle femmine alberga una parte di maschio, così che anche per te fasciarti di lucido latex porta sensazioni positive".

"E la terza?"

"E' che millenni di patriarcato hanno lasciato all'uomo la parte del primo attore e dietro a questa primazia esibita si nasconde, per equilibrio, il profondo bisogno di essere, anche, femmina. Tanto si esalta la forza e la potenza del maschio quanto più la parte femminile diventa indispensabile e, contemporaneamente, negata, vile, reietta, vergognosa: un uomo che 'fa la femminuccia' perde qualsiasi potere agli occhi delle persone. Altrettanto si può dire del bisogno di maschio della femmina che però, paradossalmente, al contrario degli uomini 'femminuccia', appartiene molto di più al vissuto possibile e manifestato delle donne che se 'hanno le palle', cioè hanno caratteristiche maschili, vengono esaltate."

"Oh... su come mi sento maschio certe volte potrei dirti certe cose... "

"Quali cose?"

"Ne parleremo se vorrai, un'altra volta. Ma quindi secondo te quando ho le sessioni con i miei clienti io li..."

Lui volle tagliare il discorso, per arrivare alle conclusioni:

"Come escono dalle tue sessioni, Verdiana? Di solito, dimmelo con una parola."

"Liberi, escono liberi".

Rispose con una sola parola, sorridendo:

"Ecco."

"ma no ma no ma no... com'è possibile!!! Quindi loro in realtà... veramente pregano? quando fanno quelle cose con me?"

"Certo! Se pregare è cercare di avvicinarsi a quello che sentiamo come la nostra profonda essenza, ciò che qualcuno chiama Dio, certo, loro pregano; e lo fanno sinceramente e fortemente, coraggioamente, sfidando pregiudizi e luoghi comuni, cercando con tutta la forza la radice di ciò che li soddisfa. Anime sofferenti in cerca della luce, di un conforto alle loro incessanti domande. Non posso certo dirlo per tutto e per tutti, ma penso di poter dire che sì, mediamente sia proprio così: con te pregano, anche se nessuno lo chiamerebbe in quel modo, anche se nessuno chiamerebbe le tue sessioni un avvicinamento alla lora essenza, al concetto di Dio."

Sorrise forte forte:

"Ma tu sei tutto matto!!!"

"E tu sei una finta psicologa ed una vera sacerdotessa; tu porti le persone vicino alla loro radice, le liberi dalle scorie dei condizionamenti che hanno ricevuto e che li opprimono"

"Io?? Sacerdotessa!!! Ma se fino a ieri nei momenti tristi pensavo di essere solo una... di quelle! E poi arrivi tu, con il tuo sguardo, i tuoi occhi che mi frugano e le tue mani che ti illuminano, mi parli delle radici profonde dell'uomo e mi fai sentire bene come non mai, fai brillare la mia gioia e porti a mille la mia autostima, e mi dici pure che ciò che faccio è... cosa buona! Ma quale stella ti ha portato a me, da quale cielo sei caduto qui, Krueger?"

 

Passeggiava tra i marmi rosa e gli ori del barocco della chiesa dei martiri Solutore e Avventore, in via Garibaldi a Torino, col passo leggero e il sorriso di chi si sente a casa; immaginava che l'ultima delle senzazioni che pensava che avrebbe potuto provare, in questa vita, era proprio quella.

Sentirsi a casa in una chiesa.

 

[Capitello con nodo e Melusina, Pieve dei Santi Cornelio e Cipriano a Codiponte, Casola in Lunigiana]

  

C'è la pagina Facebook di Krueger, e il romanzo si può approfondire e comprare su krueger.losero.net.

Enfim entramos em um novo ano, uma nova esperança, um novo período de tempo, não que isto venha a mudar absolutamente nada, mas nos dá uma nova carga de esperança, uma possibilidade de recomeço ( mesmo que apenas psicológica ) a possibilidade de fazer diferente ou refazer igual.

Tudo que começa é bom mas nem tudo que termina é ruim... mas o começo nos da a possibilidade de semear tudo novamente e esperar pelos frutos tão sonhados, e é exatamente o que espero para mais este ano que acaba de nascer, muitos frutos, e de preferência muito suculentos e doces como estes cajus, que tenhamos belos frutos durante nossa caminhada em 2007

 

OBS.: acabamos de chegar de viajem aos poucos vou retornando a rotina diária, obrigado a todos os amigos pelas mensagens e felicitações !

 

Visita mi WEB

 

Aquí os muestro un adelanto de mi próxima serie de imágenes para la web que espero poder mostraos dentro de unos días.El otoño parece haber llegado a su fin,este año un poco más fugaz y esquivo que otros años debido a los intermitentes vientos del sur que han hecho de las suyas por el Norte,aunque los días que pudimos disfrutar de sus colores fueron realmente bellos. Espero que os guste.

 

-TÉCNICA: Para esta imagen use exclusivamente el polarizador ,con el paso de luz que me restó a la exposición conseguí alargarla lo suficiente como para captar el movimiento de las hojas arrastradas por la corriente, elimine los molestos brillos sobre el agua y lo que es más importante los colores aparecieron vibrantes y saturados en la imagen final.

 

Los datos exif los podreis encontrar en la WEB.

   

-COMPOSICIÓN: Cuando me asomé a este zona oculta del rio nada podía hacerme imaginar la belleza del rincón que me iba a encontrar,cuando me dí cuenta de la cantidad de hojas que reposaban sobre el agua tuve claro cual iba a ser el verdadero protagonista de la escena.

De todos los elementos básicos que que forman una fotografía ,el volumen,la forma,....el color es el que crea mayor respuesta emocional como ya he comentado en otras ocasiones, en este caso se erige como protagonista compositivo sin lugar a dudas,algunos colores atraen más la atención que otros y la vista se dirige hacia la parte de la fotografía donde se encuentran situados.Los colores rojos,naranjas ,amarilos y sus derivados estan asociados psicológicamente a la pasión y trasmiten fuerza,intensidad , luz y siempre dan la impresión de avanzar.

Situar el centro de atención tan cerca del espectador me hacía correr el riesgo de que el resto de la imagen quedara vacía de contenido o que la vista se quedara demasiado tiempo fijada en este lugar,por eso jugué con la posición de las cascadas del fondo,para rellenar el encuadre, hacer que la mirada recorriese toda la escena y establecer de esta forma una narrativa visual.

 

-EDICIÓN: Una imagen que yo considero ONLY RAW. Sólo balance de blancos y ajuste de niveles en el DPP de Canon, el PS fue usado exclusivamente para el enfoque en la web.Un apunte sobre el balance de blancos a el que mucha gente no presta demasiada atención, para mi es esencial determinar que temperatura de color tendrá la escena pues define la atmósfera que trasmitirá.Ya sea durante la toma,eligiendo los grados kelvin que necesites para tu propósito en el menú interno de la cámara o en el revelador raw es necesario afinar lo máximo posible en este aspecto.La imagen de hoy tenia una ligera dominante azulada en el agua que corregí con el balance de blancos del DPP.

Tambien trabajé con los niveles para darle un ligero aspecto de clave baja a la foto que a mi modo de ver intensificaba la presencia del agua,destacando los blancos de las cascadas y los colores intensos de las hojas.

è come trovar la chiave giusta

 

Pubblicata sul portale Dipsi - Dimensione Psicologia

 

Explore # 32 Nov 6, 2008

Prendersi cura di un animale domestico ci rende persone migliori

Il legame con cani, gatti e altri amici animali cementa le relazioni sociali, sviluppa empatia e altruismo, migliora le doti di leadership e rafforza l'autostima.

 

I giovani adulti che si prendono cura di un animale hanno relazioni sociali più solide e sono meglio inseriti nella vita della loro comunità. È quanto emerge da un articolo pubblicato su Applied Developmental Science.

 

Che la convivenza con un animale domestico abbia effetti positivi sullo sviluppo cognitivo di un bambino (e non solo: anche sul suo sistema immunitario, guarda) è un fatto ormai assodato. Ma come il legame con Fido e Micio influisca sui rapporti umani una volta terminata l'infanzia non era ancora stato studiato in modo approfondito.

 

Questionari a confronto

Megan Muellerm, psicologa dell'età evolutiva e ricercatrice presso la Cummings School of Veterinary Medicine della Tufts University (Massachusetts) ha reclutato 500 volontari (prevalentemente femmine) tra i 18 e i 26 anni a cui ha chiesto informazioni sui loro sentimenti e sul tipo di interazione che avevano nei confronti dei loro animali domestici.

  

Le loro risposte sono state confrontate con quelle date a un questionario che misurava caratteristiche positive come competenza, capacità di accudire gli altri, sicurezza in se stessi, amicizie, ma anche il rapporto con stati d'animo negativi e depressione.

 

Relazioni più solide e generose

Chi aveva dichiarato di prendersi attivamente cura di un animale è risultato più attivo in attività altruistiche come volontariato nella propria comunità o aiuto ad amici e familiari; e ha dimostrato migliori qualità di leadership rispetto a chi non aveva animali in casa. Maggiore il coinvolgimento emotivo nei confronti dell'animale, maggiore il punteggio totalizzato nelle attività sociali.

 

Coloro che nella tarda adolescenza o all'inizio dell'età adulta avevano sperimentato alti livelli di attaccamento nei confronti di un animale hanno evidenziato legami amicali più solidi, un forte senso di empatia e maggiore sicurezza in sé. «Il punto non è la mera presenza di un animale in casa, ma la qualità del legame che con esso si instaura» commenta Muellerm.

 

È comunque presto per stabilire relazioni causali tra le relazioni con i quadrupedi e quelle con i bipedi. Ulteriori studi dovranno concentrarsi sulle specifiche abilità cognitive che si sviluppano nel rapporto con cani e gatti e su come queste evolvano con il tempo.

 

Fonte: focus/comportamento/psicologia

Néfele, diosa de las nubes.

De ahí viene el término NEFELOCOQUIGIA, que es la pareidolia en las nubes.

La PAREIDOLIA es un fenómeno psicológico a través del cual una imagen es percibida como una forma reconocible.

 

Pareidolias en Pelozano Flickr:

www.flickr.com/photos/pelozano/albums/72157630956391824

   

Pues yo he optado por la regla de los tercios, llenar el encuadre y repetición.

Probablemente no será una foto muy buena pero en esta ocasión me apetecía traerla a Lío porque creo que es un buen gesto el que han tenido al hacer una edición limitada de la botella de agua de Solan de Cabras en apoyo a las mujeres con cáncer de mama.

Este año con su campaña de “Gotas para la Solidaridad” van a contribuir con 20.000 minutos de atención psicológica a mujeres.

Si os apetece podéis entrar en la web que ha creado Solán de Cabras y dejar un mensaje de apoyo a todas las mujeres que en este momento se están enfrentando a la enfermedad.

solandecabras.com/gotasdesolidaridad/#dejatumensaje

 

- Lío de Fotos, Reto 191: ¿Cómo soy?

- Project 52 : 2016. Week 24 Theme : Balanced

 

Lo que me ha costado este reto para Lío de Fotos, ni os lo podéis imaginar... Creo que me ha servido para conocerme un poco más a mi mismo pero ha sido difícil, difícil. No creo que esta foto llegue siquiera a decir mucho más de lo que se ve, pero es lo que se me ha ocurrido. Creo que debo ir al psicólogo a poner mis ideas en orden... ;-)

 

Aprovecho para ponerla en el grupo Project 52 : 2016, ya que encaja bien con el tema de la semana.

PUBBLICITA' SUBLIMINALE.

 

Subliminale In psicologia, termine introdotto dal filosofo e psicologo A.H. Pierce per designare le sensazioni sotto il livello della coscienza, troppo deboli per essere riconosciute. Si parla di pubblicità s., di proiezioni e trasmissioni s. per indicare quelle forme di persuasione occulta che potrebbero attuarsi attraverso messaggi inseriti nelle proiezioni cinematografiche e soprattutto nelle trasmissioni televisive, consistenti in immagini e voci di brevissima durata che, pur non essendo percepite coscientemente dagli spettatori, sono tuttavia in grado di agire nel loro subconscio.

 

CANON EOS 600D con ob. SIGMA 10-20 f./4-5,6 EX DC HSM

TRATAMIENTO Para las Mujeres abusada

 

En muchas ocasiones es necesaria una intervención previa, que la mujer pase por un período de reflexión y quizá varios intentos de salir de esa relación violenta, con ayuda terapéutica o sin ella, hasta que tome la decisión definitiva. A partir de entonces, el apoyo psicológico se centrará en varios aspectos, valorando previamente las necesidades y demandas individuales de cada paciente.

 

Deberemos evaluar cuáles han sido las secuelas concretas que ha dejado la situación vivida en esa persona, y graduarlas para establecer un orden para el tratamiento.

 

Algunas de las intervenciones más habituales y básicas para su recuperación serían:

 

* Información sobre la violencia de género, causas y origen, mitos, etc.

* Reducción de la activación y la ansiedad en las formas en que se manifieste (insomnio, agorafobia, crisis de pánico, etc).

* Fomento de la autonomía, tanto a un nivel puramente psicológico, a través de un cambio de ideas distorsionadas sobre sí misma y el mundo, como a nivel social, económico, etc, orientándola en la búsqueda de empleo, recuperando apoyos sociales y familiares,…

 

www.psicoterapeutas.com/paginaspersonales/concha/violenci...

flic.kr/p/2hVqU2v Dedicato a quelli stronzi della GPN (polizia cantonale) twitter.com/rollingstones/status/1331635680548679680?s=21 che si presentarono da me con inganno, mi trasportarono su un auto adibita al trasporto materiale (assenti cinture di sicurezza posteriori: sono Re dell’Iraq e Gran Principe sovrano del Ticino) e mi chiusero a chiave in uno stanzino della Gendarmeria di Noranco; ove estrapolarono ed abusarono della mia Vita Privata, Dignità e Famiglia! Come sia arredato il mio appartamento è personale, molto sgradito da parte vostra parlarne in giro (Arnaldo informò). youtu.be/i9-AtHiVHPo è dire che mi aspettavo qualcosa tendente ad un’Intervista, altro che interrogatorio con tanto di tecniche finalizzate (mirroring forzato, opportunistica “empatia” atta ad estrapolare un profilo...). Psicologi-a-piedelibero youtu.be/SBBlwp0edOk youtu.be/G2uCNd1AVJo en.m.wikipedia.org/wiki/Robert_(doll) #KeyWest #Ticino #Bellinzona #Gobbi youtu.be/g17P1RDj-is www.instagram.com/p/CHz9FCFHMne/?igshid=ucx02u7ds0fy #RS #Stones #heardtroughwine

 

Hoy en Argentina festejamos el día de la madre, para todas uds, amigas de flickr va esta flor de regalo con un texto que me dio una amiga y un abrazo muy grande.

Les deseo un hermoso día de la madre

 

CARTA DE UNA MAMÁ A SUS HIJOS

  

Siempre que quieren hablar de madres en la televisión muestran mujeres con chicos en los brazos, sonrientes, dulces, cariñosas, sin una pizca de cansancio, espléndidamente maquilladas y a eso agregan maravillosas frases de posters.

¡¡Mentiras !!!

 

Las mamás no somos abnegadas amantes del sacrifico y aguerridas guerreras que todo lo pueden.

 

Las mamás lloramos abrazadas a la almohada cuando nadie nos ve, pedimos la peridural en el parto

y puteamos en 17 idiomas cuando tenemos que poner el despertador a las 2 de la mañana para ir a

buscarlos a una fiesta

...........................................................................

No es que nos encante pasarnos horas en la cocina tratando de que el pescado no tenga gusto

a pescado y disimulando las verduras en toda clase de brebajes, en lugar de tirar un Patty a la

plancha.... Es que tenemos miedo de que no crezcan como se debe

..................................................................................

No es que nos preocupe realmente que se pongan o no un saquito... Es que tenemos miedo

de que se enfermen.

 

No es que los queramos más cuando se bañan.... Es que no queremos que nadie les diga roñosos.

No lo hacemos por Uds. Lo hacemos por nosotras.

 

Porque ser mamá no tiene que ver con embarazos, pañales y sonrisas de aspirinetas.

Tiene que ver con querer a alguien más que a una misma. Con ser capaz de cualquier cosa con

tal de que ustedes no sufran. NADA, nunca, jamás.

 

Ustedes nos hacen felices.... cuando les encantan nuestras milanesas, cuando nos consideran

sabias por contestar todas las preguntas de los concursos de la tele. Cuando vienen llorando

a gritos porque se rasparon la rodilla y nos dan la posibilidad de darles consuelo y curitas.

Cuando recién levantadas nos dicen, qué linda que estás, mamá.

 

Ustedes nos hacen mejores.

 

Nos dan ganas y fuerzas. Nos comeríamos un gurka crudo antes de que les toque un dedito

del pie. Nos lavamos la cara y salimos del baño con una sonrisa de oreja a oreja para hacerles

saber que la vida es buena, aunque nos vaya como el reverendo... Cantamos las canciones de

Chiquititas y vemos Barney y escuchamos a Los piojos y compramos Nopucid y repasamos

500 veces la tabla del 2 y arreglamos el carburador para llevar a los pibes a fútbol, a inglés,

a dibujo, a la psicóloga, a basquet, a volley, a danzas, a la casa de la amiga, a la maestra

particular, al dentista, al médico, a comprar un pantalón...

 

Y armamos 24 bolsitas con anillitos y pulseritas y tratamos de que la torta parezca un Pikachu

y nos buscamos otro trabajo y sacamos créditos y nos compramos libros y vamos al psiquiatra

y al pediatra y a los videos y negociamos con los maestros y los acreedores y recortamos figuritas

y estudiamos junto a ustedes ríos, provincias, las capitales de los países de Europa y nos ponemos

lindas y nos enojamos y nos reímos y nos salimos de quicio y nos convertimos en la bruja y la

princesa de todos los cuentos....

Sólo y exclusivamente para verlos felices.

 

VERLOS FELICES ES LO QUE NOS HACE FELICES

 

. Ojalá pudiéramos pegar el mundo con cinta

scotch (como el velador que cayó en combate en la última guerra de pijamas party), para que

fuera un lugar mejor para ustedes.

 

GRACIAS POR HACERME SU MAMÁ. GRACIAS POR HACERME TAN IMPORTANTE.

 

Gracias, por esas porquerías que hacen en el colegio con corchitos y escarbadientes (que casi

nunca entiendo para que sirven pero guardo religiosamente), gracias por los abrazos, los besos,

las lágrimas, los dolores, los dientes de leche, las cartitas, los dibujos en la heladera, el Amoxidal

de tantas noches sin dormir, los boletines, las plantas rotas del jardín por jugar a la pelota,

por mi maquillaje arruinado por ser usado para jugar a la mamá, por las fotos de la primaria .....

Son mis mejores medallas. Gracias porque LOS AMO. Y ese, es el amor que me hace grande.

 

Lo demás, es marketing.

Isabel Allende

 

Todos los derechos reservados - All rights reserved

 

25/11 Dia Internacional de la NO VIOLENCIA contra las Mujeres

Por reenvio - Monday, Nov. 23, 2009 at 10:29 PM

  

"Si me matan yo sacaré los brazos de la tumba y seré más fuerte”. Minerva Mirabal.

 

En memoria a las mariposas, durante el Primer Encuentro Feminista de Latinoamérica y del Caribe celebrado en Bogotá en 1981, se declaró el 25 de noviembre como el día Internacional contra la Violencia hacia la Mujer.

 

La vida de Patria, Minerva y María Teresa Mirabal, fue el símbolo popular y feminista para denunciar en este Primer Encuentro la violencia de género a nivel doméstico, la violación, y el acoso.

  

La violencia de género es el sufrimiento físico sexual o psicológico a la mujer, tanto en el ámbito público como en el privado. La violencia es una conducta determinada y aprendida social y culturalmente.

 

En la Argentina, aún no existe un registro oficial de estadísticas relacionadas a la violencia de género, pero hay organizaciones que llevan a cabo la tarea de relevar a partir de los datos que aparecen en los medios de comunicación, los femicidios ocurridos en nuestro país.

 

A través del informe parcial del primer semestre del 2009 elaborado por el Área de investigaciones de la Asociación Civil La Casa del Encuentro, se pudieron registrar que hasta el 30 de junio de 2009, fueron asesinadas 82 mujeres y niñas. Mientras que según datos relevados por Artemisa Comunicación, en Argentina es asesinada una mujer cada tres días y cada tres días, también, muere una mujer a causa de abortos clandestinos.

 

Este 25 de noviembre es un Día Internacional de lucha para denunciar todas las formas de violencia hacia la mujer, y visibilizar los derechos que competen a las mujeres, fundamentales para construir una sociedad más justa, libre e igualitaria.

   

Oiii

 

Caí em mais uma TAG e foi a queridona da Tiane ♥ quem me indicou.

 

Eu guardo os meus nessas duas cestinhas.

A do lado esquerdo são os usados e do lado direito os não usados, que somam 41.

Coloco as duas cestinhas dentro de uma gaveta, no guarda-roupa.

 

Na Psicologia a gente usa a Teoria do Apego, nos meus esmaltes, eu pratico a Teoria do Desapego. Quando tenho alguma cor que não gostei muito ou que seja muito parecida com outra, eu faço doação. Ás vezes dou para a manicure da minha mãe ou então para as amigas, elas adoram!

 

Ultimamente estou me controlando bastante nas comprinhas. Só compro os que tenho certeza que vou usar mais vezes e que não tenha parecidos, afinal de contas, se formos avaliar, acabamos investindo bastante dinheirinho neles, e ando numa fase bem mão de vaca.

 

Vou indicar ali do ladinho algumas meninas para participarem da brincadeira também.

Me desculpem já indiquei alguma que já foi taggeada!

 

Beijo

Fiz um post lá no blog mostrando um pouco mais sobre esse livro, quem tiver interesse, acesse suianmecini.blogspot.com.br/2013/04/o-livro-da-psicologia....

 

Agora faço parte da equipe do blog Distância Certa, já tem um post meu publicado lá. Ah, e é sobre fotografia :3 distanciacerta.blogspot.com.br/2013/04/fotografia-regra-d...

Maltrato infantil

 

Muchas veces evito tocar de este tipo de temas, ya que es algo demasiado serio y delicado… y el solo hecho de pensar... que en verdad existe esta maldita crueldad, se me parte el corazón. Y por más que trato, aun no puedo entender, el por qué existen personas tan estúpidas e insensibles que se atreven a herir, no solo el cuerpo físico ... sino que la inocencia y el alma de estos pequeños.

 

- El correazo, la cachetada, el mechoneo, el tirón de orejas, el puñete, las patadas, son maltratos físicos.

 

- La amenaza, la burla, la comparación, el ignorar, el gritar, las exigencias no concordantes con la edad, el garabatear, la humillación, son maltratos psicológicos.

 

Según la ley 19.324 el Maltrato Infantil es: "Cualquier acción u omisión no accidental que provoque daño físico o psicológico a un niño(a) por parte de padres o cuidadores (cualquier adulto en posición jerárquica superior)"

 

Es muy difícil que un niño haga una denuncia, por esto mi llamado es a que las personas que se enteren de esta crueldad, hagan la denuncia correspondiente, o se lo avisen a los profesores, médicos, asistentes sociales u otras personas que puedan investigar y hacer la denuncia frente al abuso.

  

NADA JUSTIFICA EL MALTRATO PSICOLOGICO NI FISICO.

HAY OTRAS FORMAS NO DAÑINAS DE DISCIPLINA.

     

- Recreación de la fotografía, tomada en una casa abandonada.

» Modelo: Adolfito Hübner

  

Cámara: Olympus SP320

Exposición: 1/10

Apertura: f/2,8

ISO: 200

   

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■ Contacto:

- paz@vasquez.la

- paz.fotografias@gmail.com

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© Paz Vásquez ~ All rights reserved.

Do latim 'invidia' que quer dizer olhar com malícia. No dicionário português 'invidia' é o mesmo que inveja.

 

Sob o olhar da Psicologia, a inveja é como “o deslocamento da energia do potencial de determinado indivíduo para a exacerbada preocupação com a satisfação e prazer de outra pessoa, geralmente íntima do sujeito em questão”.

 

Invídia ou inveja é um sentimento de aversão ao que o outro tem e a própria pessoa não tem. Este sentimento gera o desejo de ter exatamente o que a outra pessoa tem (pode ser tanto coisas materiais como qualidades inerentes ao ser) e de tirar essa mesma coisa da pessoa, fazendo com que ela fique sem.

 

Todos nós já sentimos em algum momento, naturalmente, o amargo sentimento da inveja na nossa vida, assim também como já fomos vítimas da inveja de outras pessoas. O fato é que a inveja existe e está presente em todas as esferas do relacionamento humano.

Praticando o desapero, livro de Gail Blanke.

 

Gail começa o livro descrevendo a sua metodologia de aconselhamento: o método Michelangelo. "A história é a seguinte: um benfeitor local perguntou a Michelangelo, assim que ele terminou de esculpir a estátua de Davi: ‘Como você sabia a forma de esculpir Davi? Não consigo entender'. E Michelangelo, sendo um homem direto e sincero, prontamente respondeu: ‘Ora, Davi sempre esteve ali no mármore. Simplesmente retirei tudo o que não era Davi'"

 

"Se tem uma coisa que minha mãe me ensinou foi a jogar coisas fora, se você não sabe o que fazer com, onde colocar, porque você comprou, se olhar para aquilo te deprime, jogue fora, ela dizia. Nunca mantenha nada que te faça parecer pesado, ahhh e ele queria dizer agora, não mais tarde."

 

"Eu não só peço para as pessoas jogaram fora 50 coisas, eu peço que eles façam uma lista. Você tem aquele único brinco e espera que o outro simplesmente aparece algum dia: Não vai! Você tem todas aqueles meias sem pares... jogue fora. E você tem aquele gaveta na cozinha, você conhece aquele gaveta, lá há recibos de anos atrás e também tubos de cola secos, e sabe o que mais tem lá? chaves! chaves que não abrem nada em décadas. Jogue fora!"

 

"Uma vez que você conheça a jogar fora o lixo material você vai se perguntar: E todo o lixo que está na minha mente? o que eu armazenei lá? Aí começa a parte boa, a limpeza mental. Além das meias e batons você vai jogar fora todos os arrependimentos e ressentimentos, a resignação, o medo de fracasso e o medo do sucesso e vai se livrar das vozes que te lembram da assim chamada limitação. "

 

As regras do desapego são simples:

1. Se a coisa - o objeto, a crença ou convicção, a lembrança, o trabalho ou até a pessoa - é um peso para você, o deixa imobilizado ou simplesmente faz com que você se sinta mal consigo mesmo, jogue-a fora, dê para alguém, venda, deixe para trás, siga em frente.

2. Se a coisa simplesmente fica ali, ocupando espaço e não acrescenta nada de positivo a sua vida, jogue fora. Jogar fora o que é negativo ajuda a redescobrir o que é positivo.

3. Não torne difícil a decisão de se livrar ou não de alguma coisa. Se ficar angustiado pensando sobre o que fazer, jogue fora.

4. Não tenha medo, estamos falando sobre a sua vida. A única que você tem com certeza. Você não tem tempo, energia ou espaço para lixo material ou psicológico.

 

A regra de 50 coisas é de que itens da mesma família contam como um só: roupas contam como 01, sendo 01 peça ou cinquenta. Revistas contam como 01, livros como mais 01 item...

 

Eu comprei a versão em áudio no Amazon, mas tem disponível em português no Wal Mart, Extra, Ponto Frio por um preço menor que nas livrarias.

Ahí está mi hermano enseñando al mundo su careto. Se parece a mi... pero sin barba (bueno, que me refiero que la que no tiene barba soy yo, claro está!).

Ahí donde lo veis tan contento... nada de nada... mi pobre víctima estaba leyendo una revista y yo me tiré siete horas apuntándole con el teleobjetivo en la cara, ya no sabía si reír o llorar de la presión psicológica a la que lo estaba sometiendo, yo ahí tal cual larga soy estirada en el sofá al acecho de su presa (me faltaba el chubasquero de camuflaje) y el pobre mirándome de reojo con la gotilla esa de sudor nervioso que le caía por la sien... tic tac tic tac... pasaba el rato... tic tac tic tac... el teleobjetivo no dejaba de apuntarlo... tic tac tic tac... al final... JOAN!!sonríe a la cámara!! y el pobre Joan sonrió... qué remedio le tocaba, o eso... o siete horas más de presión psicológica! ja ja!!!

Estabamos sentados en el tejado, reinaba la calma y sin apartar la mirada de la luna me preguntó:

 

-¿Sabes lo que va a pasar esta noche?

-¿Qué?

-Nada nuevo. Absolutamente nada, pasará lo mismo de siempre. Cerrarás la puerta, te meterás en la cama y leerás hasta caerte dormido.

-No importa, hay más noches.

-No nos hagas creer excusas tan malas. Sabes tan bien como yo que cada día es peor que el anterior.

-Ten paciencia, todo llegará. Fíjate en la luna, cada día es más hermosa que el anterior, pero hay que esperar a que llegue la noche para verla. Esto será igual.

-La luna es la misma todas las noches, tu mirada es lo único que la hace distinta.

-Puede que tengas razón. Pero tú no eres la luna. Quizá algún día se harte de enseñar siempre la misma cara cansada y sin lavar, quizá un día se dé la vuelta y enseñe la cara amable y sincera, la que no enseña por miedo, por miedo a que acabe igual que la parte que sí enseña, llena de cicatrices que le cambian la expresión y la vida. Porque, al fin y al cabo, nuestro carácter y nuestras decisiones las forman los actos que han dejado una cicatriz en nosotros.

Por eso la miro todas las noches: estoy esperando a que llegue el día en el que confíe en mí.

     

Y con esto quiero desearle un feliz cumpleaños a msanto, compañero de fatigas alemanas y fotográficas, confidente y psicólogo a tiempo completo, amigo. Una persona a la que merece la pena conocer.

    

And if I'm quiet,

that's 'cause there's nothing left to say...

David Gray - Red moon

Um suicídio no trabalho é uma mensagem brutal

 

Nos últimos anos, três ferramentas de gestão estiveram na base de uma transformação radical da maneira como trabalhamos: a avaliação individual do desempenho, a exigência de “qualidade total” e o outsourcing. O fenómeno gerou doenças mentais ligadas ao trabalho. Christophe Dejours, especialista na matéria, desmonta a espiral de solidão e de desespero que pode levar ao suicídio.

Psiquiatra, psicanalista e professor no Conservatoire National des Arts et Métiers, em Paris, Christophe Dejours dirige ali o Laboratório de Psicologia do Trabalho e da Acção – uma das raras equipas no mundo que estuda a relação entre trabalho e doença mental. Esteve há dias em Lisboa, onde, de gravata amarela, cabeleira “à Beethoven” e olhos risonhos a espreitar por detrás de pequenos óculos de massa redondos, falou do sofrimento no trabalho. Não apenas do sofrimento enquanto gerador de patologias mentais ou de esgotamentos, mas sobretudo enquanto base para a realização pessoal. Não há “trabalho vivo” sem sofrimento, sem afecto, sem envolvimento pessoal, explicou. É o sofrimento que mobiliza a inteligência e guia a intuição no trabalho, que permite chegar à solução que se procura.

 

Claro que no outro extremo da escala, nas condições de injustiça ou de assédio que hoje em dia se vivem por vezes nas empresas, há um tipo de sofrimento no trabalho que conduz ao isolamento, ao desespero, à depressão. No seu último livro, publicado há uns meses em França e intitulado Suicide et Travail: Que Faire? , Dejours aborda especificamente a questão do suicídio no trabalho, que se tornou muito mediática com a vaga de suicídios que se verificou recentemente na France Télécom.

 

Depois da conferência, o médico e cientista falou com o P2 sobre as causas laborais desses gestos extremos, trágicos e irreversíveis. Mais geralmente, explicou-nos como a destruição pelos gestores dos elos sociais no trabalho nos fragiliza a todos perante a doença mental.

 

O suicídio ligado ao trabalho é um fenómeno novo?

O que é muito novo é a emergência de suicídios e de tentativas de suicídio no próprio local de trabalho. Apareceu em França há apenas 12, 13 anos. E não só em França – as primeiras investigações foram feitas na Bélgica, nas linhas de montagem de automóveis alemães. É um fenómeno que atinge todos os países ocidentais. O facto de as pessoas irem suicidar-se no local de trabalho tem obviamente um significado. É uma mensagem extremamente brutal, a pior do que se possa imaginar – mas não é uma chantagem, porque essas pessoas não ganham nada com o seu suicídio. É dirigida à comunidade de trabalho, aos colegas, ao chefe, aos subalternos, à empresa. Toda a questão reside em descodificar essa mensagem.

 

Afecta certas categorias de trabalhadores mais do que outras?

Na minha experiência, há suicídios em todas as categorias – nas linhas de montagem, entre os quadros superiores das telecomunicações, entre os bancários, nos trabalhadores dos serviços, nas actividades industriais, na agricultura.

 

No passado, não havia suicídios ligados ao trabalho na indústria. Eram os agricultores que se suicidavam por causa do trabalho – os assalariados agrícolas e os pequenos proprietários cuja actividade tinha sido destruída pela concorrência das grandes explorações. Ainda há suicídios no mundo agrícola.

 

O que é que mudou nas empresas?

A organização do trabalho. Para nós, clínicos, o que mudou foram principalmente três coisas: a introdução de novos métodos de avaliação do trabalho, em particular a avaliação individual do desempenho; a introdução de técnicas ligadas à chamada “qualidade total”; e o outsourcing, que tornou o trabalho mais precário.

A avaliação individual é uma técnica extremamente poderosa que modificou totalmente o mundo do trabalho, porque pôs em concorrência os serviços, as empresas, as sucursais – e também os indivíduos. E se estiver associada quer a prémios ou promoções, quer a ameaças em relação à manutenção do emprego, isso gera o medo. E como as pessoas estão agora a competir entre elas, o êxito dos colegas constitui uma ameaça, altera profundamente as relações no trabalho: “O que quero é que os outros não consigam fazer bem o seu trabalho.”

Muito rapidamente, as pessoas aprendem a sonegar informação, a fazer circular boatos e, aos poucos, todos os elos que existiam até aí – a atenção aos outros, a consideração, a ajuda mútua – acabam por ser destruídos. As pessoas já não se falam, já não olham umas para as outras. E quando uma delas é vítima de uma injustiça, quando é escolhida como alvo de um assédio, ninguém se mexe…

 

Mas o assédio no trabalho é novo?

Não, mas a diferença é que, antes, as pessoas não adoeciam. O que mudou não foi o assédio, o que mudou é que as solidariedades desapareceram. Quando alguém era assediado, beneficiava do olhar dos outros, da ajuda dos outros, ou simplesmente do testemunho dos outros. Agora estão sós perante o assediador – é isso que é particularmente difícil de suportar. O mais difícil em tudo isto não é o facto de ser assediado, mas o facto de viver uma traição – a traição dos outros. Descobrimos de repente que as pessoas com quem trabalhamos há anos são cobardes, que se recusam a testemunhar, que nos evitam, que não querem falar connosco. Aí é que se torna difícil sair do poço, sobretudo para os que gostam do seu trabalho, para os mais envolvidos profissionalmente. Muitas vezes, a empresa pediu-lhes sacrifícios importantes, em termos de sobrecarga de trabalho, de ritmo de trabalho, de objectivos a atingir. E até lhes pode ter pedido (o que é algo de relativamente novo) para fazerem coisas que vão contra a sua ética de trabalho, que moralmente desaprovam.

 

Qual é o perfil das pessoas que são alvo de assédio?

São justamente pessoas que acreditam no seu trabalho, que estão envolvidas e que, quando começam a ser censuradas de forma injusta, são muito vulneráveis. Por outro lado, são frequentemente pessoas muito honestas e algo ingénuas. Portanto, quando lhes pedem coisas que vão contra as regras da profissão, contra a lei e os regulamentos, contra o código do trabalho, recusam-se a fazê-las. Por exemplo, recusam-se a assinar um balanço contabilista manipulado. E em vez de ficarem caladas, dizem-no bem alto. Os colegas não dizem nada, já perceberam há muito tempo como as coisas funcionam na empresa, já há muito que desviaram o olhar. Toda a gente é cúmplice. Mas o tipo empenhado, honesto e algo ingénuo continua a falar. Não devia ter insistido. E como falou à frente de todos, torna-se um alvo. O chefe vai mostrar a todos quão impensável é dizer abertamente coisas que não devem aparecer nos relatórios de actividade.

Um único caso de assédio tem um efeito extremamente potente sobre toda a comunidade de uma empresa. Uma mulher está a ser assediada e vai ser destruída, uma situação de uma total injustiça; ninguém se mexe, mas todos ficam ainda com mais medo do que antes. O medo instala-se. Com um único assédio, consegue-se dominar o colectivo de trabalho todo. Por isso, é importante, ao contrário do que se diz, que o assédio seja bem visível para todos. Há técnicas que são ensinadas, que fazem parte da formação em matéria de assédio, com psicólogos a fazer essa formação.

 

Uma formação para o assédio?

Exactamente. Há estágios para aprenderem essas técnicas. Posso contar, por exemplo, o caso de um estágio de formação em França em que, no início, cada um dos 15 participantes, todos eles quadros superiores, recebeu um gatinho. O estágio durou uma semana e, durante essa semana, cada participante tinha de tomar conta do seu gatinho. Como é óbvio, as pessoas afeiçoaram-se ao seu gato, cada um falava do seu gato durante as reuniões, etc.. E, no fim do estágio, o director do estágio deu a todos a ordem de… matar o seu gato.

 

Está a descrever um cenário totalmente nazi...

Só que aqui ninguém estava a apontar uma espingarda à cabeça de ninguém para o obrigar a matar o gato. Seja como for, um dos participantes, uma mulher, adoeceu. Teve uma descompensação aguda e eu tive de tratá-la – foi assim que soube do caso. Mas os outros 14 mataram os seus gatos. O estágio era para aprender a ser impiedoso, uma aprendizagem do assédio.

Penso que há bastantes empresas que recorrem a este tipo de formação – muitas empresas cujos quadros, responsáveis de recursos humanos, etc., são ensinados a comportar-se dessa maneira.

 

Voltando ao perfil do assediado, é perigoso acreditar realmente no seu trabalho?

É. O que vemos é que, hoje em dia, envolver-se demasiado no seu trabalho representa um verdadeiro perigo. Mas, ao mesmo tempo, não pode haver inteligência no trabalho sem envolvimento pessoal – sem um envolvimento total.

Isso gera, aliás, um dilema terrível, nomeadamente em relação aos nossos filhos. As pessoas suicidam-se no trabalho, portanto não podemos dizer aos nossos filhos, como os nossos pais nos disseram a nós, que é graças ao trabalho que nos podemos emancipar e realizar-nos pessoalmente. Hoje, vemo-nos obrigados a dizer aos nossos filhos que é preciso trabalhar, mas não muito. É uma mensagem totalmente contraditória.

 

E os sindicatos?

Penso que os sindicatos foram em parte destruídos pela evolução da organização do trabalho. Não se opuseram à introdução dos novos métodos de avaliação. Mesmo os trabalhadores sindicalizados viram-se presos numa dinâmica em que aceitaram compromissos com a direcção. Em França, a sindicalização diminuiu imenso – as pessoas já não acreditam nos sindicatos porque conhecem as suas práticas desleais.

 

Como distinguir um suicídio ligado ao trabalho de um suicídio devido a outras causas?

É uma pergunta à qual nem sempre é possível responder. Hoje em dia, não somos capazes de esclarecer todos os suicídios no trabalho. Mas há casos em que é indiscutível que o que está em causa é o trabalho. Quando as pessoas se matam no local de trabalho, não há dúvida de que o trabalho está em causa. Quando o suicídio acontece fora do local de trabalho e a pessoa deixa cartas, um diário, onde explica por que se suicida, também não há dúvidas – são documentos aterradores. Mas quando as pessoas se suicidam fora do local do trabalho e não deixam uma nota, é muito complicado fazer a distinção. Porém, às vezes é possível. Um caso recente – e uma das minhas vitórias pessoais – foi julgado antes do Natal, em Paris. Foi um processo bastante longo contra a Renault por causa do suicídio de vários engenheiros e cientistas altamente qualificados que trabalhavam na concepção dos veículos, num centro de pesquisas da empresa em Guyancourt, perto de Paris.

 

Quando é que isso aconteceu?

Em 2006-2007. Houve cinco suicídios consecutivos; quatro atiraram-se do topo de umas escadas interiores, do quinto andar, à frente dos colegas, num local com muita passagem à hora do almoço. Mas um deles – aliás de origem portuguesa – não se suicidou no local do trabalho. Era muitíssimo utilizado pela Renault nas discussões e negociações sobre novos modelos e produção de peças no Brasil. Foi utilizado, explorado de forma aterradora. Pediam-lhe constantemente para ir ao Brasil e o homem estava exausto por causa da diferença horária. Era uma pessoa totalmente dedicada, tinha mesmo feito coisas sem ninguém lhe pedir, como traduzir documentos técnicos para português, para tentar ganhar o mercado brasileiro para a empresa. A dada altura, teve uma depressão bastante grave e acabou por se suicidar.

A viúva processou a Renault, que em Dezembro acabou por ser condenada por “falta imperdoável do empregador” [conceito do direito da segurança social em França], por não ter tomado as devidas precauções.

Foi um acontecimento importante porque, pela primeira vez, uma grande multinacional foi condenada em virtude das suas práticas inadmissíveis. Os advogados do trabalho apoiaram-se muito nos resultados científicos do meu laboratório. O acórdão do tribunal tinha 25 páginas e as provas foram consideradas esmagadoras. Havia e-mails onde o engenheiro dizia que já não aguentava mais – e que a empresa fez desaparecer limpando o disco rígido do seu computador. Mas ele tinha cópias dos documentos no seu computador de casa. A argumentação foi imparável.

 

Mesmo assim, as empresas continuam a dizer que os suicídios dos seus funcionários têm a ver com a vida privada e não com o trabalho.

Toda a gente tem problemas pessoais. Portanto, quando alguém diz que uma pessoa se suicidou por razões pessoais, não está totalmente errado. Se procurarmos bem, vamos acabar por encontrar, na maioria dos casos, sinais precursores, sinais de fragilidade. Há quem já tenha estado doente, há quem tenha tido episódios depressivos no passado. É preciso fazer uma investigação muito aprofundada.

Mas se a empresa pretender provar que a crise depressiva de uma pessoa se deve a problemas pessoais, vai ter de explicar por que é que, durante 10, 15, 20 anos, essa pessoa, apesar das suas fragilidades, funcionou bem no trabalho e não adoeceu.

 

Mas como é que o trabalho pode conduzir ao suicídio? Só acontece a pessoas com determinada vulnerabilidade?

Só muito recentemente é que percebi que uma pessoa podia ser levada ao suicídio sem que tivesse até ali apresentado qualquer sinal de vulnerabilidade psicopatológica. Fiquei extremamente surpreendido com um caso em especial, do qual não posso falar muito aqui, porque ainda não foi julgado, de uma mulher que se suicidou na sequência de um assédio no trabalho.

A Polícia Judiciária [francesa] tinha interrogado os seus colegas de trabalho e, como a ordem vinha de um juiz, as pessoas falaram. Foram 40 depoimentos que descreviam a maneira como essa mulher tinha sido tratada pelo patrão (apenas uma contradiz as restantes 39). E o que emerge é que, devido ao assédio, ela caiu num estado psicopatológico muito parecido com um acesso de melancolia.

Ora, o que mais me espantou, quando procurei sinais precursores, é que não encontrei absolutamente nada. E, pela primeira vez, comecei a pensar que, em certas situações, quando uma pessoa que não é melancólica é escolhida como alvo de assédio, é possível fabricar, desencadear, uma verdadeira depressão em tudo igual à melancolia. Quando essa pessoa se vai abaixo, tem uma depressão, autodesvaloriza-se, torna-se pessimista, pensa que não vale nada, que merece realmente morrer.

Era uma mulher hiperbrilhante, muitíssimo apreciada, muito envolvida, imaginativa, produtiva. Tinha duas crianças óptimas e um marido excepcional. Falei com os seus amigos, o marido, a mãe. Não encontrei nenhum sinal precursor, nem sequer na sua infância.

Aconteceu sem pré-aviso?

Houve um período crítico que terá durado um mês. As pessoas à sua volta deram por isso. Viram que ela estava muito mal, o médico do trabalho foi avisado e obrigou-a a parar de trabalhar e pediu a alguém que a levasse para casa. Mas ela não queria parar, insistia que queria fazer o que tinha a fazer. A família também percebeu que algo estava a acontecer, ela consultou um psiquiatra, mas é impossível travar este tipo de descompensação. Foi para casa da mãe, mas quando pensaram que estava a melhorar um pouco, relaxaram a vigilância e ela atirou-se pela janela.

Nos testemunhos recolhidos pela polícia, vê-se claramente que ninguém se atreveu a ajudá-la; todos dizem que tinham medo. Tinham medo do patrão, que era um tirano. Também assediava sexualmente as mulheres e esta mulher era muito bonita. Não consegui saber se tinha havido assédio sexual, mas várias pessoas evocam no seu depoimento que ela terá caído em desgraça porque se tinha recusado a fazer o que ele queria.

 

O caso da France Télécom foi muito mediático, com 25 suicídios. O suicídio é mais frequente nas grandes empresas?

Não. Nas grandes empresas pode ser mais visível, mas há também muitas pequenas empresas onde as coisas correm muito mal, onde os critérios são incrivelmente arbitrários e onde o assédio pode ser pior. Nas grandes empresas, subsiste por vezes uma presença sindical que faz com que os casos venham a público. Foi assim na France Télécom. Mas não acredito que a destruição actual do mundo do trabalho esteja a acontecer apenas nalgumas grandes multinacionais. E é importante salientar que também há multinacionais onde as coisas correm bem.

 

Quantas pessoas se suicidam por ano, em França e noutros países?

Não há estatísticas do suicídio no trabalho. Em França, foi constituída uma comissão ministerial onde pela primeira vez foi dito claramente que é urgente aplicar ferramentas que permitam analisar a relação entre suicídio e trabalho. Mas, por enquanto, isso não existe. Nem na Bélgica, nem no Canadá, nem nos Estados Unidos, não existe em sítio nenhum.

Na Suécia, por exemplo, há provavelmente tantos suicídios no trabalho como em França. Mas não há debate. Em muitos países não há debate, porque não existe esse espaço clínico, essa nova medicina do trabalho que estamos a desenvolver em França. De facto, a França é dos sítios onde mais se fala do assunto. O debate francês interessa muita gente, mas também mete muito medo.

Em França, foi feito um único inquérito, há quatro anos, pela Inspecção Médica do Trabalho, em três departamentos [divisões administrativas], passando pelos médicos do trabalho, e chegaram a um total de 50 suicídios em cinco anos. É provavelmente um valor subestimado, mas, extrapolando-o a todos os departamentos, dá entre 300 e 400 suicídios no trabalho por ano.

 

Falou de “qualidade total”. O que é exactamente?

É uma segunda medida que foi introduzida na sequência da avaliação individual. Acontece que, quando se faz a avaliação individual do desempenho, está-se a querer avaliar algo, o trabalho, que não é possível avaliar de forma quantitativa, objectiva, através de medições. Portanto, o que está a ser medido na avaliação não é o trabalho. No melhor dos casos, está-se a medir o resultado do trabalho. Mas isso não é a mesma coisa. Não existe uma relação de proporcionalidade entre o trabalho e o resultado do trabalho.

É como se em vez de olhar para o conteúdo dos artigos de um jornalista, apenas se contasse o número de artigos que esse jornalista escreveu. Há quem escreva artigos todos os dias, mas enfim... é para contar que houve um acidente de viação ou outra coisa qualquer. Uma única entrevista, como esta por exemplo, demora muito mais tempo a escrever e, para fazer as coisas seriamente, vai implicar que o jornalista escreva entretanto menos artigos. Hoje em dia, julga-se os cientistas pelo número de artigos que publicam. Mas isso não reflecte o trabalho do cientista, que talvez esteja a fazer um trabalho difícil e não tenha publicado durante vários anos porque não conseguiu obter resultados.

Passados uns tempos, surgem queixas a dizer que a qualidade [da produção ou do serviço] está a degradar-se. Então, para além das avaliações, os gestores começam a controlar a qualidade e declaram como objectivo a “qualidade total”. Não conhecem os ofícios, mas vão definir pontos de controlo da qualidade. É verdadeiramente alucinante.

Para além de que declarar a qualidade total é catastrófico, justamente porque a qualidade total é um ideal. É importante ter o ideal da qualidade total, ter o ideal do “zero-defeitos”, do “zero-acidentes”, mas apenas como ideal.

Em diabetologia, por exemplo, os gestores introduziram a obrigação de os médicos fazerem, para cada um dos seus doentes, ao longo de três meses, a média dos níveis de hemoglobina glicosilada A1c [ri-se], que é um indicador da concentração de açúcar no sangue. A seguir, comparam entre si os grupos de doentes de cada médico – é assim que controlam a qualidade dos cuidados médicos. [ri-se].

Só que, na realidade, quando tratamos um doente, às vezes o tratamento não funciona e temos de perceber porquê. E finalmente, o doente acaba por nos confessar que não consegue respeitar o regime alimentar que lhe prescrevemos, porque inclui legumes e não féculas e que os legumes são mais caros... Tem três filhos e não tem dinheiro para legumes. E então, vamos ter de encontrar um compromisso.

Da mesma forma, se um doente diabético é engenheiro e tem de viajar frequentemente para outros fusos horários, torna-se muito difícil controlar a sua glicemia com insulina. Mais uma vez, vai ser preciso encontrar um meio-termo. E isso é difícil.

Mesmo uma central nuclear nunca funciona como previsto. Nunca. Por isso é que precisamos de “trabalho vivo”. A qualidade total é um contra-senso porque a realidade se encarrega de fazer com que as coisas não funcionem de forma ideal. Mas o gestor não quer ouvir falar disso.

Ora, quando o ideal se transforma na condição para obter uma certificação, o que acontece é que se está a obrigar toda a gente a dissimular o que realmente se passa no trabalho. Deixa de ser possível falar do que não funciona, das dificuldades encontradas. Quando há um incidente numa central nuclear, o melhor é não dizer nada.

 

Isso é extremamente grave.

É. E em medicina passa-se a mesma coisa. Faz-se batota. Hoje, existem nos hospitais as chamadas “conferências de consenso” – acho que existem em toda a Europa – onde são feitas recomendações precisas para o tratamento de tal ou tal doença. E quando um médico recebe um doente, tem de teclar no computador para ver o que foi estabelecido pela conferência de consenso. O médico, que tem o doente à sua frente, pensa que essa não é a boa abordagem – porque sabe que o doente tem problemas com a mulher, com os filhos e não vai conseguir fazer o tratamento recomendado. Mas sabe também que se não fizer o que está lá escrito, e se por acaso as coisas derem para o torto, poderá haver um inquérito, a pedido da família ou de um gestor, e vão dizer que foi o médico que não fez o que devia. O problema da qualidade total é que obriga muitos de nós a viver essa experiência atroz que consiste em fazer o nosso trabalho de uma forma que nos envergonha.

 

Há muitos suicídios entre os médicos?

Cada vez mais. Há especialidades com mais suicídios do que outras – nomeadamente entre os médicos reanimadores. Em França é uma verdadeira hecatombe: é sabido que a profissão de anestesista-reanimador é das que têm maior taxa de suicídios. Nesta especialidade, os riscos de ser-se atacado em tribunal porque alguém morreu são tão elevados que os médicos se protegem seguindo as instruções. Mesmo que tenham a íntima convicção de que não era isso que deveriam fazer. Chegámos a esse ponto.

É uma situação insuportável e há médicos que não aguentam ver um doente morrer porque tiveram medo de que isso se virasse contra eles. “Fiz o que estava escrito e o doente morreu. Matei o doente.” Há cada vez mais reanimadores que se confrontam com esta situação. Ainda por cima os cirurgiões atiram sempre as dificuldades que encontram nas operações para cima do reanimador. Sempre. Cada vez que acontece qualquer coisa, é porque o anestesista não adormeceu bem o doente, ou não o acordou correctamente, ou não soube restabelecer a pressão arterial. O cirurgião nunca admitirá que falhou nas suturas e que por isso o doente se esvaiu em sangue.

 

Os médicos sempre foram considerados uma classe muito solidária…

Foram. Já não são. Eu trabalhei anos nos hospitais, e adorava trabalhar lá, porque existia um espírito de equipa fantástico. Éramos felizes no nosso trabalho. Hoje, as pessoas não querem trabalhar nos hospitais, não querem fazer bancos, tentam safar-se. São todos contra todos. Bastaram uns anos para destruir a solidariedade no hospital. O que aconteceu é aterrador.

O que é importante perceber é que a destruição dos elos sociais no trabalho pelos gestores nos fragiliza a todos perante a doença mental. E é por isso que as pessoas se suicidam. Não quer dizer que o sofrimento seja maior do que no passado; são as nossas defesas que deixaram de funcionar.

 

Portanto, as ferramentas de gestão são na realidade ferramentas de repressão, de dominação pelo medo.

Sim, o termo exacto é dominação; são técnicas de dominação.

 

Então, é preciso acabar com essas práticas?

Eu não diria que é preciso acabar com tudo. Acho que não devemos renunciar à avaliação, incluindo a individual. Mas é preciso renunciar a certas técnicas. Em particular, tudo o que é quantitativo e objectivo é falso e é preciso acabar com isso. Mas há avaliações que não são quantitativas e objectivas – a avaliação dos pares, da colectividade, a avaliação da beleza, da elegância de um trabalho, do facto de ser conforme às regras profissionais. Trata-se de avaliações assentes na qualidade e no desempenho do ofício. Mesmo a entrevista de avaliação pode ser interessante e as pessoas não são contra.

Mas sobretudo, a avaliação não deve ser apenas individual. É extremamente importante começar a concentrar os esforços na avaliação do trabalho colectivo e nomeadamente da cooperação, do contributo de cada um. Mas como não sabemos analisar a cooperação, analisa-se somente o desempenho individual.

O resultado é desastroso. Não é verdade que a qualidade da produção melhorou. A General Motors foi obrigada a alertar o mundo da má qualidade dos seus pneus; a Toyota teve de trocar um milhão de veículos por veículos novos ou reembolsar os clientes porque descobriu um defeito de fabrico. É essa a qualidade total japonesa?

Hoje, nos hospitais em França, a qualidade do trabalho não aumentou – diminui. O desempenho supostamente melhorou, mas isso não é verdade, porque não se toma em conta o que está a acontecer do lado do trabalho colectivo.

Temos de aprender a pensar o trabalho colectivo, de desenvolver métodos para o analisar, avaliar – para o cultivar. A riqueza do trabalho está aí, no trabalho colectivo como cooperação, como maneira de viver juntos. Se conseguirmos salvar isso no trabalho, ficamos com o melhor, aprendemos a respeitar os outros, a evitar a violência, aprendemos a falar, a defender o nosso ponto de vista e a ouvir o dos outros.

 

Não haverá por detrás desta nova organização do trabalho objectivos de controlo das pessoas, de redução da liberdade individual, que extravasam o âmbito empresarial?

É uma questão difícil. Acho que qualquer método de organização do trabalho é ao mesmo tempo um método de dominação. Não é possível dissociar as duas coisas. Há 40 anos que os sociólogos trabalham nisto. Todos os métodos de organização do trabalho visam uma divisão das tarefas, por razões técnicas, de racionalidade, de gestão. Mas não há nenhuma divisão técnica do trabalho que não venha acompanhada de um sistema de controlo, em virtude do qual as pessoas vão cumprir as ordens.

Há tecnologias da dominação. O sistema de Taylor, ou taylorismo, é essencialmente um método de dominação e não um método de trabalho. O método de Ford é um método de trabalho.

Contudo, não penso que a intenção do patronato (francês, em particular), nem dos homens de Estado seja instaurar o totalitarismo. Mas é indubitável que introduzem métodos de dominação, através da organização do trabalho que, de facto, destroem o mundo social.

 

Qual é a diferença entre taylorismo e fordismo?

Taylor inventou a divisão das tarefas entre as pessoas e a interposição, entre cada tarefa, de uma intervenção da direcção, através de um capataz. Há constantemente alguém a vigiar e a exigir obediência ao trabalhador. A palavra-chave é obediência. “Quando eu disser para parar de trabalhar e ir comer qualquer coisa, você vai obedecer. Se concordar, será pago mais 50 cêntimos pela sua obediência.” A única coisa que importa é a obediência. O objectivo é acabar com o ócio, os tempos mortos.

Só muito mais tarde é que Ford introduziu uma nova técnica, a linha de montagem, que é uma aplicação do taylorismo. Na realidade, não é o progresso tecnológico que determina a transformação das relações sociais, mas a transformação das relações de dominação que abre o caminho a novas tecnologias.

O toyotismo [ou Sistema Toyota de Produção] utiliza um outro método de dominação, o ohnismo [inventado por Taiichi Ohno (1912-1990)], diferente do taylorismo. É um método particular que extrai a inteligência das pessoas de uma forma muito mais subtil que o taylorismo, que apenas estipula que há pessoas que têm de obedecer e outras que mandam.

No ohnismo, trata-se de fazer com que pessoas beneficiem a empresa oferecendo a sua inteligência e os conhecimentos adquiridos através da experiência. Para o fazer, nos anos 1980, introduziu-se algo de totalmente novo: os chamados “círculos de qualidade”.

O sistema japonês foi realmente uma novidade em relação ao taylorismo, porque ensinou as pessoas a colaborar sem as obrigar a obedecer – dando-lhes prémios, pelo contrário. Quando uma sugestão de uma pessoa dá lucro, a empresa faz o cálculo do dinheiro que a empresa ganhou com a ideia e reverte para o trabalhador uma parte desse lucro. Trata-se de prémios substanciais.

Mas há uma batota: os círculos de qualidade podiam durar horas, todos os dias, reunindo as pessoas a seguir ao trabalho para alimentar a caixinha das ideias. Todos se envolviam porque, por um lado, uma ideia que permitisse melhorar a produção valia-lhes chorudos prémios, mas também porque quem participava neles tinha um emprego vitalício garantido na empresa.

O sistema foi exportado para a Europa, os EUA, etc. porque durante uns tempos, a qualidade melhorou de facto. Mas a dada altura, as pessoas no Japão trabalhavam tanto que começou a haver mortes por karōshi [literalmente “morte por excesso de trabalho”].

 

O que é o karōshi?

É uma morte súbita, geralmente por hemorragia cerebral (AVC), de pessoas novas que não apresentam qualquer factor de risco cardiovascular. Não são obesos, não sofrem de hipertensão, não têm níveis de colesterol elevados, não são diabéticos, não fumam, não são alcoólicos, não tem uma história familiar de AVC. Nada. A único factor que é possível detectar é o excesso de trabalho. Estas pessoas trabalham mais de 70 horas por semana, sem contar as horas passadas nos círculos de qualidade. Ou seja, são pessoas que estão literalmente sempre a trabalhar. Mal param de trabalhar, vão dormir. As descrições de colegas que foram fazer inquéritos no Japão são aterrorizadoras.

O mundo do trabalho no Japão é alucinante. Há raparigas que entram nas fábricas de electrónica, por exemplo, e que são utilizadas entre os 18 e os 21 anos – porque aos 21 anos, já não conseguem aguentar as cadências de trabalho.

As famílias confiam-nas às empresas por esses três anos, durante os quais elas se entregam de corpo e alma ao trabalho. E nalguns casos, a empresa compromete-se a casar a rapariga no fim dos três anos. É mesmo um sistema totalitário. E mais: essas jovens trabalham 12 a 14 horas por dia e depois vão para uns dormitórios onde há uma série de gavetões – cada um com cama e um colchão –, deitam-se na cama e fecha-se o gavetão. Dormem assim, empilhadas em gavetões. Três anos… em gavetões… é preciso ver para crer.

 

Mas uma coisa destas não é aplicável na Europa

Não, pelo menos em França nunca funcionaria. Ainda não chegámos lá, disso tenho a certeza.

 

Mas acha que poderia acontecer?

Sim, acho que poderíamos lá chegar. Tudo é possível. Mas ao contrário do que se diz, não há uma fatalidade, não é a mundialização que determina as coisas, não é a guerra económica. É perfeitamente possível, no contexto actual, trabalhar de outra maneira, e há empresas que o fazem, com uma verdadeira preocupação de preservar o “viver juntos”, para tentar encontrar alternativas à abordagem puramente de gestão. O que não impede que a tendência seja para a desestruturação um pouco por todo o lado. É difícil resistir-lhe.

 

Uma empresa que defendesse os princípios da liberdade, da igualdade e da fraternidade conseguiria sobreviver no actual contexto de mercado?

Hoje, estou em condições de responder pela afirmativa, porque tenho trabalhado com algumas empresas assim. Ao contrário do que se pensa, certas empresas e alguns patrões não participam do cinismo geral e pensam que a empresa não é só uma máquina de produzir e de ganhar dinheiro, mas também que há qualquer coisa de nobre na produção, que não pode ser posta de lado. Um exemplo fácil de perceber são os serviços públicos, cuja ética é permitir que os pobres sejam tão bem servidos como os ricos – que tenham aquecimento, telefone, electricidade. É possível, portanto, trabalhar no sentido da igualdade.

Há também muita gente que acha que produz coisas boas – os aviões, por exemplo, são coisas belas, são um sucesso tecnológico, podem progredir no sentido da protecção do ambiente. O lucro não é a única preocupação destas pessoas.

E, entre os empresários, há pessoas assim – não muitas, mas há. Pessoas muito instruídas que respeitam esse aspecto nobre. E, na sequência das histórias de suicídios, alguns desses empresários vieram ter comigo porque queriam repensar a avaliação do desempenho. Comecei a trabalhar com eles e está a dar resultados positivos.

 

O que fizeram?

Abandonaram a avaliação individual – aliás, esses patrões estavam totalmente fartos dela. Durante um encontro que tive com o presidente de uma das empresas, ele confessou-me, após um longo momento de reflexão, que o que mais odiava no seu trabalho era ter de fazer a avaliação dos seus subordinados e que essa era a altura mais infernal do ano. Surpreendente, não? E a razão que me deu foi que a avaliação individual não ajuda a resolver os problemas da empresa. Pelo contrário, agrava as coisas.

Neste caso, trata-se de uma pequena empresa privada que se preocupa com a qualidade da sua produção e não apenas por razões monetárias, mas por questões de bem-estar e convivialidade do consumidor final. O resultado é que pensar em termos de convivialidade faz melhorar a qualidade da produção e fará com que a empresa seja escolhida pelos clientes face a outras do mesmo ramo.

Para o conseguir, foi preciso que existisse cooperação dentro da empresa, sinergias entre as pessoas e que os pontos de vista contraditórios pudessem ser discutidos. E isso só é possível num ambiente de confiança mútua, de lealdade, onde ninguém tem medo de arriscar falar alto.

Se conseguirmos mostrar cientificamente, numa ou duas empresas com grande visibilidade, que este tipo de organização do trabalho funciona, teremos dado um grande passo em frente.

 

Versão integral da entrevista publicada no PÚBLICO

 

Texto: in www.publico.pt

Imagem: by me

 

hace exactamente un año que te conosco,o por lo menos de que hablo con vos.Sinceramente nunca pensé que te ibas a convertir en una persona tan importante para mi como lo sos ahora.Primero fuiste un flaco de msn,después un día salimos y nos "robaron"y ahí más que nada empezó todoy después más tarde empezamos a salir casi todos los viernes después de la psicologa a las cuatro en santa fé y bulnes(en la puerta de la farmacia jaja).Un día fuimos a la feria del libro,nos pusimos de novios(siempre fuiste el más tierno de todos,me acuerdo cuando me desperté el 2/5 y tenía un mensaje tuyo que tenia muchos te quiero y me morí de amor),y así como nos pusimos,dejamos de serlo hace dos meses masomenos.

Y fue ahi entonces cuando me cayó la ficha por así decirlo de lo muuuuucho que te quiero,porque para mi no sos ningún boludo(y si lo sos me encantas así).

Y que por más de que te lo diga una,dos o mil veces ya sé que ni me acerco a la novia interesada que vos te merecias(y te mereces)porque sos de los flacos tiernos,buenos y lindos al mismo tiempo que no es facil encontrar(Y SKATER AJJAJAJAJJ).por eso te quiero decir que te quiero mucho

mucho

mucho

y te deseo este felíz aniversario de conocimiento(?)

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